Contabilidade Geral - :: Instituto Monitor

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Contabilidade Geral

006G Contabilidade Geral 5E

Desenvolvimento de conteúdo, mediação pedagógica e design gráfico Equipe Técnico Pedagógica do Instituto Monitor

Monitor Editorial Ltda. Rua dos Timbiras, 257/263 – São Paulo – SP – 01208-011 Tel.: (11) 33-35-1000 / Fax: (11) 33-35-1020 [email protected] www.institutomonitor.com.br Impresso no Parque Gráfico do Instituto Monitor Av. Rangel Pestana, 1105/1113 – São Paulo – SP – 03001-000 Tel./Fax: (11) 33-15-8355 [email protected]

5ª Edição - Julho/2009

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Índice Apresentação........................................................................................................... 11 Lição 1 – A Contabilidade Introdução.......................................................................................................... 13 1. Evolução Histórica........................................................................................ 13 2. Conceito e Objetivos...................................................................................... 14 3. Campos de Aplicação da Contabilidade...................................................... 14 4. Características das Informações Contábeis................................................ 14 Exercícios Propostos............................................................................................... 16 Lição 2 – Normas e Princípios Contábeis Introdução.......................................................................................................... 19 1. Conceitos........................................................................................................ 19 2. Princípios Contábeis..................................................................................... 19 2.1 Resolução CFC Nº 750/93........................................................................ 19 2.1.1. Princípio da Entidade.................................................................... 19 2.1.2. Princípio da Continuidade............................................................ 19 2.1.3. Princípio da Oportunidade............................................................ 20 2.1.4. Princípio do Registro pelo Valor Original................................... 20 2.1.5. Princípio da Atualização Monetária............................................ 20 2.1.6. Princípio da Competência............................................................. 20 2.1.7. Princípio da Prudência.................................................................. 20 3. Normas Contábeis......................................................................................... 20 3.1. Resolução CFC Nº 1156/09 ................................................................... 20 3.1.1 NBC P4 – Normas para a Educação Profissional Continuada.... 22 3.1.2 NBC P 5 - Normas para o Exame de Qualificação Técnica......... 22 3.1.3 NBC P1 – Normas Profissionais de Auditor Independente......... 22 3.1.4 NBC P 3 – Normas Profissionais de Auditor Interno................... 22 3.1.5 NBC P2 – Normas Profissionais de Perito Contábil..................... 22 3.1.6 NBC T 1 – Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis............................... 23 3.1.7 NBC T 2 – Da Escrituração Contábil............................................ 23 3.1.8 NBC T 3 – Conceito, Conteúdo, Estrutura e Nomenclatura das Demonstrações Contábeis.............................. 23 3.1.9 NBC T 4 – Da Avaliação Patrimonial............................................ 23 006G/

3.1.10 NBC T 5 – Da Atualização Monetária......................................... 24 3.1.11 NBC T 6 – Da Divulgação das Demonstrações Contábeis......... 24 3.1.12 NBC T 7 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis..................................... 24 3.1.13 NBC T 8 – Das Demonstrações Contábeis Consolidadas........... 24 3.1.14 NBC T 9 – Da Fusão, Incorporação, Cisão, Transformação e Liquidação de Entidades................................ 24 3.1.15 NBC T 10 – Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas.............................................. 24 3.1.16 NBC T 17 - Divulgação sobre Partes Relacionadas................... 24 3.1.17 NBC T 19 - Aspectos Contábeis Específicos............................... 24 3.1.18 NBC T 16 - Aspectos Contábeis Específicos da Gestão Governamental................................................................. 24 3.1.19 NBC T 15 - Informações de Natureza Social e Ambiental........ 24 3.1.20 NBC TA 01 - Revisão Externa de Qualidade pelos Pares (ex-NBC T 14)............................................................ 25 3.1.21 NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis...................................................... 25 3.1.22 NBC TO 01 - Trabalho de Asseguração Diferente de Auditoria e Revisão . .............................................. 25 3.1.23 NBC T 12 – Da Auditoria Interna................................................ 25 3.1.24 NBC T 13 – Da Perícia Contábil.................................................. 24 Exercícios Propostos............................................................................................... 26 Lição 3 - O Patrimônio Introdução.......................................................................................................... 27 1. Formação........................................................................................................ 27 2. Representação Gráfica.................................................................................. 28 3. Mutações Patrimoniais.................................................................................. 28 4. Variações Patrimoniais................................................................................. 31 4.1 Fatos Permutativos.................................................................................. 31 4.2 Fatos Modificativos.................................................................................. 31 4.3 Fatos Mistos............................................................................................. 31 Exercícios Propostos............................................................................................... 32 Lição 4 – Aspectos Qualitativo e Quantitativo do Patrimônio Introdução.......................................................................................................... 35 1. Aspectos Qualitativos do Patrimônio.......................................................... 35 1.1. Classificação dos Investimentos ........................................................... 35 1.1.1 Bens Fixos........................................................................................ 35 1.1.2.Bens Numerários............................................................................. 35 1.1.3.Bens de Venda................................................................................. 35 1.1.4.Bens de Renda................................................................................. 36 1.1.5.Crédito de Funcionamento............................................................. 36 1.2 Financiamentos........................................................................................ 36 1.2.1 Capitais Próprios............................................................................. 36 1.2.2 Capital Alheio.................................................................................. 37 2. Aspecto Quantitativo do Patrimônio........................................................... 37 2.1 Ativo Circulante....................................................................................... 38 006G/

2.2 Ativo Não Circulante............................................................................... 39 2.2.1 Realizável a Longo Prazo............................................................... 39 2.2.2 Investimentos................................................................................... 39 2.2.3 Imobilizado ..................................................................................... 39 2.2.4 Intangível......................................................................................... 40 2.3 Passivo Circulante................................................................................... 40 2.4 Passivo Não Circulante........................................................................... 40 2.5 Patrimônio Líquido................................................................................. 40 2.5.1 Capital Social.................................................................................. 41 2.5.2 Reservas de Capital......................................................................... 41 2.5.3 Ajustes de Avaliação Patrimonial................................................. 41 2.5.4 Reservas de Lucros.......................................................................... 41 2.5.5 Ações em Tesouraria....................................................................... 42 Exercícios Propostos............................................................................................... 43 Lição 5 – Contas e Escrituração Introdução.......................................................................................................... 45 1. Conceito.......................................................................................................... 45 2. Teoria das Contas.......................................................................................... 45 2.1 Teoria Personalista.................................................................................. 45 2.2 Teoria Materialista.................................................................................. 46 3. Função............................................................................................................ 47 3.1 Determinação do Débito e Crédito......................................................... 47 4. Classificação Funcional das Contas............................................................. 49 4.1 Contas Unilaterais................................................................................... 49 4.2 Contas Bilaterais...................................................................................... 49 4.3 Contas de Compensação.......................................................................... 49 5. Plano de Contas............................................................................................. 50 5.1 Elenco de Contas...................................................................................... 50 6. Escrituração................................................................................................... 51 6.1 Método das Partidas Dobradas.............................................................. 51 6.1.1 Elemento das Partidas.................................................................... 51 6.1.2 Fórmulas de Escrituração.............................................................. 51 7. Livros de Escrituração.................................................................................. 53 7.1 Livros Obrigatórios................................................................................. 53 7.2 Livros Facultativos.................................................................................. 55 7.3 Livros Cronológicos e Livros Sistemáticos........................................... 55 7.4 Livros Principais...................................................................................... 55 7.4.1 Diário............................................................................................... 55 7.4.2 Razão................................................................................................ 57 7.4.3 Caixa................................................................................................ 59 7.4.4 Contas Correntes............................................................................. 61 8. Erros de Escrituração .................................................................................. 61 8.1 Erros de Lançamentos............................................................................. 61 8.2 Correção de Erros de Escrituração........................................................ 61 8.2.1 Estorno Total................................................................................... 62 8.2.2 Estorno Parcial................................................................................ 62 8.2.3 Correção de Lançamento Complementar...................................... 62 006G/

9. Balancete de Verificação............................................................................... 63 Exercícios Propostos............................................................................................... 66 Lição 6 – Registros Contábeis Introdução.......................................................................................................... 69 1. Constituição da Empresa.............................................................................. 69 2. Sociedade Empresária................................................................................... 69 3. Demais Sociedades........................................................................................ 69 3.1 Subscrição do Capital............................................................................. 69 3.2 Integralização do Capital........................................................................ 70 4. Operações Iniciais......................................................................................... 71 4.1 Depósito Bancário................................................................................... 71 4.2 Aquisição de Instalações......................................................................... 72 5. Operações de Rotina...................................................................................... 72 Exercícios Propostos............................................................................................... 74 Lição 7- Atividade e Demonstração de Resultados do Exercício Introdução.......................................................................................................... 75 1. Atividade........................................................................................................ 75 1.1 Tipos de Atividades................................................................................. 75 2. Determinantes do Resultado da Atividade................................................. 75 2.1 Receitas..................................................................................................... 75 2.2 Custo......................................................................................................... 75 2.3 Despesas................................................................................................... 76 2.4 Resultado.................................................................................................. 76 3. Lançamentos de Receitas, Custos e Despesas............................................. 76 3.1 Período Contábil e Regime de Competência......................................... 76 3.2 Exemplo de Lançamento de Receitas e Despesas................................. 77 4. Apuração do Resultado do Exercício........................................................... 77 5. Demonstração de Resultado do Exercício................................................... 78 Exercícios Propostos............................................................................................... 80 Exercícios Integrados - Lições 1 a 7...................................................................... 82 Lição 8 - Operações com Mercadorias Introdução.......................................................................................................... 85 1. Atividade Comercial..................................................................................... 85 2. Resultado com Mercadorias ou Lucro Bruto.............................................. 85 3. Custo da Mercadoria Vendida (CMV).......................................................... 86 3.1 Compras.................................................................................................... 86 3.1.1 Frete e Seguro.................................................................................. 86 3.2 Avaliação de Estoques............................................................................. 87 4. Contabilização pelo Inventário Periódico................................................... 87 5. Contabilização pelo Inventário Permanente............................................... 91 5.1 PEPS ou FIFO.......................................................................................... 92 5.2 UEPS ou LIFO......................................................................................... 95 5.3 Média Ponderada Móvel.......................................................................... 97 5.4 Comparação Entre os Métodos............................................................. 100 6. Devoluções e Abatimentos.......................................................................... 101 006G/

6.1 Contabilização de Devoluções e Abatimentos para o Comprador........................................................... 101 6.2 Contabilização de Devoluções e Abatimentos para o Vendedor.............................................................. 101 7. Descontos Financeiros................................................................................ 102 8. Frete e Seguros sobre a Venda................................................................... 102 9. Exemplos Resolvidos................................................................................... 103 9.1 Cia. Farjala............................................................................................. 103 9.2 Cia. Bebê Feliz....................................................................................... 110 Exercícios Propostos............................................................................................. 119 Lição 9 – Impostos sobre a Atividade Introdução........................................................................................................ 127 1. Impostos e as Atividades das Empresas.................................................... 127 2. ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)................ 127 2.1 As alíquotas de ICMS para cada região e para o Estado de São Paulo.................................................................. 127 2.2 Modo de Cálculo do ICMS.................................................................... 128 2.2.1 Contabilização do ICMS............................................................... 128 2.3 Algumas Considerações sobre o ICMS................................................. 129 3. IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados)........................................ 130 3.1 Contabilização....................................................................................... 131 4. ISS (Imposto Sobre Serviços)..................................................................... 132 4.1 Contabilização....................................................................................... 132 5. PIS e COFINS.............................................................................................. 133 5.1 PIS e COFINS não Cumulativos........................................................... 133 5.2 PIS e COFINS no sistema cumulativo................................................. 134 Exercícios Propostos............................................................................................. 136 Lição 10 – Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas Introdução........................................................................................................ 141 1. Definição...................................................................................................... 141 2. Formas de Imposto de Renda..................................................................... 141 3. Lucro Real.................................................................................................... 141 3.1 Empresas Obrigadas ao Lucro Real..................................................... 141 3.2 Formas de Pagamento do Imposto de Renda...................................... 141 3.3 Exemplo Prático.................................................................................... 142 4. Lucro Presumido......................................................................................... 143 4.1 Percentuais de presunção...................................................................... 143 5. Simples......................................................................................................... 143 5.1 Exemplo.................................................................................................. 145 Lição 11 – Contabilização da Folha de Pagamento Introdução........................................................................................................ 147 1. Características da Folha de Pagamento.................................................... 147 2. Exemplo de Folha de Pagamento............................................................... 147 2.1 Desconto de INSS.................................................................................. 148 2.2 Desconto de IRRF.................................................................................. 149

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2.3 Vale-Transporte..................................................................................... 149 3. Direitos dos Funcionários........................................................................... 150 4. Obrigações da Empresa............................................................................... 150 5. Contabilização da Folha de Pagamento.................................................... 151 Exercícios Propostos............................................................................................. 153 Exercícios Integrados - Lições 8 a 11.................................................................. 156 Lição 12 – Problemas Contábeis Diversos Introdução........................................................................................................ 159 1. Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD)...................... 159 2. Depreciação................................................................................................. 162 3. Amortização................................................................................................. 163 4. Exaustão....................................................................................................... 164 5. Despesas Antecipadas................................................................................. 164 Lição 13 – Operações com Duplicatas Introdução........................................................................................................ 167 1. Recebimento de Duplicatas........................................................................ 167 1.1 Vendas a Prazo....................................................................................... 167 1.2 Duplicatas em Carteira......................................................................... 167 1.3 Duplicatas em Cobrança Bancária....................................................... 168 1.4 Duplicatas Descontadas........................................................................ 170 1.5 Duplicata Descontada e Não Paga pelo Cliente................................. 172 2. Compras a Prazo.......................................................................................... 173 Lição 14 – Exemplo Prático Integrado................................................................ 175 Exercícios Integrados - Lições 12 a 14................................................................ 184 Apêndice 1 – Correção Monetária 1. Correção Monetária..................................................................................... 187 2. Esquema da Correção Monetária.............................................................. 187 3. Quotas de Depreciação, Amortização e Exaustão.................................... 188 Apêndice 2 – Correção Monetária 1. Lei das Sociedades Anônimas.................................................................... 191 2. Demonstração do Fluxo de Caixa.............................................................. 191 3. Demonstração do Valor Adicionado.......................................................... 195 4. Criação de Contas e Grupos de Contas .................................................... 196 5. Instrumentos Financeiros........................................................................... 196 6. Ajuste a Valor Presente............................................................................... 197 7. Contabilização de Leasing Financeiro...................................................... 197 8. Recuperabilidade de Ativos de Longo Prazo............................................ 197 9. Concentração de Negócios Empresariais.................................................. 198 10. Avaliação de Coligadas............................................................................. 198 11. Aspectos Tributários................................................................................. 199 Respostas dos Exercícios Propostos.................................................................... 201 Bibliografia............................................................................................................ 247 006G/10

Apresentação A Contabilidade visa ao estudo, registro e controle do patrimônio das entidades. Neste fascículo de Contabilidade Geral, consideraremos vários assuntos relevantes, como aspectos qualitativos e quantitativos do patrimônio, os conceitos de conta, escrituração, registros contábeis, duplicatas, etc. Por isso, é importante que você estude cada uma das lições com total dedicação e só passe à seguinte quando não houver nenhuma dúvida. Lembre-se de que o Instituto Monitor coloca à sua disposição professores capacitados para atendê-lo pessoalmente, por telefone, carta, fax ou e-mail. Bons estudos e sucesso!

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A Contabilidade

Introdução A Contabilidade tem uma função muito importante no processo de produção de informações e contribui para a tomada de decisão nas empresas. Nesta lição, estudaremos a evolução histórica, os objetivos e os campos de atuação, que fazem da Contabilidade uma ciên­ cia indispensável para qualquer empresa.

1. Evolução Histórica Na Antigüidade, as trocas de bens e serviços eram seguidas de simples registros ou relatórios sobre o fato, mas, na Babilônia, as cobranças de impostos já se faziam com escritas, embora rudimentares. Tabletes de barro cozido e placas de madeira ou de pedra eram usados para os registros de pagamentos de serviços. Um escriba egípcio chegou a contabilizar os negócios efetuados pelo governo do seu país, no ano 2000 a.C. Sistemas de escritas contábeis foram bastante utilizados nas Ilhas Britânicas. Empregavam-se ramos de árvore assinalados com talhos como provas de dívida ou de quitação. O desenvolvimento do papiro (papel) e do cálamo (pena de escrever) no Egito antigo facilitou extraordinariamente o registro de ­informações sobre negócios. As escritas governamentais da República Romana (200 a.C.) já traziam as receitas de caixa classificadas em rendas e lucros, e as despesas compreendidas nos itens salário, perdas e diversões. Os funcionários do estado tinham como atribuição examinar as contas dos governos provinciais.

O imperador Augusto foi, talvez, o primeiro governante da história a estabelecer um orçamento público. No período medieval, diversas inovações na técnica da contabilidade foram introduzidas por governos locais e pela Igreja. O imperador Carlos Magno determinou, por volta do ano 800, a realização de um inventário anual da propriedade, em livros especiais para as receitas e despesas. Em 831, um “contador” assinou a escritura de uma propriedade transferida por S. Ambrósio a um nobre italiano. Exames de livros de contabilidade foram efetuados na Inglaterra, durante o reinado de Henrique I (1100 - 1135). A introdução da técnica contábil nos negócios privados foi, porém, uma contribuição de comerciantes italianos do século XII. Os empréstimos a empresas comerciais e os investimentos em dinheiro determinaram o desenvolvimento de escritas especiais que refletissem os interesses dos credores e investidores e, ao mesmo tempo, fossem úteis aos comerciantes em suas relações com os consumidores e os empregados. O aumento de volume dos negócios registrado após a Revolução Industrial fez surgir a necessidade de exames contábeis das experiências financeiras das empresas, as quais punham seus serviços profissionais à disposição de outras organizações. Foi, contudo, a Itália, com destaque para as cidades de Veneza, Gênova e Florença, que fez com que a Contabilidade florescesse como disciplina adulta e completa. Essas cidades e outras da

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Europa fervilhavam de atividade mercantil, econômica e cultural.

3. Campos de Aplicação da Contabilidade

Foi nesse período que o Frei Luca Paciolli escreveu um livro fazendo uma exposição completa do Método das Partidas Dobradas (1494).

A Contabilidade abrange todas as entidades econômico-administrativas, ou seja, organizações que reúnem os seguintes elementos: pessoas, patrimônio, titular, capital, ação administrativa e fim determinado. As entidades econômico-administrativas podem ser classificadas como:

A Itália foi também o primeiro país europeu a fazer restrições à prática da Contabilidade por um indivíduo qualquer. O governo passou somente a reconhecer como contadores as pessoas devidamente qualificadas para o exercício da profissão. A importância da matéria aumentou com a intensificação do comércio internacional e com as guerras ocorridas nos séculos XVIII e XIX, responsáveis por numerosas falências e conseqüente necessidade de determinar as perdas e os lucros entre credores e devedores.

2. Conceito e Objetivos Contabilidade é a ciência que estuda o patrimônio das empresas e tem como objetivo permitir que seus usuários entendam as variações patrimoniais ocorridas em um determinado período, ou seja, é por meio dela que o usuário pode identificar se num determinado período houve lucro ou prejuízo. O Patrimônio é um conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados a uma empresa e constitui um meio indispensável para que ela realize seus objetivos. Para alcançálos, a administração da entidade pratica atos de natureza econômica e financeira, produzindo variações aumentativas e diminutivas na riqueza patrimonial. Para conhecer a situação do patrimônio em determinado momento, a Contabilidade registra, classifica, demonstra, analisa e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio, evidenciando aspectos econômicos à administração.

• Entidades com fins econômicos – chamadas de empresas, visam o lucro para preservar e/ou aumentar o patrimônio. Ex.: empresas comerciais, indústrias. • Entidades com fins socioeconômicos – intituladas de instituição, visam superávit que se reverterá em benefício de seus integrantes. Ex.: associações de classe, clubes. • Entidades com fins sociais – também chamadas instituições, têm por obrigação atender às necessidades da coletividade a que pertencem. Ex.: a União, os Estados e os Municípios. Portanto, a Contabilidade é capaz de gerar informações a todas as pessoas jurídicas. Mas, para nosso aprendizado, utilizaremos apenas as entidades com fins econômicos, mais conhecidas como empresas.

4. Características das Informações Contábeis Vimos que a Contabilidade tem uma importância muito grande para as empresas. Por isso, torna-se necessário uma definição das características das informações contábeis. Elas devem ser assim caracterizadas: claras e objetivas, precisas e tempestivas. • Clara e Objetiva� – ���������������������� a �������������������� informação contábil deve ser clara e objetiva, pois a empresa se baseia nela para atingir seus objetivos,

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e de fácil compreensão para seus usuários, que podem ser conhecedores do assunto ou não. • Precisa� – ������������������������������������������������������ a informação contábil deve ser precisa, sem erros que levem o administrador/gestor a tomar decisões equivocadas. • Tempestiva� – ������������������������������������������������ a informação deve servir de apoio em tempo oportuno, na ocorrência do fato, para que medidas sejam tomadas a tempo.

Anotações e Dicas

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Exercícios Propostos 1 - Qual é o conceito de Contabilidade? _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ 2 - Para quais entidades um contador pode exercer sua atividade? _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ 3 - O objeto da Contabilidade é: ( ) a) o Balanço Patrimonial ( ) b) a escrituração ( ) c) o Patrimônio ( ) d) o registro dos fatos administrativos ( ) e) nenhuma das alternativas anteriores 4 - A finalidade da Contabilidade é: ( ) a) o Patrimônio ( ) b) permitir o estudo e o controle do Patrimônio ( ) c) permitir a seus usuários a obtenção de informações de natureza econômica e financeira acerca da entidade ( ) d) registrar os fatos administrativos visando a elaboração do Balanço Patrimonial ( ) e) nenhuma das alternativas anteriores 5 - Organizações que reúnem pessoas, patrimônio, titular, capital, ação admi- nistrativa e fim determinado, são: ( ) a) entidades sem fins lucrativos ( ) b) entidades com fins lucrativos ( ) c) entidades econômico-administrativas ( ) d) instituições governamentais ( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

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6 - As empresas são entidades: ( ) a) sem fins econômicos ( ) b) com fins sociais ( ) c) governamentais ( ) d) com fins econômicos ( ) e) nenhuma das alternativas anteriores 7 - Quais são as características das informações contábeis? _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________

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Normas e Princípios Contábeis 2.1.1 Princípio da Entidade

Introdução Como vimos na lição anterior, as informações contábeis apresentam algumas características. Assim, o profissional deve seguir normas e princípios para a correta escrituração das informações contábeis.

Este princípio reconhece que a contabilidade existe e é mantida para a entidade ou empresa, e deverá ser diferenciada do patrimônio do seu proprietário, não confundindo assim o patrimônio da empresa com o do seu dono.

1. Conceitos

Exemplo: João é dono da empresa X; ele não pode contabilizar pagamentos de sua residência a título de despesas na sua empresa, porque as entidades não se confundem.

Princípio é uma premissa, uma verdade absoluta e inquestionável. O Princípio Contábil é a condição essencial para que a Contabilidade exista. Normas são regras convencionais adotadas e estabelecidas por doutrinadores e profissionais, com a finalidade de uniformizar e sistematizar os registros contábeis.

2. Princípios Contábeis 2.1 Resolução CFC NO 750/93 O Conselho Federal de Contabilidade, através da Resolução CFC Nº 750/93, definiu os Princípios Contábeis aplicáveis às Demonstrações Contábeis. São eles: • o da entidade • o da continuidade • o da oportunidade • o do registro pelo valor ­original • o da atualização monetária • o da competência • o da prudência

2.1.2 Princípio da Continuidade A continuidade ou não da entidade, bem como sua vida definida ou provável, deve ser considerada quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e qualitativas. O Princípio da Continuidade significa que a empresa é uma entidade em andamento que funcionará por um período indeterminado e que, na ocasião do levantamento do balanço patrimonial, as informações ali apresentadas não significam o fim da empresa e sim um levantamento momentâneo. Exemplo: a empresa de João, quando foi constituída, informou que seu prazo de duração era indeterminado. Porém, diante de dificuldades econômicas enfrentadas na sua administração, pode requerer-se o seu fim, mesmo esperando-se, na sua constituição, uma continuidade das atividades da empresa por muitos anos.

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2.1.3 Princípio da Oportunidade O Princípio da Oportunidade refere-se, simultaneamente, à tempestividade e integridade do registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que seja feito de imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram. Exemplo: o contador de João deve registrar os fatos contábeis de encerramento da empresa X, na data de sua ocorrência, de maneira íntegra, para que seus usuários, com base nessas informações, também registrem esses fatos nas suas empresas.

Exemplo: quando Manoel comprou a motocicleta, seu valor era de R$ 5.000,00, porém, esse bem (a motocicleta) tem uma alteração do seu valor original se comparado com seu preço de mercado atual. Logo, o contador deve atualizar monetariamente esse ativo. 2.1.6 Princípio da Competência As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. Exemplo: Manoel deve registrar na Contabilidade a compra da motocicleta na data da sua realização, independentemente de ter pago o valor total ou não.

2.1.4 Princípio do Registro pelo Valor Original Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do país. Exemplo: Manoel comprou uma motocicleta no valor de R$ 5.000,00 e financiou esse valor em 12 meses, pagando R$ 200,00 de juros por mês. O contador registrará o bem (motocicleta) pelo seu valor original de R$ 5.000,00 e não pelo valor total que será pago. Os registros de juros devem ser feitos quando se realizarem. 2.1.5 Princípio da Atualização Monetária Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis por meio do ajuste da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. (Esse princípio vigorou até o final do exercício de 1995, quando as empresas foram proibidas do uso da correção monetária em suas Demonstrações Contábeis).

2.1.7 Princípio da Prudência Determina a adoção do menor valor para os componentes do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. Exemplo: Cláudia comprou ações pelo valor de R$ 1.000,00, porém, quando comparou com o preço de mercado, percebeu que essas ações valiam R$ 1.200,00. O registro contábil, conforme o Princípio da Prudência, determina que esse valor de Ativo seja registrado pelo menor valor, ou seja, R$ 1.000,00.

3. Normas Contábeis 3.1 Resolução CFC Nº 1156/09 O Conselho Federal de Contabilidade estrutura as normas profissionais, sendo:

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NORMAS BRASILEIRAS DE . CONTABILIDADE - PROFISSIONAIS

a NBC T 7 - Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis.

• NBC PG - são as normas gerais aplicadas aos profissionais da área contábil.

a NBC T 8 - Das Demonstrações Contábeis Consolidadas.

a NBC P 4 - Normas para a Educação Profissional Continuada.

a NBC T 9 - Da Fusão, Incorporação, Cisão, Transformação e Liquidação de Entidades.

a NBC P 5 - Normas para o Exame de Qualificação Técnica.

a NBC T 10 - Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas.

• NBC PA - são aplicadas especificamente aos contadores que atuam como auditor independente.

a NBC T 17 - Divulgação sobre Partes Relacionadas.

a NBC P 1 - Normas Profissionais de Auditor Independente. • NBC PI - são aplicadas especificamente aos contadores que atuam como auditor interno. a NBC P 3 - Normas Profissionais de Auditor Interno. • NBC PP - são aplicadas especificamente aos contadores que atuam como perito contábil. aNBC P 2 - Normas Profissionais de Perito. NORMAS BRASILEIRAS DE . CONTABILIDADE - TÉCNICAS

a NBC T 19 - Aspectos Contábeis Específicos. • NBC TSP - são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público, convergentes com as Normas Internacionais de Contabilidade para o Setor Público. a NBC T 16 - Aspectos Contábeis Específicos da Gestão Governamental. • NBC TE - são as Normas Brasileiras de Contabilidade que não possuem Norma Internacional correspondente, observando as NBC TS.

•NBC TS - são as Normas Brasileiras de Contabilidade convergentes com as Normas Internacionais.

a Comunicado Técnico CT 03 - Resolução CFC 1.157/2009 - Esclarecimentos sobre as Demonstrações Contábeis de 2008.

a NBC T 1 - Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis.

a NBC T 15 - Informações de Natureza Social e Ambiental.

a NBC T 3 - Conceito, Conteúdo, Estrutura e Nomenclatura das Demonstrações Contábeis.

• NBC TA - são as Normas Brasileiras de Auditoria convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria Independente (ISAs) emitidas pela Federação Internacional de Contadores (IFAC).

a NBC T 4 - Da Avaliação Patrimonial.

a NBC TA 01 - Revisão Externa de Qualidade pelos Pares (ex-NBC T 14).

a NBC T 5 - Da Atualização Monetária.

a NBC T 11 - Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.

a NBC T 2 - Da Escrituração Contábil.

a NBC T 6 - Da Divulgação das Demonstrações Contábeis.

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a Resolução CFC 607/1985 - Auditoria de Instituições do SFN - Sistema Financeiro Nacional.

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• NBC TR - são as Normas Brasileiras de Revisão convergentes com as Normas Internacionais de Revisão (ISREs), emitidas pela IFAC. a Revisão Limitada das Demonstrações Contábeis - IBRACON NPA 04/1996. a Revisão Limitada das IFT ou ITR - Informações Trimestrais - Resolução CFC 678/1990. • NBC TO - são as Normas Brasileiras de Asseguração convergentes com as Normas Internacionais de Asseguração (ISAEs), emitidas pela IFAC. a NBC TO 01 - Trabalho de Asseguração Diferente de Auditoria e Revisão. • NBC TSC - são as Normas Brasileiras para Serviços Correlatos convergentes com as Normas Internacionais para Serviços Correlatos (ISRSs) emitidas pela IFAC. a NBC T 20 - Contabilidade de Custos. • NBC TI - são as Normas Brasileiras aplicadas aos trabalhos de auditoria interna.



Esta Norma aplica-se aos Contadores que pretendem obter sua inscrição no CNAI, desde que comprovem estar, regularmente, registrados em Conselho Regional de Contabilidade. O Exame de Qualificação Técnica para registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) tem por objetivo aferir o nível de conhecimento e a competência técnico-profissional necessários para atuação na área da Auditoria Independente. 3.1.3 NBC P1 – Normas Profissionais de Auditor Independente Estabelecem as condições de competência técnico profissional, de independência e de responsabilidade na execução dos trabalhos, de fixação de honorários, de guarda de documentação e sigilo, e de utilização do trabalho do auditor interno e de especialistas de outras áreas.

a NBC T 12 - Auditoria Interna.

3.1.4 NBC P 3 – Normas Profissionais de Auditor Interno

• NBC TP - são as Normas Brasileiras aplicadas aos trabalhos de perícia. a NBC T 13 - Da Perícia Contábil.



3.1.1 NBC P4 – Normas para a Educação Profissional Continuada

Esta norma tem por objetivo regulamentar as atividades que os profissionais devem cumprir com relação às exigências da Educação Profissional Continuada e às ações que o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) promove para facilitar, controlar e fiscalizar o seu cumprimento.

3.1.2 NBC P 5 - Normas para o Exame de Qualificação Técnica

Estabelecem as condições de competência técnico profissional, de independência e responsabilidade na execução de trabalhos, da guarda de documentação e sigilo, de cooperação com o auditor independente e utilização de trabalho de especialistas. 3.1.5 NBC P2 – Normas Profissionais de Perito Contábil Estabelecem as condições de competência técnico profissional, de independência e responsabilidade na execução dos trabalhos, de impedimentos, de recusa de trabalho, de fixação de honorários, de sigilo e utilização de trabalho de especialistas.

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3.1.6 NBC T 1 – Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis Compreende a informação que deve estar contida nas Demonstrações Contábeis e outras peças destinadas aos usuários da Contabilidade, devendo ter, dentre outras, as características da compreensibilidade, relevância, confiabilidade e comparabilidade. 3.1.7 NBC T 2 – Da Escrituração Contábil A escrituração contábil trata da execução dos registros permanentes da Entidade e de suas formalidades. As Normas de Escrituração Contábil abrangem os seguintes subitens: a) Das Formalidades da Escrituração Con­ tábil, que fixa as bases e os critérios a serem observados nos registros. b) Da Documentação, que compreende as normas que regem os documentos, livros, papéis, registros e outras peças que originam e validam a escrituração contábil. c) Da Temporalidade dos Documentos, que estabelece os prazos que a Entidade deve manter os documentos comprobatórios em seus arquivos. d) Da Retificação de Lançamentos, que estabelece a conceituação e a identificação das formas de retificação. e) Das Contas de Compensação, que fixa a obrigação de registrar os fatos relevantes, cujos efeitos possam se traduzir em modificações futuras no patrimônio da Entidade.

f) Da Escrituração Contábil das Filiais, que estabelece conceitos e regras a serem adotados pela Entidade para o registro das transações realizadas pelas filiais. g) Do Balancete, que fixa conceitos e regras sobre o conteúdo, finalidade e periodicidade de levantamento do balancete, bem como da responsabilidade do profissional, mormente quando aquele é usado para fins externos. h) Das Formalidades da Escrituração Contábil em Forma Eletrônica, que estabelece critérios e procedimentos para a escrituração contábil em forma eletrônica e a sua certificação digital, sua validação perante terceiros, manutenção dos arquivos e responsabilidade de contabilista. 3.1.8 NBC T 3 – Conceito, Conteúdo, Estrutura e Nomenclatura das Demonstrações Contábeis Essa norma estabelece os conceitos e regras sobre o conteúdo, a estrutura e a nomenclatura das demonstrações contábeis de natureza geral. Estabelece também o conjunto das demonstrações capaz de propiciar aos usuá­ rios um grau de revelação suficiente para o entendimento da situação patrimonial e financeira da Entidade, do resultado apurado, das origens e aplicações de seus recursos e das mutações do seu patrimônio líquido num determinado período. 3.1.9 NBC T 4 – Da Avaliação Patrimonial Estabelece as regras de avaliação dos componentes do patrimônio de uma entidade com continuidade prevista nas suas atividades.

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3.1.10 NBC T 5 – Da Atualização Monetária A norma especificava o modo pelo qual a Contabilidade reflete os efeitos da inflação na avaliação dos componentes patrimoniais de acordo com o Princípio da Atualização Monetária. A correção monetária dos balanços foi extinta pelo artigo 4º da Lei 9.249/1995 a partir de 01/01/1996, de modo que a NBC respectiva não mais é aplicável aos balanços apurados a partir daquela data. 3.1.11 NBC T 6 – Da Divulgação das Demonstrações Contábeis Trata da forma de divulgação das demonstrações contábeis colocando a disposição de usuá­rios externos.



3.1.12 NBC T 7 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis O objetivo desta Norma é determinar como incluir transações em moeda estrangeira e operações no exterior nas demonstrações contábeis de uma entidade no Brasil e como converter as demonstrações contábeis de entidade no exterior para a moeda de apresentação das demonstrações contábeis no Brasil para fins de registro da equivalência patrimonial, de consolidação integral ou proporcional das demonstrações contábeis; e também como converter as demonstrações contábeis de entidade no Brasil em outra moeda. 3.1.13 NBC T 8 – Das Demonstrações Contábeis Consolidadas



Estabelece os critérios a serem adotados no caso de fusão, incorporação, cisão, transformação e liquidação de entidades, tanto nos aspectos substantivos quanto formais.

3.1.15 NBC T 10 – Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas

Contempla situações especiais inerentes às atividades de cada tipo de entidade, não abrangidas nas demais normas que compõem as Normas Brasileiras de Contabilidade. 3.1.16 NBC T 17 - Divulgação sobre Partes Relacionadas O objetivo desta Norma é estabelecer que as demonstrações contábeis da entidade contenham as divulgações necessárias para evidenciar a possibilidade de que sua posição financeira e seu resultado possam ter sido afetados pela existência de transações e saldos com partes relacionadas.

3.1.17 NBC T 19 - Aspectos Contábeis Específicos

Esta norma estabelece os critérios e os procedimentos específicos não-contemplados em outras Normas Técnicas.

As Demonstrações Contábeis Consolidadas são aquelas resultantes da integração das Demonstrações Contábeis, segundo o conceituado nas Normas Brasileiras de Contabilidade, de duas ou mais entidades vinculadas por interesses comuns, em que uma delas tem o comando direto ou indireto das decisões políticas e administrativas do conjunto.

3.1.14 NBC T 9 – Da Fusão, Incorporação, Cisão, Transformação e Liquidação de Entidades

3.1.18 NBC T 16 - Aspectos Contábeis Específicos da Gestão Governamental

Esta norma estabelece procedimentos de registro e elaboração de demonstrações contábeis aplicáveis à gestão governamental. 3.1.19 NBC T 15 - Informações de Natureza Social e Ambiental



Esta norma estabelece procedimentos para evidenciação de informações de natu-

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reza social e ambiental, com o objetivo de demonstrar à sociedade a participação e a responsabilidade social da entidade (a geração e a distribuição de riqueza; os recursos humanos; a interação da entidade com o ambiente externo; e a interação com o meio ambiente). 3.1.20 NBC TA 01 - Revisão Externa de Qualidade pelos Pares (ex-NBC T 14) O objetivo da revisão pelos pares é a avaliação dos procedimentos adotados pelo Contador que atua como Auditor Independente e Firma de Auditoria, daqui em diante denominado “Auditor”, com vistas a assegurar a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. A qualidade, neste contexto, é medida pelo atendimento das normas técnicas e profissionais estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e, na insuficiência destas, pelos pronunciamentos do IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, e, quando aplicável, das normas emitidas por órgãos reguladores. 3.1.21 NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis Diz respeito ao conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivos a emissão de parecer sobre a adequação com que aqueles representam a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações, as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos de entidade auditada, de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade e a legislação específica, no que for pertinente. 3.1.22 NBC TO 01 - Trabalho de Asseguração Diferente de Auditoria e Revisão O objetivo desta Norma é estabelecer princípios básicos e procedimentos essenciais, além de fornecer orientação aos auditores independentes, para a realização de trabalhos de asseguração (também conhecidos pelos profissionais da área como trabalhos de “Assurance”) que não sejam de auditoria ou revisão de informações financeiras históricas, que estão sujeitos a normas específicas. 3.1.23 NBC T 12 – Da Auditoria Interna Estabelecem os conceitos, as regras gerais de execução dos trabalhos e de emissão de relatórios, na auditoria interna. Deve ser entendida como o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos, contábeis e administrativos da entidade, inclusive quanto às informações físicas geradas. 3.1.24 NBC T 13 – Da Perícia Contábil Estabelecem os critérios e regras a serem adotados quando do planejamento e execução da perícia, além dos procedimentos a serem adotados e emissão do laudo pericial. 006G/25

Exercícios Propostos 1 - O que é Princípio? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 2 - O que são as Normas? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 3 - Quais são os Princípios Contábeis? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 4 - As normas de Contabilidade estão divididas em normas profissionais e técnicas. Quais são as normas profissionais? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 5 - O Princípio Fundamental da Contabilidade que impõe a escolha da hipótese de que resulte menor patrimônio líquido, quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis, denomina-se: ( ) a) Princípio da Competência ( ) b) Princípio da Continuidade ( ) c) Princípio da Oportunidade ( ) d) Princípio da Prudência ( ) e) nenhuma das alternativas anteriores 6 - O patrimônio da empresa não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários. Essa norma é definida pelo Princípio da: ( ) a) Continuidade ( ) b) Entidade ( ) c) Oportunidade ( ) d) Atualização Monetária ( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

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lição

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O Patrimônio

Introdução Nesta lição você conhecerá cada um dos componentes básicos do patrimônio, saberá como representar graficamente as três situações patrimoniais e a localizar as mutações da dinâmica patrimonial. Você também aprenderá a representar graficamente a estática patrimonial e a distinguir os fatos permutativos, modificativos e mistos.

1. Formação O patrimônio é um conjunto de bens que pode pertencer a uma pessoa física ou jurídica. Enquanto as pessoas físicas possuem um conjunto de bens de uso e consumo (uma caneta, uma geladeira, um relógio, etc.), as entidades, pessoas jurídicas de fins lucrativos (empresas) ou de fins ideais (instituições), possuem outros tipos de bens, como mercadorias, máquinas, instalações, etc.

Direitos são todos os valores que a empresa tem para receber de terceiros. Por exemplo: Duplicatas a Receber, Aluguéis a Receber, etc. Obrigações são os valores que a empresa deve pagar a terceiros. Por exemplo: Duplicatas a Pagar, Salários a Pagar, Impostos a Pagar, etc. O Patrimônio está dividido em duas partes: ativo e passivo. No ativo estão os bens e direitos, e, no passivo, as obrigações. A diferença entre o ativo e o passivo denomina-se Patrimônio Líquido, que na representação patrimonial às empresas aparece vinculado ao passivo, e chamamos de equação patrimonial ou equilíbrio patrimonial. Resumo simplificado: Ativo Bens + Direitos

O patrimônio de uma empresa pode apresentar-se de três formas diferentes:

Total

1) Os bens que estão em seu poder. 2) Os bens em poder de terceiros, ou seja, seus direitos. 3) Os bens de terceiros, em poder da empresa, ou seja, suas obrigações.

Passivo Obrigações Patrimônio Líquido Total

Assim sendo, dizemos que o patrimônio líquido (PL) representa a diferença entre o ativo e o passivo. Por exemplo:

Assim, podemos definir o patrimônio como o conjunto de bens, direitos e obrigações avaliáveis, em moeda, pertencente a uma pessoa física ou jurídica; e bens como coisas tangíveis e intangíveis capazes de satisfazer às necessidades humanas e suscetíveis de avaliação econômica. 006G/27

Ativo R$ 2.000,00 R$ 2.000,00

Passivo R$ 200,00 PL: R$ 1.800,00 R$ 2.000,00

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2. Representação Gráfica Graficamente, podemos apresentar o patrimônio de três formas diferentes: 1) O Ativo Maior que o Passivo Ativo ( + ) R$ 3.000,00 R$ 3.000,00

Passivo ( - ) R$ 1.000,00 PL: R$ 2.000,00 R$ 3.000,00

O patrimônio líquido é a diferença entre o ativo (R$ 3.000,00) e o passivo (R$ 1.000,00), portanto, R$ 2.000,00. 2) O Ativo Igual ao Passivo Ativo ( + ) R$ 3.000,00

Passivo ( - ) R$ 3.000,00

Resultando numa situação líquida nula ou compensada. 3) O Ativo Menor que o Passivo Ativo ( + ) R$ 3.000,00

Passivo ( - ) R$ 3.400,00 Passivo a Descoberto - R$ 400,00

toda parte do proprietário já foi consumida pelas obrigações, que representam o mesmo valor do conjunto de bens e direitos. Considerando ainda que uma parte do ativo é constituída de bens que são destinados ao próprio uso da empresa, como móveis e utensílios, instalações, máquinas, equipamentos etc., e que essa não pode se desfazer deles, pois são imprescindíveis ao seu fun­ cionamento, deveremos entender que o ativo deverá ser maior que o passivo, no mínimo pela soma desses valores. Em caso contrário, é bem provável que a empresa tenha de alienar esses bens a fim de solver seus compromissos. Caso isso ocorra, nada lhe sobrará para que possa continuar funcionando. A terceira posição é ainda mais crítica. Se o ativo for menor que o passivo, a empresa apresenta o seu patrimônio numa situação de insolvência (falência). Como as obrigações são superiores ao conjunto de bens e direitos, essa situação demonstra que a empresa não possui condições de sobrevivência, pois, mesmo transformando todos os seus bens e direitos em numerário, ele não será suficiente para cobrir as obrigações. Chamamos essa situação de passivo a descoberto, pois a soma do ativo não dá para cobrir a soma do passivo.

3. Mutações Patrimoniais

O passivo a descoberto representa a diferença entre o passivo (R$ 3.400,00) e o ativo (R$ 3.000,00), portanto, R$ 400,00. Na prática, apenas a primeira situação é a ideal (o ativo maior que o passivo), pois apresenta uma situação de equilíbrio patrimonial na empresa, uma vez que o conjunto de bens e direitos é suficientemente superior para saldar os compromissos da empresa com terceiros, representados pelas obrigações. A segunda situação apresenta um cenário muito complicado para a empresa, pois, sendo o ativo igual ao passivo, indica que

No desenvolvimento das operações de uma empresa, cada vez que ela efetua uma transação, seja de compras, vendas, ou qualquer outra operação, os elementos que compõem seu patrimônio se modificam. Durante um determinado período, que chamamos de exercício financeiro, essas operações vão acontecendo e fazem com que a estrutura do patrimônio se modifique a cada operação realizada. A essa sucessão de operações do dia-a-dia da empresa, que continuamente modifica a estrutura patrimonial, chamamos de aspecto dinâmico do patrimônio. No último dia de cada exercício financeiro, paralisamos esse aspecto dinâmico do patrimônio para verificarmos o que existe até aquele dia.

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Elaboramos uma demonstração que representa o aspecto estático do patrimônio, ou seja, o que a entidade possui de bens, direitos e obrigações. A essa demonstração contábil chamamos de Balanço Patrimonial. Adicionalmente, determinaremos qual é o resultado do exercício que está sendo encerrado naquele momento, que pode ser de dois tipos: • Quando a receita (+) for maior que as despesas (-), o resultado final do exercício será de lucro. • Quando a despesa (-) for maior que a receita (+), o resultado final do exercício será de prejuízo. Tomemos como exemplo as operações que se seguem. A cada movimentação patrimonial, faremos a demonstração intermediária de um Balanço Patrimonial. 1ª - Abertura da empresa, com capital de R$ 80.000,00 CAIXA

R$ 80.000,00

Capital

R$ 80.000,00

É oportuno observar que o capital é a parcela inicial do patrimônio líquido, que representa a diferença entre o ativo e o passivo. Nessa ocasião, houve um investimento inicial na empresa, em que o sócio aplicou R$ 80.000,00 a título de capital, para que se começasse a operacionalizar a empresa. ATIVO ( + ) . .......................R$ 80.000,00 PASSIVO ( - ) . ...................zero PATRIMÔNIO LÍQUIDO . ...R$ 80.000,00 - capital 2ª - Compra de instalações à vista (R$ 20.000,00) CAIXA R$ 60.000,00 Capital Instalações R$ 20.000,00 R$ 80.000,00

R$ 80.000,00 R$ 80.000,00

O dinheiro para pagar as instalações foi subtraído do caixa, que antes era de R$ 80.000,00 e agora ficou com R$ 60.000,00. Note que o valor que saiu do caixa entrou na conta Instalações, pois representa um bem para a empresa.

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3ª - Compra de 40.000 mercadorias, a prazo, pelo valor unitário de R$ 1,00 CAIXA R$ 60.000,00 Instalações R$ 20.000,00 Mercadorias R$ 40.000,00

Duplicatas a Pagar R$ 40.000,00 Capital



R$ 80.000,00 R$ 120.000,00

R$ 120.000,00

Como a compra foi a prazo, não se alterou o dinheiro do caixa, assumindo a empresa a sua primeira obrigação (duplicatas a pagar) no valor das mercadorias compradas (R$ 40.000,00). Para melhor compreensão do assunto, vejamos outro exemplo. 1ª - Abertura da empresa com capital de R$ 90.000,00 2ª - Compra de instalações a prazo R$ 50.000,00 3ª - Compra de mercadorias à vista R$ 30.000,00 4ª - Pagamento de obrigações R$ 10.000,00 1ª - Abertura da empresa com capital de R$ 90.000,00 CAIXA

R$ 90.000,00

Capital

R$ 90.000,00

2ª - Compra de instalações a prazo R$ 50.000,00 CAIXA R$ 90.000,00 Instalações R$ 50.000,00

DUPLICATAS A PAGAR R$ 50.000,00 Capital

R$ 90.000,00

3ª - Compra de mercadorias à vista – R$ 30.000,00

CAIXA R$ 60.000,00 Instalações R$ 50.000,00 Mercadorias R$ 30.000,00

Duplicatas a Pagar R$ 50.000,00 Capital



R$ 140.000,00

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R$ 90.000,00 R$ 140.000,00

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4ª - Pagamento de obrigações R$ 10.000,00 CAIXA R$ 50.000,00 Instalações R$ 50.000,00 Mercadorias R$ 30.000,00

Duplicatas a Pagar R$ 40.000,00 Capital



R$ 130.000,00

R$ 90.000,00 R$ 130.000,00

4. Variações Patrimoniais Na administração do Patrimônio de uma empresa, ocorrem atos e fatos administrativos. A diferença entre ato e fato administrativo define-se pela substância do patrimônio. O ato não altera a substância do patrimônio (como admissão de empregados, assinatura de documentos, etc.) e o fato altera. As variações decorrentes dos fatos administrativos dão margem a três tipos de alterações no patrimônio: Fatos Permutativos, Fatos Modificativos e Fatos Mistos. 4.1 Fatos Permutativos São aqueles que representam modificações entre os componentes do ativo e do passivo sem que o patrimônio líquido se modifique, pois não envolvem contas de receita e despesa. Por exemplo: compra de mercadorias à vista, compra de instalações a prazo, recebimento de direitos, pagamento de obrigações, etc. 4.2 Fatos Modificativos Podem ser aumentativos, quando o patrimônio líquido aumenta, e diminutivos, quando diminui. Por exemplo: pagamento de despesas (diminutivo), recebimento de receitas (aumentativo), etc. 4.3 Fatos Mistos Os fatos mistos provocam alterações no ativo, no passivo e no patrimônio líquido, simultaneamente. Exemplos: • Venda de mercadorias com receita de vendas – entrou dinheiro no caixa, saíram mercadorias (modificações no ativo) e aumentou o Patrimônio Líquido. • Pagamento de duplicatas com juros – saiu dinheiro do caixa (ativo), diminuíram as obrigações (passivo) e houve uma despesa (juros pagos), diminuindo o Patrimônio Líquido.

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Exercícios Propostos 1 - Entende-se por patrimônio: ( ) a) o conjunto de pessoas que dirigem a empresa ( ) b) as obrigações da empresa ( ) c) o conjunto de bens, direitos e obrigações ( ) d) o patrimônio líquido ( ) e) nenhuma das alternativas anteriores 2 - No ativo do patrimônio encontramos: ( ) a) os bens e as obrigações ( ) b) os bens e os direitos ( ) c) os bens e o patrimônio líquido ( ) d) os direitos e as obrigações ( ) e) nenhuma das alternativas anteriores 3 - No passivo do patrimônio encontramos: ( ) a) os direitos e as obrigações ( ) b) os direitos ( ) c) as obrigações ( ) d) o patrimônio líquido ( ) e) nenhuma das alternativas anteriores 4 - O patrimônio líquido é representado da seguinte forma: ( ) a) a diferença entre o ativo e o passivo ( ) b) a soma do ativo e do passivo ( ) c) o mesmo valor do ativo ( ) d) o mesmo valor do passivo ( ) e) nenhuma das alternativas anteriores 5 - Quando o ativo é maior que o passivo, dizemos que existe: ( ) a) um patrimônio líquido ( ) b) um passivo a descoberto ( ) c) uma situação líquida negativa ( ) d) uma situação líquida nula ( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

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6 - O passivo a descoberto acontece quando: ( ) a) o ativo é maior que o passivo ( ) b) o ativo é igual ao passivo ( ) c) não existe passivo ( ) d) o passivo é maior que o ativo ( ) e) nenhuma das alternativas anteriores 7 - De acordo com as operações dadas, monte os quadros que representam os aspectos dinâmico e estático das Mutações Patrimoniais: a) Abertura da empresa com o capital de R$ 50.000,00 b) Compra de R$ 30.000,00 de mercadorias à vista c) Compra de instalações a prazo R$ 40.000,00 d) Compra de veículos a prazo R$ 10.000,00 e) Pagamento de parte das instalações R$ 10.000,00 Montar balanço intermediário da operação “a” até “e”.

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lição

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Aspectos Qualitativo e Quantitativo do Patrimônio

Introdução Nesta lição você terá contato com os dois aspectos do patrimônio, o qualitativo e o quantitativo, bem como a classificação dos investimentos e financiamentos patrimoniais.

1. Aspectos Qualitativos do Patrimônio A composição do patrimônio com base no seu aspecto qualitativo é estudada quanto à sua origem, ou seja, quanto à inserção de recursos dentro da entidade para a formação do patrimônio. Isto pode ocorrer por meio de financiamentos e investimentos de terceiros ou pela forma de aplicação desses financiamentos ou recursos. 1.1 Classificação dos Investimentos 1.1.1 Bens Fixos Os bens fixos são aquisições que o patrimônio recebe, de permanência relativamente duradoura, que constituem meios básicos e indispensáveis ao funcionamento de uma empresa. Dividem-se em: bens materiais ou tangíveis e bens imateriais ou intangíveis. Os bens materiais ou tangíveis são aqueles de existência física palpável, como: • edifícios e todas as construções necessárias à empresa • maquinário e instrumentos • móveis e utensílios • meios de transportes

Os bens imateriais ou intangíveis são aqueles que, servindo a vários exercícios financeiros, não estão representados por qualquer elemento material, como patentes de invenção, marcas e direitos autorais. 1.1.2 Bens Numerários Entende-se como bens numerários o dinheiro e tudo aquilo que pode se transformar em dinheiro imediatamente. Estão nesse grupo as ordens de pagamento, os cheques a receber, os vales postais a receber, os depósitos bancários de livre movimento, etc. 1.1.3 Bens de Venda Os bens de venda estão ligados aos objetivos da empresa e se constituem na principal função de uma entidade de fins lucrativos. Dizemos que os bens de venda constituem o objetivo do negócio. Assim, temos, de acordo com o tipo da empresa, um bem de venda característico: • mercadorias, nas empresas mercantis • produtos, nas empresas industriais • títulos de renda, nas empresas de investimentos • imóveis, nas empresas imobiliárias Não importam as qualidades específicas que esses bens terão em outras empresas, mas sim o que valem para aquele que os vende com o objetivo de lucro. Portanto, um imóvel comprado pode servir para a empresa compradora como uma imobilização ou um bem fixo, mas

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para a empresa imobiliária, que tem como objetivo a compra e venda de imóveis, será um bem de venda. Para uma empresa que comprou uma mesa para uso de seu escritório, o móvel é um bem fixo, mas para a loja que vendeu, trata-se de um bem de venda. 1.1.4 Bens de Renda Podemos dizer que esse tipo de bem é exatamente o contrário dos bens de venda, embora contribuam para o enriquecimento do patrimônio líquido. Assim, numa empresa mercantil, o objetivo de seu negócio é comprar e vender mercadorias e obter, com essas transações, o lucro. Se uma empresa desse gênero adquire ações de outra companhia, está adquirindo um bem de renda, ou seja, bens que lhe proporcionarão uma receita extraordinária, acessória.

Denomina-se crédito de funcionamento aqueles direitos surgidos com a concessão de um prazo determinado para o recebimento de numerário proveniente da venda de mercadorias, produtos ou serviços. Esse grupo é constituído de títulos a receber, duplicatas a receber, adiantamentos concedidos, etc. 1.2 Financiamentos Quando uma pessoa ou grupo de pes­ soas resolve fundar uma empresa, estará in­vestindo ou aplicando um capital. Para o patrimônio, esse capital representa um financiamento recebido, o qual será investido ou aplicado em diversos tipos de bens, que, depois de uma série de transformações, resultará num aumento daquele capital, representado pelo lucro obtido. Os investimentos podem ser agrupados de acordo com a sua origem, ou seja, quem financiou a aplicação em bens fixos, numerários, de vendas, de renda ou crédito de financiamento.

1.1.5 Crédito de Funcionamento

1.2.1 Capitais Próprios

Esse grupo compreende os valores numerários, cujo recebimento está condicionado a um prazo determinado. Todas as transações econômicas entre as empresas são traduzidas em moeda corrente e se resumem em recebimento e desembolso de valores numerários. Nem sempre, porém, essas transações são feitas pela troca imediata por dinheiro, gerando assim, um direito para aqueles que entregaram algo e que deveriam receber em troca seu correspondente em moeda corrente. Quando uma empresa concede um prazo à outra para receber um bem numerário, cria-se uma relação de débito e crédito entre ambos. A que deveria receber o numerário torna-se credora e a outra, devedora.

Os capitais próprios são recursos internos da empresa e que não estão sujeitos a serem restituídos a terceiros. Eles representam a parcela inicial do patrimônio e correspondem à parte dos donos da empresa, assim como suas variações. São divididos da seguinte forma: capital individual ou social, lucros/prejuízos e Reservas. Capital individual ou social representa a parte do patrimônio que pertence aos donos da empresa. Os lucros representam as variações aumentativas do patrimônio líquido, resultante da exploração de uma atividade econômica. Essas variações destinam-se aos donos da empresa que investiram aquele capital inicial, visando um ganho, definido pelo lucro.

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Nem sempre toda a parcela do lucro é distribuída entre os donos da empresa. Por vezes, os lucros ficam retidos como reservas, que constituem um enriquecimento e proporcionam ao patrimônio mais um financiamento.

2. Aspecto Quantitativo do Patrimônio

No caso específico das Sociedades Anônimas, é obrigatório, por lei, uma retenção de 5% dos lucros obtidos em cada balanço, até que essa parcela atinja 20% do capital, a qual é chamada de reserva legal.

Vale notar que bens patrimoniais diferentes podem ser medidos por meio de uma unidade comum, a moeda, que os transforma numa grandeza homogênea (da mesma espécie), que é o valor. O patrimônio passa, dessa forma, a se constituir como um fundo de valores.

1.2.2 Capital Alheio ou de Terceiros Essa parcela do patrimônio representa fundos pertencentes a terceiros, os quais a empresa obtém por meio do crédito. Esse capital forma o passivo propriamente dito ou passivo real e constitui-se das obrigações que a empresa assume, decorrentes do recebimento de bens de outros patrimônios, e que em determinando momento terão de ser indenizados, geralmente em dinheiro. Divide-se em débitos de funcionamento e débitos de financiamento. Os débitos de funcionamento representam os financiamentos das operações ordinárias da empresa, como compras a prazo, adiantamentos recebidos, etc.

Os bens de uma entidade são de várias espécies e qualidades, daí a definição do aspecto quantitativo do patrimônio.

A classificação do aspecto quantitativo é feita segundo a Lei das Sociedades Anônimas (Lei nº 6.404 de 15 de novembro de 1976 alterada pela lei 11.638/07 e pela Lei nº 11.941/09), que adotou critério de classificação quantitativa do patrimônio das empresas constituídas sob aquela forma. O critério de classificação quantitativa do patrimônio das empresas constituídas sob a forma de Sociedade Anônima serve como regra geral para a disposição dos Balanços Patrimoniais de todas as empresas. A composição do patrimônio de uma empresa é definida da seguinte forma:

Os débitos de financiamento representam os financiamentos recebidos. Não resultam, como os débitos de funcionamento, das operações próprias a que se consagra a empresa e, portanto, não estão ligados a qualquer outra operação. Decorrem simplesmente de uma operação financeira entre os possuidores de um capital e os que necessitam desse capital, mediante a entrega de uma determinada quantia em dinheiro àqueles que precisam do capital. Tal quantia deve ser restituída ao término de um prazo pré-fixado, acrescida de outra parcela denominada juros. São chamados empréstimos (geralmente bancários). 006G/37

Ativo

Circulante



Não Circulante



Realizável a longo prazo



Investimentos



Imobilizados



Intangível

Passivo

Circulante



Não Circulante

Patrimônio Líquido

Capital social

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Reserva de Capital



Ajustes de Avaliação Patrimonial



Reservas de Lucros



Ações em Tesouraria



Prejuízos Acumulados

empresa (caixa ou bancos) em volume maior, visto que a mercadoria ou o produto vendese com lucro. Quando a venda é efetuada a prazo, o ciclo se torna maior, ou seja, a mercadoria ou produto gera um crédito de funcionamento, mais conhecido por duplicatas a receber. Após os recebimentos das duplicatas, obtémse uma disponibilidade de recursos financeiros (dinheiro), que serve para a compra de novas mercadorias ou produtos, e para pagar as obrigações, caso a compra da matéria-prima ou produto tenha sido efetuada a prazo. Esse ciclo de operações é chamado de capital circulante. O capital circulante é dividido em ativo circulante e passivo circulante.

Quando estudamos o aspecto qualitativo do patrimônio, vimos que o capital dos donos da empresa (capital social) se junta ao capital de terceiros, formando o financiamento que a empresa recebe, com a finalidade de investir ou aplicar em diversos tipos de bens, que, depois de uma série de transformações, resultam num aumento do capital inicial. O ciclo de transformações por onde passa o patrimônio da empresa apresenta vários elementos que o profissional contábil deve saber reconhecer e registrar devidamente.

2.1.Ativo Circulante No ativo circulante encontramos as disponibilidades da empresa (bens numerários), os bens de venda (mercadorias ou produtos), os bens circulantes (matéria-prima), os créditos de funcionamento (duplicatas a receber, clientes, etc.), completando-se o grupo com despesas pagas antecipadamente em relação ao exercício financeiro em que foram realizadas. Assim, teremos o ativo circulante dividido em:

Disponível

Capital Circulante

Caixa

Numa empresa, o ciclo de operações inicia-se com a compra de mercadorias ou matéria-prima e com o uso das disponibilidades existentes, obtidas por meio dos financiamentos já mencionados.

Depósitos bancários

Essas mercadorias são vendidas, ou a matéria-prima é transformada em produto que será vendido. Se a venda for à vista, o numerário voltará às disponibilidades da

Devedores por notas fiscais

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Créditos Duplicatas a receber Clientes Crediaristas Adiantamentos concedidos

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Estoques

dos num grupo especial chamado realizável a longo prazo.

Matéria-prima Produtos em elaboração

Classificam-se no realizável a longo prazo, além dos direitos a receber por prazo superior ao término do exercício seguinte, os empréstimos efetuados às sociedades coligadas ou controladas que, por sua natureza, não têm prazo previsto para serem recebidos.

Produtos acabados Mercadorias Despesas antecipadas Seguros a vencer/apropriar Como foi visto, os financiamentos recebidos pela empresa são aplicados com a finalidade de desenvolver suas atividades, proporcionando, aos seus proprietários, o retorno do capital aplicado. 2.2 Ativo Não Circulante Nem sempre, entretanto, essa aplicação é feita no capital circulante. Uma parte é feita em bens que são de uso da empresa, na maioria das vezes, imprescindíveis ao seu funcionamento. Esse grupo de bens que não se destinam à venda e, sim, ao uso da empresa, representam o capital fixo, chamado, de acordo com à padronização oficial dos balanços no Brasil, de Ativo Não Circulante. Nesse grupo são encontrados bens numerários (aplicação financeira) e créditos de funcionamento (duplicatas a receber com realização superior a 12 anos), assim como os bens de renda que representam aplicações feitas pela empresa, visando à obtenção de recursos, mas que não pertencem à sua atividade normal.

Tais empréstimos são definidos como realizável a longo prazo por se tratar de um reforço financeiro que a empresa controladora está dando à sua controlada ou coligada, e que só será devolvido quando a situação financeira daquela que recebeu o empréstimo se estabilizar. Classificam-se também nesse grupo os investimentos efetuados pela empresa por ocasião da declaração do Imposto de Renda em áreas de interesse do governo federal, como a Amazônia, o Nordeste, a pesca, o turismo, etc. Assim, o subgrupo realizável a longo prazo pode ser: títulos a receber, empréstimos a coligadas, empréstimos a controladas, incentivos fiscais ou depósitos judiciais. 2.2.2 Investimentos Temos, como exemplo, os imóveis destinados à renda (de aluguel) e as ações compradas com finalidade de participar ou de controlar outras empresas, chamadas de controladas ou coligadas. Esse subgrupo do ativo Não Circulante é chamado de investimentos.

2.2.1 Realizável a Longo Prazo

2.2.3 Imobilizado

Os créditos que a empresa tem com terceiros, com prazo superior ao término do exercício seguinte, de acordo com a legislação (Lei nº 6.404/76, art. 179), são classifica-

O principal grupo de bens pertencente ao Ativo Não Circulante e comum a todas as empresas, tendo em vista a sua imprescindível necessidade para o desenvolvimento das operações, é o grupo dos bens fixos, chamado,

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de acordo com a classificação oficial, de imobilizado. Segundo a Lei nº 6.404/76 (com as alterações promovidas pela Lei nº 11.638/07) serão classificados no Ativo Imobilizado os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. São eles: os móveis e utensílios, instalações, veículos, imóveis de uso próprio, máquinas e equipamentos, marcas e patentes, etc. 2.2.4 Intangível Ainda no grupo do Ativo Não Circulante temos o Ativo Intangível que são os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercícios com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido (incluído pela Lei nº 11.638/07). Podem-se citar como exemplos deste grupo de contas: marcas, patentes, direitos de concessão, direitos autorais, entre outros. 2.3 Passivo Circulante Como foi visto no ciclo do capital circulante da empresa, ela recebe financiamento de terceiros para ser aplicado na aquisição de bens que resultarão em seu desenvolvimento. Esse financiamento recebido de terceiros representa as obrigações da empresa que, quando devidas no prazo inferior ao término do exercício seguinte, são classificadas como Passivo Circulante, que se divide em: • Duplicatas a Pagar • Fornecedores • Contribuições a Recolher • Empréstimos Bancários

2.4 Passivo Não Circulante São as obrigações assumidas pela empresa com prazo de vencimento superior a um exercício. Tem o mesmo prazo indeterminado do grupo ativo realizável a longo prazo, porém, nesse caso, temos uma obrigação a pagar. Temos também obrigações assumidas pela empresa por conta da entrega de mercadorias ou produtos no futuro e, quando esse prazo ultrapassa o exercício financeiro, essa receita de venda é classificada em um grupo especial chamado Receita e despesas diferidas. São classificadas nesse grupo as vendas faturadas para entrega no futuro, os aluguéis de imóveis da empresa recebidos antecipadamente, o recebimento antecipado referente a produtos cujo processo de fabricação ultrapasse 12 meses, etc. Esses valores, deduzidos das despesas necessárias à sua obtenção, são colocados nesse grupo. 2.5 Patrimônio Líquido A estrutura do Patrimônio Líquido pela Lei nº 6.404/76 (com as alterações promovidas pela Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09) é a seguinte: Capital Social Reservas de Capital Ajustes de Avaliação Patrimonial Reservas de Lucros • Reserva Legal • Reserva Estatutária • Reservas para Contingências • Reserva de Incentivos Fiscais • Reservas de Lucros a Realizar Ações em Tesouraria Prejuízos Acumulados O patrimônio líquido representa a parte do capital próprio dos proprietários que foi investida na empresa. Esse patrimônio representa a parcela inicial dos donos da empresa e suas variações.

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De acordo com a lei, caso não esteja totalmente realizado, é necessário demonstrar a parcela do capital inicial como segue: 2.5.1 Capital Social Subscrito (-) A Realizar = Capital Social Realizado De acordo com o desenvolvimento das atividades da empresa, o valor do capital inicial investido pelos acionistas cresce continuamente e esse resultado (valorização) nem sempre é distribuído entre os proprietários. A parcela de aumento do patrimônio líquido que não se incorpora ao capital social, não se constitui em lucros a distribuir entre os proprietários, e que serve como um subsídio ao patrimônio líquido, é o que chamamos de reservas de capital. 2.5.2 Reservas de Capital Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem contribuição do subscritor de ações que ultrapassarem o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassarem a importância destinada à formação do capital social; o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição. 2.5.3 Ajustes de Avaliação Patrimonial Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo em decorrência de sua avaliação a preço de mercado.

2.5.4 Reservas de Lucros Serão classificadas como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia, ou seja, a reserva representa uma parte do lucro que fica retida na empresa. Essas reservas se originam da atividade operacional da empresa e são divididas em: • Reserva Legal: tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital. É constituída de 5% do lucro líquido apurado em balanço, até o limite de 20% do capital realizado. Trata-se de uma reserva obriga­tória para as Sociedades Anônimas. • Reserva Estatutária: o estatuto pode criar reservas desde que, para cada uma, indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade; fixe critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que serão destinados à sua constituição e estabeleça o limite máximo da reserva. • Reservas para Contingências: a possibilidade de diminuição do lucro, proveniente de uma perda futura, cujo valor possa ser estimado, poderá dar margem à formação dessa reserva. Seu objetivo será o de cobrir a perda prevista. • Reservas de Incentivos Fiscais: foi incluída pela Lei nº 11.638/07; a AssembléiaGeral poderá, por proposta dos órgãos de adminis­tração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório. • Reservas de Lucros a Realizar: Segundo a nova redação dada pela Lei nº 11.638/07, no exercício em que o montante do dividendo obrigatório, calculado nos termos do estatuto ou do art. 202, ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a Assembléia-Geral poderá,

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por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição de reserva de lucros a realizar. Tal reserva, somada às demais, destina-se a evitar uma descapitalização da empresa, o que ocorreria se as sobras fossem simplesmente distribuídas entre os sócios. O saldo das reservas de lucro, exceto as para contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social. Atingindo esse limite, a assembléia deliberará sobre aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. 2.5.5 Ações em Tesouraria As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. Prejuízos Acumulados A nova redação dada pela Lei nº 11.638 de 2007 omite “Lucros Acumulados”, o que pressupõe que todo o lucro acumulado pela empresa deve ser destinado, evidenciando-se apenas se a empresa apresentou prejuízo. RESUMO Aspecto Quantitativo do Patrimônio (Com as alterações promovidas a pela Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09)

Circulante

ATIVO

PASSIVO

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Não Circulante

Disponível Créditos Estoques Despesas Antecipadas Realizável a Longo Prazo Investimentos Imobilizado Intangível

Circulante Não Circulante

Obrigações a Curto Prazo Obrigações a Longo Prazo

Capital Social

Realizado a Realizar

Reservas de Capital Ajustes de Avaliação Patrimonial Reservas de Lucro Ações em Tesouraria Prejuízos Acumulados

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Exercícios Propostos 1 - Como são agrupados os investimentos? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 2 - Qual é a diferença entre bens tangíveis e intangíveis? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 3 - Quais são os grupos de contas que compõem o Capital Circulante? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 4 - O que representa o grupo Patrimônio Líquido? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 5 - Segundo a Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09, os aspectos quantitativos do Patrimônio são: __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 006G/43

lição

5

Contas e Escrituração

Introdução Esta lição tem o objetivo de apresentar todo o processo de escrituração contábil das operações realizadas numa empresa. Para isso, é indispensável o conhecimento das contas a serem utilizadas na escrituração e, principalmente, um perfeito domínio da determinação de débito e crédito das contas. Já vimos os aspectos qualitativo e quantitativo do patrimônio. Agora vamos compreender como as operações realizadas na empresa alteram o patrimônio.

• Escriturar os principais Livros Contábeis, através dos diversos sistemas da escrituração. • Corrigir os erros da escrituração, através de lançamentos contábeis. • Levantar um Balancete de Verificação, baseado em lançamentos no Diário e Razão.

1. Conceito

• Classificar as contas, de acordo com a Teoria Personalista e Materialista.

Conta é a representação gráfica dos elementos patrimoniais. Para cada elemento constitutivo do patrimônio (ativo, passivo ou patrimônio líquido), existe uma conta para representá-lo. Assim, para o dinheiro existente, temos uma conta própria para representá-lo que se chama “caixa”. Outra conta: “móveis e utensílios”. Outra conta: “duplicatas a receber”. Outra conta: “duplicatas a pagar”, e assim por diante.

• Classificar, baseado nos atos administrativos, as contas em contas de compensação.

2. Teoria das Contas

Ao final desta lição você será capaz de: • Conceituar contas.

• De acordo com a natureza da empresa, elaborar um Plano de Contas. • De acordo com os fatos administrativos apresentados, determinar a conta devedora e a conta credora. • Usar adequadamente o Método das Partidas Dobradas. • Classificar os fatos administrativos, usando todos os elementos das partidas. • Elaborar lançamentos contábeis usando as diversas fórmulas de escrituração.

Existem duas teorias a respeito das contas: Teoria Personalista e Teoria Materialista. 2.1 Teoria Personalista De acordo com a teoria personalista, o patrimônio é administrado por uma pessoa, ou seja, o administrador da empresa, que mantém relações com três classes de pessoas: • Proprietário – pessoa que entregou ao administrador o capital e que, por isso, tem direito sobre aquela parcela e suas variações.

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As contas do proprietário compreendem o patrimônio líquido inicial e suas alterações. Exemplos: capital, reservas, provisões, lucros, ordenados, aluguéis, receitas diversas, etc. • Agentes Consignatários – pessoas encarregadas pelo administrador de guardar os bens existentes do patrimônio. Essas pessoas possuem responsabilidades perante o administrador, pelos valores que lhes foram entregues. A cada espécie desses bens corresponde uma conta. Exemplos: caixa, móveis e utensílios, imóveis, etc. • Correspondentes – pessoas que mantêm relações jurídicas com o administrador. Essas relações, que representam transações feitas com a empresa, podem ser de ativo, quando representam direitos, ou passivo, quando representam obrigações. Exemplos: duplicatas a receber, clientes, fornecedores, duplicatas a pagar, etc. 2.2 Teoria Materialista A escola materialista aprecia o patrimônio no sentido econômico. As contas são classificadas em: a) Contas Integrais – representam os bens, direitos e obrigações, desdobrando-se em dois grupos: • Contas Ativas (bens e direitos). Exemplos: caixa, móveis e utensílios, duplicatas a receber, etc. • Contas Passivas (obrigações). Exemplos: duplicatas a pagar, fornecedores, etc. b) Contas Diferenciais – representam a situação líquida inicial e suas alterações. Exemplos: capital, reservas, aluguéis, ordenados, receitas, etc. Teoria Personalista

Contas Bens ATIVO

Direitos

Passivo

Obrigações

Patrimônio Líquido

Capital Próprio

Teoria Materialista

Agentes Consignatários Correspondentes Proprietários

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Integral

Diferencial

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3. Função

3.1 Determinação do Débito e Crédito

A função de cada conta é representar graficamente a variação patrimonial que um fato promove no patrimônio da empresa. Essa variação será representada por um lançamento, que pode ser a débito ou a crédito da conta, significando o registro do fato econômico. Assim sendo, uma conta pode ser debitada ou creditada.

O conhecimento da determinação de débito ou crédito nas contas constitui o ponto principal para a aprendizagem de todo o processo contábil, e significa o elemento básico de todo o mecanismo da Contabilidade.

A diferença entre o débito e o crédito de uma conta chama-se saldo, que pode ser devedor ou credor. O saldo de uma conta é devedor quando o débito é maior que o crédito. O saldo de uma conta é credor quando o crédito é maior que o débito. Para melhor representar o movimento de débito e crédito das contas, utiliza-se o chamado “razonete”. Nesse “razonete”, em forma de T, colocamos do lado esquerdo os valores a débito. Desse modo, se colocarmos R$ 500,00 a débito de caixa e R$ 200,00 a crédito da mesma conta, teremos: CAIXA D

C

R$ 500,00

R$ 200,00

Saldo = R$ 300,00 devedor

Ou ainda, se colocarmos R$ 700,00 a crédito da conta duplicatas a pagar e R$ 200,00 a débito da mesma conta, teremos: DupliCatas a Pagar D

C

R$ 200,00

R$ 700,00

Saldo = R$ 500,00 credor

Importante: Conta Débito = Saldo devedor Conta Crédito = Saldo credor

Toda e qualquer operação realizada pelas empresas (compras, vendas, despesas, receitas, etc.) tem seu reflexo imediato na Contabilidade. Essas operações são registradas de acordo com sua natureza e seus respectivos valores. O ato de contabilizar essas operações por meio de um sistema universalmente adotado (Método das Partidas Dobradas) chama-se classificação. Classificar uma conta representa debitar ou creditar essa conta de acordo com a operação realizada e constitui a mais importante tarefa dentro de um setor da Contabilidade, pois é dessa classificação que nascem os registros nos diversos livros contábeis (diário, razão, caixa, etc.), que por sua vez dão origem aos levantamentos de demonstrações contábeis. Como vimos, dentro do processo contábil existe uma seqüência que nasce com a classificação das contas, indo até o balanço. Para se classificar corretamente uma conta é necessário obedecer a uma regra contábil fundamentada no perfeito conhecimento do assunto Patrimônio, ensinado anteriormente. Assim, para se classificar determinada operação, deve-se inicialmente saber das alterações que esta operação provocou nos elementos patrimoniais. Existem contas de: ativo (bens e direitos) e passivo (obrigações). Como se vê, o primeiro passo para determinar o débito ou crédito de certa conta será saber sua origem, ou seja, se essa conta

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é um bem ou direito (ativo), ou então uma obrigação (passivo). Todo ativo representa uma aplicação de recursos, pois é nele que se encontram os bens e direitos da empresa. Assim, todo o capital destinado para uso da empresa significa uma aplicação de capital. De maneira contrária, a origem do capital estará do lado direito, pois é de onde vem o dinheiro dos proprietários da empresa (capital social) e de todas as pessoas para as quais a empresa deve obrigações (passivo). Assim, o lado direito do balanço patrimonial representará a origem do capital da empresa. Dessa forma, um lançamento significa mencionar a origem e a aplicação de algum evento econômico, que contabilmente chamamos de classificação a crédito e a débito. Esta regra diz que, ao fazer um lançamento, no mínimo, estaremos envolvendo duas contas, uma que será lançada a débito e a outra que será a crédito. Todo o lançamento a débito representa uma aplicação de capital e todo o lançamento a crédito representa uma origem de capital. Ao fazer um lançamento, deveremos analisar qual é a origem e aplicação daquele evento. Ao expor isto, podemos dizer que o ativo da empresa será de natureza devedora, pois significa uma aplicação de recursos e todo o passivo da empresa terá natureza credora, pois significa origem de recursos. Ativo

Natureza Devedora

Passivo e Patrimônio Líquido

Natureza credora

As contas têm um valor inicial, ou seja, o primeiro lançamento que se faz em determinada conta terá de ser de acordo com sua origem.

Uma conta que represente um bem ou direito terá o seu valor inicial sempre a débito, pois se trata de uma conta do ativo. Inversamente, as contas que representam obrigações terão o seu valor inicial a crédito, pois se tratam de contas do passivo. Contas

Valor inicial

Ativo

Débito

Passivo

Crédito

Receita

Crédito

Despesa

Débito

Para entendermos melhor esta teoria, vejamos alguns exemplos: a) Abertura da empresa em dinheiro – este fato significa que os proprietários investiram dinheiro na empresa. Assim, perguntamos: qual é a origem do capital? De onde veio o dinheiro? A resposta será: dos proprietários da empresa, ou seja, do capital social. Já que a origem é o capital social, então, este terá seu lançamento a crédito. Se a origem é o capital social, qual será a aplicação? Ou para onde vai o dinheiro? O dinheiro vai para o caixa; assim, lançamos o caixa a débito. Então teremos: Débito a caixa Crédito a capital social b) Compra de mercadorias à vista – este fato motivou a entrada de mercadorias na empresa, sendo pago em dinheiro. Assim, perguntamos: de onde veio o dinheiro? Ou qual é a origem? A origem é o caixa; assim, lançamos o caixa a crédito. Se a origem é o caixa, qual será a aplicação? Ou para onde vai o dinheiro? O dinheiro vai para as mercadorias; assim, lançamos mercadorias a débito. Teremos: Débito a mercadorias Crédito a caixa c) Compra de uma mesa a prazo – neste fato, temos a entrada de um bem (móveis e uten-

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sílios), assim como assumimos uma obrigação (duplicatas a pagar), pois a compra foi a prazo. Assim, perguntamos: de onde veio a mesa? Ou qual é a origem? A origem são as duplicatas a pagar, pois assumimos uma obrigação para poder obter este bem. Se a origem são as duplicatas a pagar, qual será a aplicação? Ou para onde vai a mesa? A mesa é um ativo e um móvel; assim, chamamos de móveis e utensílios. Débito a móveis e utensílios Crédito a duplicatas a pagar d) Pagamento de duplicata – neste fato foi feito pagamento em dinheiro de uma duplicata. Assim, perguntamos: de onde veio o dinheiro? Ou qual é a origem? O dinheiro veio do caixa, pois estamos pagando uma obrigação; assim, lançamos o caixa a crédito. Se a origem é o caixa, qual será a aplicação? Ou para onde vai o dinheiro? O dinheiro vai para o pagamento das duplicatas; assim, lançamos as duplicatas a pagar a débito. Débito a duplicatas a pagar Crédito a caixa

4. Classificação Funcional das Contas

4.2 Contas Bilaterais São aquelas que sofrem variações nos dois sentidos, ou seja, seu saldo pode aumentar ou diminuir. São divididas em três classes: • Contas do Ativo – que podem ser debitadas ou creditadas, mas seu saldo será sempre devedor. • Contas do Passivo – que podem ser creditadas ou debitadas, mas seu saldo será sempre credor. • Contas Mistas – que são debitadas ou creditadas, apresentando o saldo ora devedo­r, ora credor. 4.3 Contas de Compensação Este grupo especial de contas serve para representar atos administrativos que não alteram o patrimônio. As contas de compensação funcionam como “lembretes” para o administrador do patrimônio. Representam deslocamentos momentâneos de bens ou direitos para outras entidades e compromissos firmados pelos gestores da massa patrimonial em nome da empresa.

Quanto à funcionalidade, as contas se dividem em: unilaterais e bilaterais.

Mencionaremos alguns exemplos de atos que possam gerar um lançamento de compensação:

4.1 Contas Unilaterais

• Empréstimo de um bem de uma entidade para outra.

Contas unilaterais são aquelas que sofrem variações apenas num sentido. Por isso, o saldo dessas contas aumenta sempre. Estão nesse caso as contas de receitas, que serão sempre creditadas, e de despesas, que serão sempre debitadas. Logo, as contas de receitas apresentam saldo credor e as contas de despesas apresentam saldo devedor.

• Fiança, endossos ou avais dados em nome da empresa. • Hipotecas imobiliárias. • Mercadorias compradas e vendidas em consignação. • Entrega de duplicatas a receber para cobrança.

006G/49

Instituto Monitor

As contas de compensação são lançadas aos pares, ou seja, a uma conta de compensação no débito, contrapõe-se outra de compensação no crédito. Por isso, uma conta de compensação jamais terá como contrapartida uma conta patrimonial. Desse modo, é fácil entender que o ativo de compensação soma o mesmo valor que o passivo de compensação, pois não há situação líquida nessa massa como acontece com o patrimônio da entidade. ATIVO

• Volume dos negócios. • Exigências de ordem legal. De posse desses elementos ou de outros considerados necessários, em cada caso, torna-se possível a confecção do plano. Veja a seguir um exemplo de elenco de contas de uma empresa comercial de médio porte. 5.1 Elenco de Contas

PASSIVO Patrimônio Líquido

Ativo de Compensação

• Sistema de operações.

ATIVO

Passivo de Compensação

Circulante

5. Plano de Contas Os fatos contábeis devem ser classificados dentro de um sistema metódico e organizado para que a contabilização dos mesmos seja feita de maneira uniforme. Assim, é necessário que se tenha em qualquer empresa um plano de contas elementar de organização de qualquer sistema contábil eficiente.

Caixas Bancos contas movimento

Créditos Duplicatas a Receber (-) Duplicatas Descontadas (-) Provisão para Devedores Duvidosos Adiantamentos

A inexistência de um plano de contas dá margem a improvisações que podem produzir erros. Um bom plano de contas contém os seguintes elementos básicos:

Estoques Mercadorias Despesas Antecipadas Seguro a vencer (Apropriar)

Não Circulante

• Elenco de contas.

Realizável a longo prazo Contas a receber

• Função atribuída a cada conta.

Investimentos

• Funcionamento (quando deve ser debitada e quando deve ser creditada).

Imobilizado Móveis e Utensílios Instalações Veículos (-) Depreciação Acumulada

Ao se elaborar um plano de contas, é necessário estudar a natureza da entidade a que ele vai pertencer, colhendo-se os seguintes dados: • Forma jurídica da entidade. • Ramo de atividade. 006G/50

Intangíveis Marcas e Patentes Direitos de Uso

Instituto Monitor



Direitos Autorais

portância a débito. Assim, não há devedor sem credor, ou, ainda, para cada débito existe um ou mais créditos de igual valor e vice-versa.

PASSIVO Circulante

O principal cuidado a observar no Método das Partidas Dobradas é a correta determinação de quem é o devedor e de quem é o credor.

Duplicatas a pagar Impostos a pagar Salários a pagar

Não Circulante Contas a pagar Empréstimos bancários

O estabelecimento da “partida” é feito por meio do raciocínio visto anteriormente, ou seja, a determinação do débito e crédito das contas.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social Reservas de Capital Ajuste de Avaliação Patrimonial Reserva de Lucros Ações em Tesouraria Prejuízos acumulados

6.1.1 Elemento das Partidas As “partidas” são constituídas de cinco elementos: 1. Data 2. Conta Devedora

6. Escrituração

3. Conta Credora

É por meio da escrituração que o administrador terá o registro e o controle das variações patrimoniais, assim como os resultados dos exercícios contábeis.

4. Histórico

6.1 Método das Partidas Dobradas

Chamam-se fórmulas de escrituração as diversas maneiras de utilizarmos as partidas, de acordo com os fatos ocorridos e para registro dos mesmos. As fórmulas se dividem em: lançamentos contábeis de primeira, segunda, terceira e quarta fórmula.

A escrituração pelo Método das Partidas Dobradas baseia-se no seguinte princípio: todo crédito que é lançado numa conta faz surgir outra, onde é registrada a mesma im-

5. Valor 6.1.2 Fórmulas de Escrituração

Anotações e Dicas

006G/51

Instituto Monitor

• Primeira Fórmula: é usada para os lançamentos simples, em que se usa uma conta devedora em contrapartida com uma conta credora. É a partida contábil em sua fórmula mais simples, usada, inclusive, para todos os sistemas contábeis informa­tizados. Para se realizar uma partida contábil de primeira fórmula, utilizamos os cinco elementos já citados, colocando-se antes da conta credora a preposição “a”, indicando-se com isso que a conta devedora deve à conta credora. Exemplo: São Paulo, ...de fevereiro de X2. Móveis e Utensílios a Caixa Pago pela compra de uma mesa

R$ 2.000,00

Os lançamentos contábeis de segunda, terceira e quarta fórmula também são chamados de lançamentos complexos ou partidas complexas. Servem para agrupar diversos lançamentos de primeira fórmula. • Segunda Fórmula: nas partidas de segunda fórmula encontramos uma única conta devedora em contrapartida com diversas contas credoras. Exemplo: São Paulo,...de fevereiro de X2. Mercadorias a Diversos a Caixa Pago pelas compras à vista R$ 8.000,00 São Paulo, ... de fevereiro de X2. a Duplicatas a pagar Casa Lopes Ltda. Valor referente a n/compra R$ 2.000,00 R$ 10.000,00 • Terceira Fórmula: nas partidas de terceira fórmula temos diversas contas devedoras em contrapartida com uma única conta credora. Exemplo: São Paulo,...de fevereiro de X2. Diversos a Caixa Aluguéis 006G/52

Instituto Monitor

Pago o aluguel referente ao mês em curso R$ 3.000,00 São Paulo,...de fevereiro de X2. Material de Escritório Pago pela compra de diversos impressos R$ 1.000,00 R$ 4.000,00 • Quarta Fórmula: abrange diversas contas no débito, em contrapartida com diversas contas no crédito. Não é uma fórmula usada na prática, pois, como poderá ser visto a seguir, nada mais representa do que vários lançamentos de primeira fórmula. Exemplo: São Paulo ,...de fevereiro de X2 Diversos a Diversos Valor referente às seguintes aquisições: Mercadorias Pela compra de diversas conforme N.F. nº 638 R$ 6.000,00 Móveis e utensílios Pela compra de um arquivo de aço para uso da firma R$ 1.000,00 R$ 7.000,00 Caixa Pagto. 1ª parcela, nas compras acima R$ 3.000,00 Duplicatas a pagar Casa Lopes Ltda. Valor referente à parte financiada da compra acima R$ 4.000,00 R$ 7.000,00

7. Livros de Escrituração A escrituração das variações patrimoniais ocorridas numa empresa é feita em livros próprios. Os livros de escrituração são de dois tipos: obrigatórios e facultativos. 7.1 Livros Obrigatórios Livros obrigatórios são aqueles exigidos pelo poder público e servem como objeto de fiscalização das empresas por parte dos órgãos do Governo. São classificados em dois grupos: os que são exigidos pelo Código Comercial e os que são exigidos por leis especiais. 006G/53

Instituto Monitor

O Código Comercial Brasileiro prescreve como livro obrigatório o Diário. Para as Sociedades Anônimas, a Lei nº 6.404/76 tornou obrigatórios os seguintes livros: • Registro de Atas de Assembléias Gerais • Registro de Presença de Acionistas • Registro de Atas de Reunião do Conselho de Administração • Registro de Atas de Reuniões da ­Diretoria • Registro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal • Registro de Ações Nominativas • Registro de Transferência de Ações ­Nominativas • Registro de Partes Beneficiárias ­Nominativas • Registro de Transferência de Partes ­Beneficiárias Nominativas De acordo com a legislação fiscal, são obrigatórios os seguintes livros fiscais: • Inventário (modelo 7) • Apuração do Lucro Real • Razão Auxiliar em UFIR • Estoque dos Imóveis (para imobiliárias, construtoras, empresas de incorporação e loteamentos) • Registro de Entradas (modelos 1 e 1-A), que substitui de compras • Registro de Saídas (modelos 2 e 2-A) • Registros de Controle da Produção e do Estoque (modelo 3) • Registro de Selo Especial de Controle (modelo 4) • Registro de Impressão de Documentos Fiscais (modelo 5) • Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência (modelo 6) • Registro de Apuração de IPI (modelo 8) • Registro de Apuração do ISS (comum a todos os municípios que, por suas ­legislações orgânica e tributária, poderão adotar outros livros) Os livros obrigatórios devem conter certas formalidades legais extrínsecas e intrínsecas. As extrínsecas são formalidades que os livros devem conter antes de serem escriturados, ou seja, são suas características específicas, como encadernação, numeração e termos de abertura e encerramento. As intrínsecas representam 006G/54

Instituto Monitor

a maneira de preencher esses livros: clareza, ordem cronológica, continuidade e exatidão. 7.2 Livros Facultativos São chamados de livros facultativos aqueles que, embora não sejam exigidos por lei, são necessários ao bom funcionamento do sistema contábil das empresas e do ponto de vista do interesse dos administradores. Os principais são os seguintes: razão, caixa e contas correntes. 7.3 Livros Cronológicos e Livros Sistemáticos Os livros de escrituração obedecem a uma determinada ordem em função dos lançamentos contidos. Cronológicos são aqueles em que os lançamentos são feitos observando-se a ordem cronológica de dias, meses e anos. Exemplos: Diário e Caixa. Sistemáticos são aqueles em que se observa uma ordem sistemática, agrupando-se os lançamentos de acordo com a sua natureza e finalidade. Exemplos: Razão e Contas Correntes. 7.4 Livros Principais Chamamos de livros principais aqueles imprescindíveis ao bom funcionamento de um sistema contábil eficiente e moderno. Passaremos a enumerá-los um a um, assim como a maneira de escriturá-los. 7.4.1 Diário O Diário é um livro cronológico e obrigatório e como tal estará sujeito às formalidades legais extrínsecas e intrínsecas. Não pode conter emendas, entrelinhas ou rasuras.

Anotações e Dicas

006G/55

Instituto Monitor

SISTEMA DE ESCRITURAÇÃO 1

2

3

4

5

6

7

1 2

Número da folha do Razão Letra inicial da Conta devedora ou Preposição “a”(Conta Credora)

3 4 5 6 4, 5 e 6 7 8 9

Letra inicial da Conta Credora Local Dia Mês e Ano Histórico Valores Referentes a Parcelas da mesma Conta (PARCIAIS) Valores Referentes a Parcelas do mesmo Lançamento (“diversos”) Valor Refente ao total de cada Lançamento

8

9

São Paulo, 18 de Julho de 20XX 03

C a

aixa Vendas Recebido pelas vendas à vista NF 036

20.000,00

07 03

M a

ercadorias Caixa

12

a

Pago pela compra à vista conf. NF 345 Casa Lopes Ltda. Duplicatas a Pagar Valor referente à compra a prazo Casa Maria S/A NF 93

5.000,00 10.000,00

15.000,00

São Paulo, 20 de Julho de 20XX 03 14

Diversos a Caixa A Luguéis Pagamento Referente a julho Despesas Diversas Pagamento por meio de carta Pagamento por compra de lâmpadas

8.000,00 200,00 800,00

006G/56

1.000,00

9.000,00

Instituto Monitor

7.4.2 Razão O Razão é um livro facultativo e sistemático. Nesse livro, uma página é destinada para cada conta, dividida em dois campos, um para o débito e outro para o crédito. Os lançamentos são transcritos do Diário e servem para controlar os movimentos de débitos e créditos de todas as contas. O Razão também pode ser lançado em fichas, para facilitar o seu manuseio. Numa empresa organizada, existe o Razão das contas sintéticas (bancos com movimento, duplicatas a receber, duplicatas a pagar, etc.), e o Razão das contas analíticas (Banco Beta S/A, Banco Modelo S/A, Casa Lopes, Casa Maria S/A, etc.). Desse modo, a soma das fichas analíticas tem que ser o valor do saldo, na mesma data da conta sintética. Exemplo: Conta Sintética bancos c/ movimento - Saldo = R$ 10.000,00 Conta Analítica Banco Beta S/A R$ 05.000,00 Banco Modelo S/A R$ 03.000,00 Banco Ideal S/A R$ 02.000,00 Total....................... R$ 10.000,00 Forma de Lançamento do Livro Razão Nome da Conta CONTA DATA

CONTRAPARTIDA

HISTÓRICO

DÉBITO

CRÉDITO

SALDO

D/C

Veja a escrituração do livro Razão como reflexo do livro Diário lançado: CAIXA DATA 18/07/XX

CONTRAPARTIDA a Vendas

HISTÓRICO Recebido pelas vendas à vista NF 036

DÉBITO

CRÉDITO

20.000,00

SALDO

D/C

20.000,00

D

18/07/XX de Mercadorias

Pago pela compra à vista conf. NF 345 Casa Lopes Ltda.

5.000,00 15.000,00

D

20/07/XX de Aluguéis

Pagamento referente a julho

8.000,00

7.000,00

D

1.000,00

6.000,00

D

20/07/XX de Despesas Diversas pagamento por compra de lâmpadas e por meio de carta

006G/57

Instituto Monitor

VENDAS DATA

CONTRA PARTIDA

HISTÓRICO

18/07/XX

de Caixa

vendas à vista NF 036

DÉBITO

CRÉDITO

SALDO

D/C

20.000,00

20.000,00 C

CRÉDITO

SALDO

MERCADORIAS DATA

CONTRA PARTIDA

18/07/XX a Caixa

HISTÓRICO

DÉBITO

pela Compra à vista conf. NF 345 Casa Lopes Ltda.

D/C

5.000,00

5.000,00 D

pela Compra a prazo conf. 18/07/XX a Duplicatas a Pagar NF 93 Casa Maria S/A 10.000,00

15.000,00 D

DUPLICATAS A PAGAR DATA

CONTRA PARTIDA HISTÓRICO

18/07/XX de Mercadorias

DÉBITO

pela Compra a prazo conf. NF 93 Casa Maria S/A

CRÉDITO SALDO

D/C C

10.000,00

10.000,00

ALUGUÉIS DATA

CONTRA PARTIDA

20/07/XX a Caixa

HISTÓRICO Pagamento Referente a julho

DÉBITO CRÉDITO SALDO

D/C

8.000.00

8.000,00 D

DÉBITO CRÉDITO

SALDO

1.000,00

1.000,00 D

DESPESAS DIVERSAS DATA

CONTRA PARTIDA

20/07/XX a Caixa

HISTÓRICO pagamento por compra de lâmpadas e por meio de carta

Razonete - O Razão em “T” Para facilitar os lançamentos do livro Razão, principalmente no sentido didático, usamos uma maneira de simplificar o livro Razão, o Razonete, no qual só trabalhamos com os valores, lançando-se do lado esquerdo do “T” os valores debitados e do lado direito, os valores creditados. Assim como no livro Razão abrimos uma folha para cada conta, aqui abrimos um Razonete para cada conta. Veja, a seguir, alguns lançamentos do livro Diário (sem históricos), passados para os razonetes.

006G/58

D/C

Instituto Monitor

Diário: Caixa a Vendas

120.000

Bancos c/ movimento a Caixa Mercadorias a Duplicatas a pagar

80.000 60.000

Aluguéis a Bancos c/ movimento

40.000

Razonetes: Caixa

Vendas

D

C

D

120.000

80.000

C 120.000

Bancos c/ movimento

Mercadorias

D

C

D

80.000

40.000

60.000

Duplicatas a pagar D

C

Aluguéis

C

D

60.000

40.000

C

7.4.3 Caixa Devido à grande importância que tem o movimento de dinheiro, é indispensável um livro próprio para registrar sua movimentação. O Caixa é facultativo e cronológico e seu movimento é escriturado de acordo com as entradas e saídas de dinheiro da empresa. O Caixa é encerrado a cada mês, transportando-se o saldo existente no último dia do mês, para o primeiro dia do mês seguinte. Do lado esquerdo, escritura-se o débito e do lado direito, o crédito. No final do mês, para se encerrar as folhas do Caixa, deve-se proceder da seguinte maneira: 1. Soma-se o crédito e escreve-se o total na linha seguinte da última saída. 2. Soma-se o débito. 006G/59

Instituto Monitor

3. Acha-se o saldo. 4. Coloca-se o saldo, abaixo do total do crédito, escrevendo-se no histórico “saldo para o mês seguinte”. 5. Soma-se o total do crédito ao saldo e deve-se chegar ao mesmo valor do total do débito. 6. Coloca-se o total do débito na mesma linha da soma do crédito, mais o saldo. Lado direito JULHO DE 2007 HAVER 08

de

Água, luz e telefone Pgto. da conta do mês 07

3.000,00

08

de

Material de escritório Pgto. NF 931 da Casa Loins Ltda.

1.000,00

18

de

Mercadorias Pgto. NF 368 da Casa Lopes Ltda.

20

de

Aluguéis Pgto. referente a julho

20

de

Despesas diversas Pgto. por envio de cartas Pgto. por compra de lâmpada

4.000,00 5.000,00

8.000,00 200,00 800,00

1.000,00

9.000,00 18.000,00

Saldo para o mês seguinte

20.000,00 38.000,00

Lado esquerdo JULHO DE 2007 Deve Saldo Devedor

3.000,00 5.000,00

05

A

Vendas Recebido conf. NF 034

12

A

Bancos c/ movimento Banco Beta S/A Recebido cheque nº 45.901

4.000,00

Vendas Recebido conf. NF 035

6.000,00

Vendas Recebido conf. NF 036

10.000,00 20.000,00 38.000,00

006G/60

Instituto Monitor

7.4.4 Contas Correntes O livro de Contas Correntes é classificador das contas de clientes e fornecedores. Da mesma forma que o Razão, é facultativo e sistemático. Neste livro são escriturados, por página, todos os desdobramentos dos lançamentos do Diário. SISTEMA DE ESCRITURAÇÃO Casa Lopes Ltda. DATA

DÉBITO

Maio

26

Compras cf. NF 368

Junho

10

Compras cf. NF 383

Junho

26

Pgto. duplicata nº 246

Julho

12

Compras cf. NF 412

CRÉDITO

SALDO

D/C

800,00

800,00

C

600,00

1.400,00

C

1.000,00

C

2.000,00

C

400,00 1.000,00

8. Erros de Escrituração Qualquer erro de redação ocorrido nos históricos pode ser corrigido caso seja detectado antes do encerramento do lançamento. Em caso contrário, se o erro for verificado depois de encerrada a “partida”, não restará outra solução senão a de “estornar” o lançamento onde há o erro e fazer novo lançamento. Exemplo: Caixa a Vendas Pago pelas compras, digo, recebido pelas vendas de mercadorias

200,00

8.1 Erros de Lançamentos Os erros de lançamentos podem se verificar de duas maneiras: de algarismos e de intitulação. Os erros de algarismos consistem em lançar-se a mais, ou a menos, a quantia certa. Os erros de intitulação consistem em classificar indevidamente uma conta no débito ou no crédito. 8.2 Correção de Erros de Escrituração Como já foi dito, o livro Diário não pode conter rasuras nem emendas. Para se evitar que isso aconteça, os erros de lançamentos são corrigidos contabilmente, por meio de outros lançamentos. Existem três tipos de correção: estorno total, estorno parcial e lançamento complementar.

006G/61

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8.2.1 Estorno Total Este tipo de correção anula o lançamento errado por meio de um lançamento inverso e depois faz a retificação por meio do lançamento que seria o correto. Exemplo: Lançamento errado Mercadorias a Caixa Pago aluguel relativo ao mês em curso

800,00

Estorno ou anulação Caixa a Mercadorias Estorno do lançamento do dia 16.05.., relativo ao pagamento do aluguel do mês curso, por ter sido classificado indevidamente 800,00 Retificação Aluguéis a Caixa Retificação do lançamento do dia 16.05..., ref. pagamento de aluguel do mês em curso

800,00

8.2.2 Estorno Parcial Com esse tipo de correção, anula-se apenas a conta lançada indevidamente, em contrapartida com a conta julgada certa. Exemplo: Lançamento errado Móveis e utensílios a Mercadorias Pela venda de mercadorias à vista

600,00

Retificação Caixa a Móveis e Utensílios Retificação de n/ lançamento do dia 10.05... por ter sido classificado indevidamente

600,00

8.2.3 Correção de Lançamento Complementar Esse tipo de correção ocorre quando é cometido um erro de algarismo e consiste em fazer-se um lançamento acertando-o para mais ou para menos. 006G/62

Instituto Monitor

Exemplo: Lançamento de 100,00 (o certo seria 1.000,00) Caixa a Vendas Pelas vendas à vista

100,00

Lançamento complementar (retificação) Caixa a Vendas Complemento do lançamento do dia 15.05...., lançado a menor 900,00

9. Balancete de Verificação O balancete é um demonstrativo do saldo de todas as contas lançadas no livro Razão. Como foi visto, todos os lançamentos contábeis efetuados no livro Diário têm o seu reflexo no livro Razão, onde lançamos o valor a débito de uma conta e a crédito de outra conta. Com isso, guardamos o princípio fundamental das partidas dobradas, que estabelece que não há devedor sem credor. Como toda conta que lançamos a débito faz surgir o mesmo valor em outra conta a crédito, a soma de todas as contas devedoras do livro Razão tem de ser igual à soma de todas as contas credoras, no mesmo livro. Essa é a finalidade principal do balancete de verificação, ou seja, verificar se a soma dos saldos devedores é igual à soma dos saldos credores. O balancete serve também como uma peça contábil de que dispõe o administrador do Patrimônio para ter uma visão global da situação da empresa, em determinada época, por meio dos saldos apresentados. Veja, a seguir, um balancete de verificação, como reflexo de operações realizadas no livro Diário (sem históricos) e nos respectivos “razonetes”. Diário: Caixa a Capital

80.000,00

Bancos c/ movimento a Caixa

20.000,00

Instalações a Duplicatas a pagar

30.000,00 006G/63

Instituto Monitor

Mercadorias a Bancos c/ movimento

10.000,00

Móveis e utensílios a Duplicatas a pagar

9.000,00

Duplicatas a pagar a Caixa

10.000,00

Veículos a Caixa

20.000,00

Razonete: Caixa

Capital

D

C

D

R$ 80.000,00

R$ 20.000,00 R$ 10.000,00 R$ 20.000,00

R$ 80.000,00

R$ 50.000,00

C R$ 80.000,00

Banco c/ movimento

Instalações

D

C

D

R$ 20.000,00

R$ 10.000,00

R$ 30.000,00

Duplicatas a pagar

C

Mercadorias

D

C

D

R$ 10.000,00

R$ 30.000,00 R$ 9.000,00

R$ 10.000,00

R$ 10.000,00

R$ 39.000,00

Veículos D R$ 20.000,00

C

Móveis e utensílios C

D R$ 9.000,00

006G/64

C

Instituto Monitor BALANCETE DE VERIFICAÇÃO CONTAS Caixa

Movimentação

SALDO

DÉBITO

CRÉDITO

DEVEDOR

CREDOR

R$ 80.000,00

R$ 50.000,00

R$ 30.000,00

-

Capital

-

R$ 80.000,00

-

R$ 80.000,00

Bancos c/ Movimento

R$ 20.000,00

R$ 10.000,00

R$ 10.000,00

-

Instalações

R$ 30.000,00

-

R$ 30.000,00

-

Duplicatas a Pagar

R$ 10.000,00

R$ 39.000,00

-

R$ 29.000,00

Mercadorias

R$ 10.000,00

-

R$ 10.000,00

-

Veículos

R$ 20.000,00

Móveis e Utensílios

R$ 9.000,00

-

R$ 9.000,00

-

R$ 179.000,00

R$ 179.000,00

R$ 109.000,00

R$ 109.000,00

Totais

R$ 20.000,00

balancete patrimonial ativo

PASSIVO

Caixa

R$ 30.000,00 Duplicatas a Pagar

Banco c/ Movimento

R$ 10.000,00

Instalações

R$ 30.000,00

Mercadorias

R$ 10.000,00 Capital Social

Veículos

R$ 20.000,00

Móveis e Utensílios

R$ 9.000,00

Total

R$ 109.000,00 Total

006G/65

R$ 29.000,00

PATRIMÔNIO LÍQUIDO R$ 80.000,00

R$ 109.000,00

Exercícios Propostos 1 - Faça os lançamentos de Diário sem histórico e os razonetes. a) Compra de mercadorias a prazo - R$ 30.000,00 b) Compra de mesas e cadeiras a prazo - R$ 10.000,00 c) Depósitos de dinheiro no banco - R$ 10.000,00 d) Pagamento de duplicatas – R$ 3.000,00 e) Compra de veículos a prazo R$ 30.000,00 f) Compra de mercadorias à vista - R$ 1.000,00

006G/66

Instituto Monitor

2 - Faça os lançamentos de Diário sem histórico, os razonetes, o balancete de verificação e o balanço patrimonial da empresa Direta. a) Constituição da empresa em dinheiro – R$ 50.000,00 b) Abertura de conta corrente, com depósito inicial de R$ 5.000,00 c) Compra de mercadorias a prazo, no valor de R$ 6.000,00 d) Compra de máquinas em cheque, no valor de R$ 2.500,00 e) Pagamento em dinheiro de parte da mercadoria no valor de R$ 2.000,00 f) Compra de veículo à vista no valor de R$ 10.000,00

006G/67

lição

6

Registros Contábeis

Introdução

3. Demais Sociedades

Nesta lição você conhecerá os vários tipos de empresas e as formas como devem ser feitos os registros contábeis em cada uma delas.

O registro da constituição do capital de uma sociedade é efetuado em duas etapas: subscrição e integralização do capital.

1. Constituição da Empresa

3.1 Subscrição do Capital

O primeiro lançamento que se efetua no livro Diário da empresa é o de sua constituição. Esse lançamento representa o valor inicial que os proprietários investem na empresa, ou seja, a primeira parcela do patrimônio líquido, que representa o capital social.

Nessa etapa, registra-se a responsabilidade que os sócios da empresa assumem ao assinarem o contrato social, comprometendose, perante aquele documento, a colocarem na empresa os valores ali definidos.

O lançamento de constituição do capital de uma empresa depende da forma jurídica de que tal empresa está revestida, que pode ser uma firma individual ou uma sociedade.

2. Sociedade Empresária Numa Sociedade Empresária registra-se o momento em que o proprietário empregou certo numerário na empresa, para que ela possa começar a funcionar. Exemplo: Caixa a Capital Capital que estabelece José da Silva, sob a forma de sociedade empresária, inscrito na Junta Comercial do Estado de São Paulo, sob o nº 36.801.

Exemplo: Capital a realizar a Capital social Capital que se inicia das atividades da Papelaria Modelo Ltda., sob a forma de sociedade por quotas de responsabilidade limitada, dividida em 900 quotas de R$1,00 cada, inscrita na JUCESP, sob o número 45.903, a saber: José da Silva 200 quotas  R$ 200,00 Manoel Pereira 300 quotas   R$ 300,00 Joaquim Sá 400 quotas  R$ 400,00 = R$ 900,00 Quando se tratar de uma Sociedade por Ações (Sociedade Anônima ou Sociedade em Comandita por Ações), esse lançamento representa o valor que os acionistas fundadores se comprometeram a colocar na empresa, mediante a multiplicação do número de ações que subscreveram, pelo valor nominal de cada ação.

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Exemplo: Capital a realizar a Capital social Valor referente a 10.000 ações ordinárias e nominativas, com valor nominal de R$ 1,00 cada, com que se constitui o capital social inicial da Casa Silva S/A, conforme boletim de subscrição de ações e Ata da Assembléia Geral realizada em 18 de junho de 2004, arquivada na JUCESP sob o nº 48.903 3.2 Integralização do Capital Essa é a segunda etapa do registro de constituição da empresa e representa o momento em que os proprietários realizam o capital que subscreveram. A integralização do capital da sociedade pode ser feita total ou parcialmente, em relação ao capital subscrito. Na segunda hipótese (integralização parcial), devem constar como cláusula do contrato social, os valores e os vencimentos das parcelas a serem integralizadas pelos sócios. Considerando a integralização parcial do capital social da Papelaria Modelo Ltda., conforme exemplo de subscrição, anteriormente dado, teremos: Caixa a Capital a realizar Recebido dos sócios abaixo, pela integralização de parte do capital subscrito, a saber: José da Silva 60% das quotas   R$ 120,00 Manoel Pereira 60% das quotas   R$ 180,00 Joaquim Sá 60% das quotas   R$ 240,00 = R$ 540,00 Ficando o restante 40%,  R$360,00 a integralizar O capital social pode ser integralizado em outros bens, diferentes de dinheiro (mercadorias, imóveis, móveis e utensílios, instalações, etc.) e até mesmo em direitos (títulos a receber), desde que a relação e os valores desses bens ou direitos constem do contrato social, pois tais valores correspondem à parte de cada um dos sócios e suas respectivas quotas de capital.

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Exemplo: Diversos a Capital a realizar Caixa Recebido de José da Silva 200 quotas do capital, pela integralização de sua parte, em dinheiro. R$ 200,00 Instalações Valor referente a 300 quotas do capital de Manoel Pereira, integralizados em diversas instalações da firma. R$ 300,00 Títulos a Receber Valor referente a 400 quotas do capital de Joaquim Sá, integralizados em duas Notas Promissórias a receber, no valor de R$200,00 cada, vencíveis em 18/07/X2 e 18/09/X2 respectivamente, contra Margarida Ferreira. R$ 400,00 Total R$ 900,00



A integralização do capital das Sociedades por Ações, de acordo com a Lei nº 6.404/76 (artigo 80), deve ser realizada em no mínimo 10% do preço de emissão das ações subscritas. Esse valor, de acordo com a mesma lei, terá de ser depositado no Banco do Brasil S/A, ou em outro estabelecimento bancário autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários. O artigo 81 da mesma lei determina que: “O depósito referido deverá ser feito pelo fundador no prazo de 5 dias contados do recebimento das quantias, em nome do subscritor e a favor da sociedade em organização, que só poderá levantá-lo após haver adquirido personalidade jurídica”.

4. Operações Iniciais Após receber dos proprietários o numerário necessário às suas operações, o administrador da empresa inicia uma série de medidas, necessárias à implantação da empresa, como: depósito bancário, despesas de constituição e organização e aquisição de instalações. 4.1 Depósito Bancário Depois de receber dos proprietários o numerário necessário às suas operações, o administrador da empresa movimentará as disponibilidades existentes. Servirá ainda para as diversas modalidades de operações que futuramente poderão ser realizadas, como empréstimos, cobranças, descontos, etc.

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Exemplo: Bancos c/ movimento Banco Beta S/A a Caixa Depósito efetuado, conforme recebido

R$ 500,00

4.2 Aquisição de Instalações Para que a empresa possa funcionar são necessárias instalações preparadas. Tais aquisições, como balcões, vitrinas, prateleiras, etc., são lançadas na conta “Instalações”. Exemplo: Instalações a Duplicatas a pagar Instaladora Comercial Ltda. Valor referente à aquisição e montagem das instalações da firma, conforme Nota Fiscal nº 368. R$ 300,00

5. Operações de Rotina No desenvolvimento diário das operações de uma empresa acontecem fatos administrativos que vão sendo classificados de acordo com sua natureza, obedecendo sempre ao plano de contas da empresa e observando o princípio básico do Método das Partidas Dobradas. Algumas dessas operações rotineiras, numa empresa comer­cial, abolindo os históricos, para simplificar, são as seguintes: Compra de mercadorias à vista: Mercadorias a Caixa Venda de mercadorias à vista: Caixa a Venda Depósito de dinheiro do banco: Bancos c/ movimento a Caixa Pagamento de aluguel: Aluguéis a Caixa

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Recebimento de uma duplicata: Caixa a Duplicatas a receber Pagamento de imposto, com cheque: Impostos e Taxas a Bancos c/ movimento Retirada de dinheiro do banco: Caixa a Bancos c/ movimento Pagamento de uma duplicata: Duplicatas a pagar a Caixa Compra de um veículo, à vista, pago com cheque: Veículos a Bancos c/ movimento

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Exercícios Propostos Faça os lançamentos de Diário, sem históricos, referente aos fatos abaixo: a) Subscrição do capital de uma sociedade. b) Integralização do capital em dinheiro. c) Aquisição de instalação a prazo. d) Depósito de dinheiro no banco. e) Compra de diversas mesas e cadeiras a prazo. f) Compra de mercadoria à vista, pagamento com cheque. g) Compra de uma máquina de escrever a prazo. h) Pagamento de conta do telefone com cheque. i) Retirada de dinheiro do banco. j) Compra de mercadorias a prazo. k) Pagamento de uma duplicata. l) Recebimento de uma duplicata.

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lição

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Atividade e Demonstração de Resultados do Exercício 2. Determinantes do Resultado da Atividade

Introdução Nesta lição estudaremos todas as atividades que afetam o patrimônio da empresa, veremos como as atividades da empresa podem resultar em lucro ou prejuízo e estudaremos a demonstração de resultados do exercício, que é de grande valia para a contabilidade da empresa.

1. Atividade A atividade da empresa é a forma pela qual ela pretende atuar no mercado, a fim de atender a alguma expectativa de seus clientes e da sociedade de um modo geral. Do ponto de vista contábil, é da atividade que resultam o lucro ou o prejuízo.

Os determinantes do lucro da atividade são compostos por três elementos: receitas, custos e despesas. 2.1 Receitas As receitas são divididas em dois tipos: as receitas de vendas e as receitas que não derivam das vendas. As receitas de vendas são todos os numerários que a empresa obtém pela venda de produtos ou serviços para seus clientes, sendo estes recebidos à vista ou a prazo. Este numerário é financeiro e sujeito a todos impostos implicantes na venda de bens e serviços.

1.1 Tipos de Atividades As atividades da empresa variam de acordo com o setor econômico no qual ela opera. As indústrias têm por característica a transformação de matéria-prima em produtos acabados. O comércio trabalha na compra e revenda de mercadorias prontas, as empresas prestadoras de serviços concedem aos seus clientes serviços de utilidade. As empresas agropecuárias trabalham na criação de bens derivados da agricultura e pecuária. Os bancos e financeiras trabalham no fomento de capital para pessoas e empresas.

As receitas também podem não derivar de vendas, sendo a receita mais comum a receita financeira, na qual a empresa obtém ganhos de juros com aplicações no mercado financeiro. Outro tipo de receita é obtido pela venda de ativos (imobilizado) da empresa; este tipo de receita é chamado de receita não operacional. 2.2 Custo O custo se refere única e exclusivamente ao custo de venda de um determinado pro-

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duto. É um dos numerários que deduz a receita para a formação do lucro da empresa. Exemplo: uma empresa comprou canetas para revenda que custaram R$ 1,50 e serão revendidas a R$ 2,00. Portanto, o custo é de R$ 1,50 e o preço de venda R$ 2,00. 2.3 Despesas As despesas são sacrifícios financeiros que a empresa faz para aumentar as receitas e manter a atividade da empresa. Podem ser divididas em operacionais e não operacionais. As despesas operacionais são derivadas da atividade da empresa e geralmente são gastos com funcionários, aluguel, água, luz, impostos, etc. Já as despesas não operacionais são gastos fora da atividade da empresa, por exemplo: o custo de manutenção de um terreno que a empresa não usa. 2.4 Resultado O resultado da atividade da empresa é obtido pelo confronto entre as receitas, custos e despesas. Se as receitas forem maiores que a soma do custo com a despesa, obtemos o lucro da atividade; caso contrário, se a despesa for maior que as receitas, a empresa terá prejuízo. No caso de igualdade teremos o equilíbrio.

3. Lançamentos de Receitas, Custos e Despesas O tratamento contábil que deveremos dar para as receitas, custos e despesas será o mesmo aplicado nas lições anteriores, mas devemos fazer ressalvas. Primeiramente, todas as receitas, custos e despesas são chamadas de contas de resultado e não figuram no balanço patrimonial, e sim na demonstração de resultados do exercício. A segunda ressalva é que, apesar dessas contas serem pertencentes à demonstração de resultados do exercício, os lucros da empresa afetam o balanço patrimonial, pois, como vimos an-

teriormente, o lucro da empresa é uma fonte de recursos do patrimônio líquido. Da mesma maneira que lançamos as contas do balanço patrimonial, o princípio será o mesmo para as contas de resultado, onde os lançamentos a débito significarão aplicação de recursos e a crédito origem de recursos. As receitas significam entrada de numerário para a empresa, por isso significam origens de capital. Já os custos e as despesas significam aplicações de capital. Assim, temos que os lançamentos em receitas são a crédito e os lançamentos em custo e despesa a débito. 3.1 Período Contábil e Regime de Competência O período contábil é dado para a verificação dos resultados da empresa. De modo geral, isso se deve ao princípio da continuidade visto na Lição 1, na qual dizia que a empresa é algo em andamento, sem um fim determinado. Para isso é importante determinarmos um período contábil para a apresentação dos resultados da atividade da empresa. Escolhese um período contábil determinado para a publicação dos resultados da empresa, que geralmente é de um ano, e muitas vezes correspondentes ao ano calendário. Para informações internas este período poderá ser mensal para o maior controle da empresa por parte de seus administradores. O regime de competência determina que as receitas ou despesas serão lançadas no período do seu fato gerador e não no período do seu recebimento ou pagamento. Por exemplo: se uma empresa vendeu mercadorias em 20 de dezembro do ano de 2007, para recebimento em 20 de janeiro de 2008, esta receita deverá ser lançada em 2007, pois a venda foi realizada em 2007.

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3.2 Exemplo de Lançamento de Receitas e Despesas Vejamos estes exemplos da Cia União: a) Venda de R$ 30.000,00 recebidos à vista b) Pagamento de despesa de aluguel R$ 10.000,00 em dinheiro c) Apropriação de despesa com funcionários a ser paga no próximo exercício R$ 15.000,00 d) Venda de R$ 20.000,00 a prazo. Partidas de Diário Caixa a Vendas

30.000,00

Despesa de Aluguel a Caixa

10.000,00

Despesa com Funcionários a Funcionários a Pagar

15.000,00

Duplicatas a Receber a Vendas

20.000,00

Caixa R$ 30.000,00

Vendas R$ 10.000

R$ 30.000,00

R$ 20.000,00

R$ 20.000,00 R$ 50.000,00

Despesa de Aluguel

Despesa com Funcionários

R$ 10.000,00

R$ 15.000,00

Funcionários a Pagar

Duplicatas a Receber

R$ 15.000,00

R$ 20.000,00

4. Apuração do Resultado do Exercício A apuração do resultado do exercício consiste em saber o valor do lucro ou prejuízo que a empresa obteve naquele período. O processo de apuração de resultado consiste em encerramento do exercício. Dá-se esse nome, pois encerraremos todas as contas de resultado, transportando-as para somente uma conta chamada de Resultado.

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Seguindo o exemplo anterior: Vendas a Resultado

50.000,00

Resultado a Diversos a Despesa de Aluguel a Despesa com Funcionários

10.000,00 15.000,00

Vendas

25.000,00

Despesa de Aluguel

R$ 30.000,00

R$ 10.000,00

R$ 20.000,00 R$ 50.000,00

R$ 10.000,00

R$ 50.000,00

Despesa com Funcionários

Resultado

R$ 15.000,00

R$ 10.000,00 R$ 15.000,00

R$ 15.000,00

R$ 50.000,00 R$ 25.000,00

Podemos dizer que a empresa obteve lucro de R$ 25.000,00 no período apurado. Este saldo da conta Resultado também deverá ser transferido para a conta de patrimônio líquido chamada Prejuízos Acumulados, em caso de prejuízo, ou Reserva de Lucros a Realizar, em caso de haver lucro. Resultado a Reserva de Lucro a Realizar Resultados

25.000,00

Reserva de Lucro a Realizar

R$ 10.000,00 R$ 15.000,00

R$ 25.000,00 R$ 50.000,00 R$ 25.000,00

R$ 25.000,00

5. Demonstração de Resultado do Exercício A demonstração de resultado do exercício é uma demonstração contábil que mostra dedutivamente a formação do lucro da empresa. É padronizada para todas as empresas, produzindo informações importantes para a sua gestão.

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Para o nosso exemplo, a demonstração de resultados do exercício ficaria assim: Vendas R$ 50.000,00 ( - ) Despesas Despesas com Aluguel R$ 10.000,00 Despesas com Funcionários R$ 15.000,00 (R$ 25.000,00) (=) Lucro Líquido do Exercício

R$ 25.000,00

Anotações e Dicas

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Exercícios Propostos 1 - O que é a atividade da empresa? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 2 - O que são receitas e quais são as mais comuns? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 3 - Diferencie custo e despesa. __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 4 - No que consiste a apuração de resultados do exercício? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________

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5 - Faça os lançamentos em diário (sem o histórico), os razonetes e apure o resultado para os lançamentos abaixo: a) Prestação de Serviços na ordem de R$ 12.000,00, recebidos à vista. b) Pagamento de despesas com mão-de-obra por R$ 7.000,00, à vista. c) Pagamento de despesas de água e luz por R$ 5.000,00, à vista. d) Prestação de Serviços de R$ 18.000,00, recebidos à vista. e) Pagamento de despesas com combustível por R$ 12.000,00.

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Exercícios Integrados - Lições 1 a 7 Caro aluno: Apresentamos um exercício integrado para você pôr em prática todo o conhecimento aprendido até este momento. A resposta geral deste exercício está no fim da apostila, mas se tiver dúvida você poderá consultar os professores. Cia. Paulista Lançamentos para o mês de janeiro de 2008 1 - Constituição da empresa por R$ 100.000,00, integralizados por R$ 30.000,00 em máquinas, R$ 40.000,00 em veículos e o restante em dinheiro. 2 - Abertura de conta corrente, depósito inicial de R$ 20.000,00 3 - Compra de materiais de consumo, em dinheiro, por R$ 1.000,00 4 - Compra de computadores por R$ 5.000,00, à vista e em cheque. 5 - Compra de imóvel por R$ 80.000,00, a prazo. 6 - Prestação de serviços no valor de R$ 20.000,00, recebido em cheque. 7 - Pagamento de despesas com funcionários, no valor de R$ 10.000,00, em cheque. 8 - Pagamento de despesas de água e luz, no valor de R$ 2.500,00 em cheque. 9 - Pagamento de parte da compra de imóvel, em cheque, por R$ 6.000,00. 10 - Pagamento de despesas financeiras de R$ 500,00 em cheque. Faça os lançamentos no livro diário, nos razonetes em “T”, apure o resultado do exercício, elabore o balanço patrimonial e a demonstração de resultados do exercício.

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lição

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Operações com Mercadorias Introdução Nesta lição, estudaremos as operações com mercadorias e demais eventos que afetam os valores de compra e venda, como fretes, seguros e devoluções.

1. Atividade Comercial Toda atividade comercial consiste na compra e venda de um bem, fabricação de determinado produto ou prestação de algum serviço a determinado cliente. Assim, independentemente do ramo de atividade da empresa e setor no qual opera (indústria, comércio ou prestação de serviços), existirá uma atividade comercial que será a fonte de recursos para a empresa.

2. Resultado com Mercadorias ou Lucro Bruto O resultado com mercadorias significa todo o ganho ou perda que a empresa teve durante determinado período com a compra e venda de mercadorias. É contabilmente chamado de lucro bruto e consiste no confronto entre as receitas de vendas diminuídas de suas deduções (cancelamentos, descontos e impostos sobre vendas) e o custo da mercadoria vendida (CMV). Esse lucro não leva em consideração demais despesas operacionais como aluguel, água e luz, juros, etc. O resultado com mercadorias é determinado pela fórmula: Resultado com Mercadorias = Vendas – Custo das Mercadorias Vendidas O resultado do exercício é obtido pela fórmula: Resultado do Exercício = Lucro Bruto + Outras Receitas – Demais Despesas

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3. Custo da Mercadoria Vendida (CMV) O Custo da Mercadoria Vendida é o custo de todas as unidades que foram vendidas, ou seja, se em determinado período uma empresa não vender nada, esse item não existirá. O CMV está intimamente ligado aos estoques da empresa, já que ela compra mercadorias e armazena em estoque, e sua saída gera dois registros: o primeiro pelo preço de venda e o segundo pelo preço de custo. Essa saída pelo preço de custo é o CMV. O cálculo do CMV depende de dois fatores: compras do período e avaliação de estoques. 3.1 Compras A compra de determinado produto é a peça chave da atividade comercial da empresa, pois é por meio dela que saberemos qual é o custo do produto, que servirá de base para o cálculo do preço de venda da mercadoria. Para tanto, é necessário sabermos alguns detalhes importantes sobre as atividades de compras, como fretes e seguros. 3.1.1 Frete e Seguro Atualmente, o frete representa uma parcela significativa dos custos de compras de mercadorias, por isso merece uma análise especial. Existem duas condições diferentes de compras: CIF e FOB. • CIF (Cost Insurance Freight): o custo do transporte é por conta do vendedor, até o destinatário. • FOB (Free On Board): o custo do transporte é por conta do comprador. Nesse caso, as condições de compra devem ser discriminadas na nota fiscal da empresa e cabe ao contador registrar as possíveis despesas com frete e seguro. Imaginemos a seguinte situação: Uma empresa que revende computadores comprou 10 máquinas pelo valor de R$ 12.500,00, a prazo. Na nota fiscal da mercadoria, a condição de venda era FOB, na qual o frete e seguro correspondiam a R$ 900,00 a serem pagos a prazo. Nessa empresa, a contabilização ficará da seguinte maneira:

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Lançamento da compra: Estoque a Duplicatas a pagar

R$ 12.500,00 (a)

Lançamento da despesa com frete: Despesa com Frete a Duplicatas a pagar

R$ 900,00 (b)

Razonetes: Duplicata a Pagar

Estoque

R$ 12.500,00 (a) R$

(a) R$ 12.500,00

900,00 (b)

Despesa com Frete (b) R$ 900,00

3.2 Avaliação de Estoques A avaliação de estoques consiste em determinar o valor de entrada de cada item estocado, bem como a sua saída para o CMV. Basicamente, existem dois métodos de avaliação de estoques: inventário periódico e inventário permanente. O inventário periódico consiste em fazer o controle de estoque no final de cada período, enquanto o inventário permanente faz o controle de estoque a cada entrada e saída, de maneira mais ativa. Ambos os métodos de avaliação de estoques resultarão no mesmo CMV, o que muda é a forma de contabilização. A seguir, veremos como contabilizar o estoque e o CMV para cada um dos métodos.

4. Contabilização pelo Inventário Periódico Vimos anteriormente que o inventário periódico possui apenas o controle físico da mercadoria no final de determinado período, e que o CMV está intimamente ligado aos estoques da empresa, sendo a sua saída o próprio CMV.

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No sistema de inventário periódico, o CMV poderá ser determinado da seguinte maneira: CMV = Estoque Inicial + Compras + Despesas de Fretes e Seguros – Estoque Final Devemos observar que o estoque final de um período será o estoque inicial do período seguinte, e assim sucessivamente. Exemplo: uma empresa possui R$ 80.000,00 de estoque no início do mês de maio do ano de X6. Durante este mês, foram realizadas compras de R$ 170.000,00 a prazo, sobrando estoque final de R$ 60.000,00. As vendas do mês totalizaram R$ 230.000,00 a prazo. As despesas com frete sobre as compras alcançaram R$ 3.000,00, pagos a prazo. Assim, podemos contabilizar o CMV da seguinte maneira: 1º Passo: O estoque inicial já existe na empresa e já está contabilizado: Estoque R$ 80.000,00

2° Passo: Registro das compras do período em uma conta transitória, chamada “Compras”. E o registro do frete a ser pago. Diário (2a)

Compras a Duplicatas a Pagar

R$ 170.000,00

(2b)

Despesa com Frete a Duplicatas a Pagar

R$ 3.000,00

Neste momento, teremos os seguintes razonetes:

Compras

Duplicatas a Pagar

(2a) R$ 170.000,00

R$ 170.000,00 (2a) R$ 3.000,00 (2b)

Estoque R$ 80.000,00

Despesa com Frete (2b) R$ 3.000,00

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3° Passo: Registro das Vendas Diário (3a)

Duplicatas a Receber a Receita de Vendas

R$ 230.000,00

Razonetes Compras

Duplicatas a Pagar

(2a) R$ 170.000,00

R$ 170.000,00 (2a) R$ 3.000,00 (2b)

Estoque

Despesa com Frete

R$ 80.000,00

(2b) R$ 3.000,00

Receita de Vendas

Duplicatas a Receber

R$ 230.000,00 (3a)

(3a) R$ 230.000,00

4° Passo: Contabilização do CMV Nesta etapa, vamos transferir o saldo das compras, estoque inicial e as despesas com frete, para a conta CMV. Reconheceremos também o saldo final de estoque. Diário (4a)

CMV a Compras R$ 170.000,00 Transferência das compras para o CMV

(4b)

CMV a Estoque R$ 80.000,00 Transferência do estoque inicial para o CMV

(4c)

CMV a Despesa com Frete R$ 3.000,00 Transferência da Despesa com Frete para o CMV

(4d)

Estoque a CMV R$ 60.000,00 Reconhecimento do estoque final, diminuindo do CMV 006G/89

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Razonetes Compras

Duplicatas a Pagar

(2a) R$ 170.000,00

R$ 170.000,00 (2a) R$ 170.000,00 (4a)

R$ 3.000,00 (2b)

Estoque

Despesa com Frete

R$ 80.000,00

(2b) R$ 3.000,00

(4a) R$ 60.000,00

R$ 80.000,00 (4b)

R$ 3.000,00 (4c)

Receita de Vendas

Duplicatas a Receber

R$ 230.000,00 (3a)

(3a) R$ 230.000,00

CMV (4a) R$ 170.000,00 (4b) R$ 80.000,00 (4c) R$

3.000,00

R$ 253.000,00

R$ 60.000,00 (4d) R$ 60.000,00

R$ 193.000,00

Dessa maneira, conseguimos calcular o CMV no razonete. 5º Passo: Contabilização do Resultado com Mercadorias Este passo significará a transferência das receitas de vendas e o CMV para a conta de Resultado com Mercadorias Diário (a) (b)

Resultado com Mercadorias a CMV

R$ 193.000,00

Receita de Vendas a Resultado com Mercadorias R$ 230.000,00 O lucro do período com mercadorias foi de R$ 37.000,00.

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Compras

Duplicatas a Pagar

(2a) R$ 170.000,00

R$ 170.000,00 (2a) R$ 170.000,00 (4a)

R$ 3.000,00 (2b)

Estoque

Despesa com Frete

R$ 80.000,00

(2b) R$ 3.000,00 R$ 80.000,00 (4b)

R$ 3.000,00 (4c)

(4d) R$ 60.000,00 Receita de Vendas

Duplicatas a Receber

R$ 230.000,00 (3a)

(3a) R$ 230.000,00

(5b) R$ 230.000,00 CMV

Resultado com Mercadorias

(4a) R$ 170.000,00

(5a) R$ 193.000,00

(4b) R$ 80.000,00 (4c) R$

3.000,00

R$ 253.000,00

R$ 230.000,00 (5b) R$ 37.000,00

R$ 60.000,00 (4d) R$ 60.000,00

R$ 193.000,00 R$ 193.000,00 (5a)

A Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) é a seguinte: Receita de Vendas R$ 230.000,00 ( - ) Custo da Mercadoria Vendida Estoque Inicial R$ 80.000,00 + Compras R$ 170.000,00 + Frete R$ 3.000,00 - Estoque Final (R$ 60.000,00) (R$ 193.000,00) ( = ) Resultado com Mercadorias ou Lucro Bruto R$ 37.000,00

5. Contabilização pelo Inventário Permanente A contabilização pelo inventário permanente difere do inventário periódico pelo grau de controle das entradas e saídas de mercadorias. No inventário permanente, a cada compra ou venda de mercadoria são feitos registros no estoque. Há também a necessidade de controle por meio da ficha de estoque, onde encontram-se as entradas e saídas de mercadorias e o saldo resultante. 006G/91

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Data

Quantidade

Entrada

Saída

Valor Unitário

Valor Unitário

Total

Quantidade

Saldo Saldo

01/02 02/02 04/02

8 8

R$ 150,00

R$ 120,00

R$ 960,00

R$ 1.200,00

Quantidade

Valor Unitário

12

R$ 120,00

R$ 1.440,00

4

R$ 120,00

R$ 480,00

4

R$ 120,00

R$ 480,00

8

R$ 150,00

R$ 1.200,00

Existem três métodos diferentes de avaliação de estoques: PEPS, UEPS e Média Ponderada Móvel (MPM). A seguir, estudaremos cada um deles. 5.1 PEPS ou FIFO Neste critério de avaliação, a saída do estoque de mercadorias será dada pela mercadoria mais antiga que entrou na empresa, ou seja, à medida que as vendas ocorrem, as saídas são dadas pelas mercadorias que entraram primeiro. PEPS – Primeiro que Entra, Primeiro que Sai ou, em Inglês, FIFO – First In, First Out Exemplo: uma empresa que comercializa bicicletas possui, em fevereiro de 2008, estoque inicial de 12 unidades iguais, adquiridas por R$ 120,00 cada, perfazendo num total de R$ 1.440,00. Durante o mês de fevereiro, ocorreram as seguintes operações de compra e venda de mercadorias: 02/02/2008 - Venda de 8 unidades a R$ 230,00 cada, recebidos à vista. 04/02/2008 - Compra de 8 unidades a R$ 150,00 cada, pagos à vista, com frete incluso. 06/02/2008 - Compra de 8 unidades a R$ 180,00 cada, pagos à vista, com frete incluso. 10/02/2008 - Venda de 10 unidades a R$ 250,00 cada, recebidos à vista. 12/02/2008 - Venda de 6 unidades a R$ 250,00 cada, recebidos à vista. Utilizando o método PEPS, podemos contabilizar a movimentação de estoques por meio da ficha de estoque, que será dividida em três colunas: entradas, saídas e saldo.

006G/92

Saldo

Instituto Monitor

Data

Quantidade

Entrada

Saída

Valor Unitário

Valor Unitário

Total

Quantidade

Saldo Saldo

Quantidade

Valor Unitário

Saldo

12

R$ 120,00

R$ 1.440,00

4

R$ 120,00

R$

480,00

4

R$ 120,00

R$

480,00

8

R$ 150,00

R$ 1.200,00

4

R$ 120,00

R$

8

R$ 150,00

R$ 1.200,00

8

R$ 180,00

R$ 1.440,00

01/02 02/02 04/02

06/02

8 8

R$ 150,00

8

R$ 180,00

960,00

R$ 1.440,00

12/02 16

R$

R$ 1.200,00

10/02

Soma

R$ 120,00

R$ 2.640,00

4

R$ 120,00

R$

480,00

2

R$ 150,00

R$

6

R$ 150,00

R$

900,00

8

R$ 180,00

R$ 1.440,00

2

R$ 150,00

R$

300,00

4

R$ 180,00

R$

720,00

4

R$ 180,00

R$

720,00 4

R$ 180,00

R$

720,00

24

R$ 3.360,00

Podemos observar que a cada saída de mercadorias, o lançamento na ficha de estoque foi feito pela primeira mercadoria que entrou para a empresa, seguindo o método PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai). Cabe observar que o valor total de saídas será o CMV, que nesse caso é de R$ 3.360,00; e o saldo final de estoque será a última linha, que nesse caso é de R$ 720,00. Nesse critério, o CMV será baseado nas compras mais antigas e o estoque final nas compras mais novas. Para entendermos melhor, procederemos à contabilização desses eventos. Diário 02/02 Caixa a Vendas

R$ 1.840,00 (a)

Custo das Mercadorias Vendidas a Estoque R$ 960,00

(a1)

04/02 Estoque a Caixa

R$ 1.200,00 (b)

06/02 Estoque a Caixa

R$ 1.440,00 (c)

10/02 Caixa a Vendas

R$ 2.500,00 (d)



Custo das Mercadorias Vendidas a Estoque R$ 1.380,00 (d1)

12/02 Caixa a Vendas

480,00

R$ 1.500,00 (e)

Custo das Mercadorias Vendidas a Estoque R$ 1.020,00 (e1) 006G/93

300,00

Instituto Monitor

Razonetes Caixa

Vendas

(a) R$ 1.840,00

R$ 1.200,00 (b)

R$ 1.840,00 (a)

(d) R$ 2.500,00

R$ 1.440,00 (c)

R$ 2.500,00 (d)

(e) R$ 1.500,00

R$ 1.500,00 (e)

Estoque (S1) R$ 1.440,00

R$

Custo das Mercadorias Vendidas 960,00 (a1)

(a1)

R$ 960,00

(b) R$ 1.200,00

R$ 1.380,00 (d1)

(d1) R$ 1.380,00

(c) R$ 1.440,00

R$ 1.020,00 (e1)

(e1) R$ 1.020,00

Após estes lançamentos, podemos encerrar o resultado do período. (A) Vendas a Resultado R$ 5.840,00 (B)

Resultado a Custo das Mercadorias Vendidas

R$ 3.360,00

Caixa

Vendas

(a) R$ 1.840,00

R$ 1.200,00 (b)

R$ 1.840,00 (a)

(d) R$ 2.500,00

R$ 1.440,00 (c)

R$ 2.500,00 (d)

(e) R$ 1.500,00 R$ 5.840,00

R$ 1.500,00 (e) R$ 2.640,00

R$ 5.840,00

R$ 3.200,00

(A) R$ 5.840,00

Estoque (S1) R$ 1.440,00

R$

Custo das Mercadorias Vendidas 960,00 (a1)

(a1)

R$ 960,00

(b) R$ 1.200,00

R$ 1.380,00 (d1)

(d1) R$ 1.380,00

(c) R$ 1.440,00

R$ 1.020,00 (e1)

(e1) R$ 1.020,00

R$ 4.080,00

R$ 3.360,00

R$ 3.360,00

R$ 720,00

R$ 3.360,00 (B)

Resultado (B) R$ 3.360,00

R$ 5.840,00 (A) R$ 2.480,00

006G/94

Instituto Monitor

5.2 UEPS ou LIFO O método de avaliação UEPS segue de maneira contrária ao método PEPS, ou seja, no método UEPS, a última mercadoria que entra é a primeira a sair. UEPS – Última que Entra, Primeira que Sai ou, em Inglês, LIFO – Last In, First Out As fichas de estoque e os procedimentos de lançamentos são os mesmos, mudando somente sua sistemática. Para exemplificarmos, adotaremos o mesmo exemplo para o método UEPS: Uma empresa que comercializa bicicletas possui, em fevereiro de 2008, estoque inicial de 12 unidades iguais, adquiridas por R$ 120,00 cada, perfazendo num total de R$ 1.440,00. Durante o mês de fevereiro ocorreram as seguintes operações de compra e venda de mercadorias: 02/02/2008 - Venda de 8 unidades a R$ 230,00 cada, recebidos à vista. 04/02/2008 - Compra de 8 unidades a R$ 150,00 cada, pagos à vista, com frete incluso. 06/02/2008 - Compra de 8 unidades a R$ 180,00 cada, pagos à vista, com frete incluso. 10/02/2008 - Venda de 10 unidades a R$ 250,00 cada, recebidos à vista. 12/02/2008 - Venda de 6 unidades a R$ 250,00 cada, recebidos à vista.

Data

Quantidade

Entrada

Saída

Valor Unitário

Valor Unitário

Total

Quantidade

Saldo Saldo

01/02 02/02 04/02

06/02

8 8

8

R$ 150,00

R$ 180,00

R$ 1.440,00

12/02 16

R$ 960,00

R$ 1.200,00

10/02

Soma

R$ 120,00

R$ 2.640,00

Quantidade

Valor Unitário

12

R$ 120,00

R$ 1.440,00

4

R$ 120,00

R$

480,00

4

R$ 120,00

R$

480,00

8

R$ 150,00

R$ 1.200,00

4

R$ 120,00

R$

8

R$ 150,00

R$ 1.200,00

8

R$ 180,00

R$ 1.440,00

Saldo

480,00

8

R$ 180,00

R$ 1.440,00

4

R$ 120,00

R$

480,00

2

R$ 150,00

R$ 300,00

6

R$ 150,00

R$

900,00

6

R$ 150,00

R$ 900,00

4

R$ 120,00

R$

480,00

R$ 3.600,00

4

R$ 120,00

R$

480,00

24

006G/95

Instituto Monitor

No método UEPS, o CMV do período é de R$ 3.600,00, enquanto o valor do estoque de mercadorias é de R$ 480,00. Neste critério, o CMV será baseado nas compras mais novas e o estoque nas compras mais antigas. Vamos proceder à contabilização para este método: Diário 02/02 Caixa a Vendas

R$ 1.840,00 (a)

Custo das Mercadorias Vendidas a Estoque R$ 960,00

(a1)

04/02 Estoque a Caixa

R$ 1.200,00 (b)

06/02 Estoque a Caixa

R$ 1.440,00 (c)

10/02 Caixa a Vendas

R$ 2.500,00 (d)



Custo das Mercadorias Vendidas a Estoque R$ 1.740,00 (d1)

12/02 Caixa a Vendas R$ 1.500,00 (e) Custo das Mercadorias Vendidas a Estoque R$ 900,00 (e1) Razonetes Caixa

Vendas

(a) R$ 1.840,00

R$ 1.200,00 (b)

R$ 1.840,00 (a)

(d) R$ 2.500,00

R$ 1.440,00 (c)

R$ 2.500,00 (d)

(e) R$ 1.500,00

R$ 1.500,00 (e)

Estoque (S1) R$ 1.440,00

R$

Custo das Mercadorias Vendidas 960,00 (a1)

(a1)

R$ 960,00

(b) R$ 1.200,00

R$ 1.740,00 (d1)

(d1) R$ 1.740,00

(c) R$ 1.440,00

R$

(e1) R$

900,00 (e1)

006G/96

900,00

Instituto Monitor

Após estes lançamentos, podemos encerrar o resultado do período. (A) Vendas a Resultado R$ 5.840,00 (B)

Resultado a Custo das Mercadorias Vendidas

R$ 3.600,00

Caixa

Vendas

(a) R$ 1.840,00

R$ 1.200,00 (b)

R$ 1.840,00 (a)

(d) R$ 2.500,00

R$ 1.440,00 (c)

R$ 2.500,00 (d)

(e) R$ 1.500,00 R$ 5.840,00

R$ 1.500,00 (e) R$ 2.640,00

R$ 3.200,00

R$ 5.840,00 (A) R$ 5.840,00

Estoque

Custo das Mercadorias Vendidas

(S1) R$ 1.440,00

R$

(b) R$ 1.200,00

R$ 1.740,00 (d1)

(d1) R$ 1.740,00

(c) R$ 1.440,00

R$

(e1) R$

R$ 4.080,00

960,00 (a1) 900,00 (e1)

(a1)

R$ 3.600,00

R$ 960,00 900,00

R$ 3.600,00

R$ 480,00

R$ 3.600,00 (B)

Resultado (B) R$ 3.600,00

R$ 5.840,00 (A) R$ 2.240,00

5.3 Média Ponderada Móvel A Média Ponderada Móvel é um sistema bastante utilizado por sua lógica em evitar o controle de estoques por lotes de preço e tratar o estoque existente com uma média, a qual vai se alterando à medida que novas compras são realizadas. Usaremos este método utilizando o mesmo exemplo do PEPS e UEPS. Uma empresa que comercializa bicicletas possui, em fevereiro de 2008, estoque inicial de 12 unidades iguais, adquiridas por R$ 120,00 cada, perfazendo um total de R$ 1.440,00. Durante o mês de fevereiro ocorreram as seguintes operações de compra e venda de mercadorias: 006G/97

Instituto Monitor

02/02/2008 - Venda de 8 unidades a R$ 230,00 cada, recebidos à vista. 04/02/2008 - Compra de 8 unidades a R$ 150,00 cada, pagos à vista, com frete incluso. 06/02/2008 - Compra de 8 unidades a R$ 180,00 cada, pagos à vista, com frete incluso. 10/02/2008 - Venda de 10 unidades a R$ 250,00 cada, recebidos à vista. 12/02/2008 - Venda de 6 unidades a R$ 250,00 cada, recebidos à vista. Data

Quantidade

Entrada

Saída

Valor Unitário

Valor Unitário

Total

Quantidade

Saldo Saldo

Quantidade

Valor Unitário

Saldo

12

R$ 120,00

R$ 1.440,00

4

R$ 120,00

R$ 480,00

4

R$ 120,00

R$ 480,00

01/02 02/02 04/02

06/02

8 8

R$ 150,00

8

R$ 180,00

R$ 1.440,00

12/02 16

R$ 960,00

R$ 1.200,00

10/02

Soma

R$ 120,00

R$ 2.640,00

8

R$ 150,00

R$ 1.200,00

12

R$ 140,00

R$ 1.680,00

12

R$ 140,00

R$ 1.680,00

8

R$ 180,00

R$ 1.440,00

20

R$ 156,00

R$ 3.120,00

10

R$ 156,00

R$ 1.560,00

10

R$ 156,00

R$ 1.560,00

6

R$ 156,00

R$ 936,00

4

R$ 156,00

R$ 624,00

R$ 3.456,00

4

R$ 156,00

R$ 624,00

24

No método da média ponderada móvel, o CMV do período é de R$ 3.456,00, enquanto o valor do estoque de mercadorias alcançará o valor de R$ 624,00. Neste critério, o CMV e o estoque final apresentarão valores entre os apresentados pelo método PEPS e UEPS. Vamos proceder à contabilização para este método: Diário 02/02 Caixa a Vendas

R$ 1.840,00 (a)

Custo das Mercadorias Vendidas a Estoque R$ 960,00

04/02 Estoque a Caixa

(a1)

R$ 1.200,00 (b)

006G/98

Instituto Monitor

06/02 Estoque a Caixa

R$ 1.440,00 (c)

10/02 Caixa a Vendas

R$ 2.500,00 (d)



Custo das Mercadorias Vendidas a Estoque R$ 1.560,00 (d1)

12/02 Caixa a Vendas R$ 1.500,00 (e) Custo das Mercadorias Vendidas a Estoque R$ 936,00 (e1) Razonetes Caixa

Vendas

(a) R$ 1.840,00

R$ 1.200,00 (b)

R$ 1.840,00 (a)

(d) R$ 2.500,00

R$ 1.440,00 (c)

R$ 2.500,00 (d)

(e) R$ 1.500,00

R$ 1.500,00 (e)

Estoque (S1) R$ 1.440,00

R$

Custo das Mercadorias Vendidas 960,00 (a1)

(a1)

R$ 960,00

(b) R$ 1.200,00

R$ 1.560,00 (d1)

(d1) R$ 1.560,00

(c) R$ 1.440,00

R$

(e1) R$

936,00 (e1)

936,00

Após estes lançamentos, podemos encerrar o resultado do período. (A) Vendas a Resultado R$ 5.840,00 (B)

Resultado a Custo das Mercadorias Vendidas

006G/99

R$ 3.456,00

Instituto Monitor

Caixa

Vendas

(a) R$ 1.840,00

R$ 1.200,00 (b)

R$ 1.840,00 (a)

(d) R$ 2.500,00

R$ 1.440,00 (c)

R$ 2.500,00 (d)

(e) R$ 1.500,00 R$ 5.840,00

R$ 1.500,00 (e) R$ 2.640,00

R$ 5.840,00

R$ 3.200,00

(A) R$ 5.840,00

Estoque (S1) R$ 1.440,00

R$

Custo das Mercadorias Vendidas 960,00 (a1)

(a1)

R$ 960,00

(b) R$ 1.200,00

R$ 1.560,00 (d1)

(d1) R$ 1.560,00

(c) R$ 1.440,00

R$

(e1) R$

R$ 4.080,00

936,00 (e1)

R$ 3.456,00

936,00

R$ 3.456,00

R$ 480,00

R$ 3.456,00 (B)

Resultado (B) R$ 3.456,00

R$ 5.840,00 (A) R$ 2.384,00

5.4 Comparação Entre os Métodos Os três métodos estudados anteriormente apresentaram resultados diferentes para o cálculo do CMV e conseqüentemente para o lucro bruto. Mas a pergunta é: qual método usar? Qual é o mais correto? O método PEPS entende que a mercadoria mais antiga será a primeira a ser vendida e, no caso de um aumento generalizado de preços, os estoques de mercadorias ficariam com valores atualizados, porém, o CMV apresentaria valores abaixo do mercado. Já no método UEPS ocorre o contrário, as saídas de mercadorias são dadas pelas últimas aquisições e, assim, o estoque de mercadorias ficaria desatualizado; em compensação, o CMV refletiria o real custo de compra. Já a Média Ponderada Móvel apresenta um valor de estoque médio e o CMV médio. Esse método, na prática, é de difícil realização, pois requer um esforço muito grande no reconhecimento de lotes de compras para encontrar o preço médio.

006G/100

Instituto Monitor

O fisco brasileiro permite o uso do método PEPS em toda sua extensão e a Média Ponderada Móvel, no caso de apuração a cada 30 dias. Entretanto, uma consideração deve ser feita: no caso de estabilidade de preços, qualquer método empregado terá resultado igual. Talvez essa discussão tenha maior repercussão em momentos turbulentos da economia, quando existem aumentos constantes de preços.

No caso de inventário periódico, essas devoluções e abatimentos deverão ser lançados no valor de compras do período, somente no caso de contabilização pelo inventario periódico. Devolução de Compras a Compras

6. Devoluções e Abatimentos As devoluções de mercadorias ocorrem no momento da chegada de um pedido em que o comprador verifica que algo não está de acordo. A quantidade pedida é diferente da recebida, ou há avaria no produto ou o preço cobrado na nota fiscal está diferente do preço negociado no pedido, etc. Nesses casos o comprador pode: devolver o pedido ou receber abatimento do vendedor. Para ambos os casos, necessita de contabilização diferenciada. 6.1 Contabilização de Devoluções e Abatimentos para o Comprador

Abatimento sobre Compras a Compras Já no caso de avaliação por inventário permanente, alteraremos o valor do estoque da seguinte maneira: Devolução de Compras a Estoque Abatimento de Compras a Estoque 6.2 Contabilização de Devoluções e Abatimentos para o Vendedor

Primeiramente devemos entender que, ao devolver um produto, alteramos a quantidade de mercadoria existente em estoque e, ao receber um abatimento, alteramos o preço da mercadoria. Os lançamentos assim ficarão:

Devolução de Mercadorias

No final de cada período, devemos reconhecer esses abatimentos e devoluções no estoque da empresa. Este reconhecimento dependerá da forma de avaliação de estoques.

No caso de a empresa estar vendendo um produto e recebê-lo de volta ou conceder um abatimento a um cliente, os lançamentos modificarão o saldo de vendas e os valores a receber, mas não alterarão o CMV do período, somente no caso de contabilização pelo inventário periódico.

Caixa (ou Fornecedores) a Devolução de Compras

Contabilização:

Abatimento

No caso de devolução

Caixa (ou Fornecedores) a Abatimento sobre Compras

Devolução de Vendas a Caixa (ou Duplicatas a Receber)

006G/101

Instituto Monitor

No caso de Abatimento Abatimento de Vendas a Caixa (ou Duplicatas a Receber) Essas contas de devoluções e abatimentos deverão, ao final de cada período, ser lançadas nas Vendas do período: Vendas a Devoluções de Vendas Vendas a Abatimento de Vendas É importante o uso de contas específicas para cada evento, principalmente para controle de todos os valores. Apresentaremos exemplos numéricos ao final da lição.

7. Descontos Financeiros Os descontos financeiros diferem dos abatimentos, pois são descontos oferecidos pelo vendedor, em muitos casos, pela antecipação de pagamentos. Exemplo: uma empresa compra para pagamento em 30 dias; se ela antecipar esse pagamento para 15 dias, receberá X% de desconto no valor da nota. Assim, a contabilização ficará da seguinte maneira:

Para o Vendedor Descontos Financeiros Concedidos Caixa a Duplicatas a Receber

Para o Comprador Duplicatas a Pagar a Caixa a Descontos Financeiros Obtidos No final do período esses descontos deverão ser lançados diretamente no resultado do período. Note que nesse caso não houve operação com mercadorias e sim antecipação de pagamentos.

8. Frete e Seguros sobre a Venda No início da lição, colocamos o frete como parte inclusa do custo da mercadoria, ou seja, verificamos o frete sobre as compras. No caso de a empresa pagar frete para a entrega de algum produto, o lançamento ficará assim: 006G/102

Instituto Monitor

Despesa com Frete a Caixa (ou Duplicatas a Pagar) Neste caso não haverá alteração no custo, pois o frete é sobre as vendas, mas vale a regra da condição de compra e venda (CIF e FOB).

9. Exemplos Resolvidos Nesta seção apresentaremos dois exemplos resolvidos, envolvendo todos os eventos estudados na lição. Apresentaremos ainda alguns itens envolvendo a lição anterior. Sendo assim, esses exemplos são de grande valia para seus estudos e vida profissional. 9.1 Cia. Farjala Esta companhia foi constituída por dois sócios, em 01/02/2008, sua atividade é a compra e venda de motores para piscinas e os eventos para o mês de fevereiro são: A) 01/02 Constituição da empresa com capital social no valor de R$ 40.000,00, sendo R$ 20.000,00 integralizados em dinheiro e o restante em mercadorias. B) 02/02 Aluguel de salão comercial, no valor de R$ 2.500,00, pagos em dinheiro. C) 03/02 Compra de computadores, a prazo, financiado a ser pago em 12 vezes de R$ 800,00, sendo o primeiro pagamento no ato da compra. D) 04/02 Abertura de conta corrente, com depósito inicial de R$ 12.000,00. E) 05/02 Venda de motores, no valor de R$ 15.000,00, sendo o recebimento a prazo. F) 06/02 Compra de motores, no valor de R$ 7.000,00, mais o frete de R$ 500,00 a ser pagos a prazo. G) 09/02 Devolução de um motor vendido em 05/02, por estar em desacordo com o pedido. O valor do motor é de R$ 600,00. H) 12/02 A empresa obteve abatimento da compra de 06/02, no valor de R$ 300,00. I) 15/02 Recebimento de parte das vendas efetuadas em 05/02, no valor de R$ 6.000,00. A empresa concedeu desconto financeiro de 2% do valor da duplicata.

006G/103

Instituto Monitor

J) 18/02 Venda de motores no valor de R$ 6.000,00, a  prazo, sendo gastos R$ 200,00 com frete por conta da empresa; o pagamento foi feito em dinheiro. K) 20/02 Abatimento concedido à venda de 18/02, no valor de R$ 300,00. L) 25/02 Compra de motores no valor de R$ 12.000,00, sendo o pagamento a prazo. O frete correu por conta do fornecedor. M) 26/02 Devolução de um motor comprado em 25/02, por estar com defeito, no valor de R$ 500,00. N) 27/02 Pagamento em cheque da compra feita em 06/02, com desconto financeiro de 5% sobre o valor da compra. O) 28/02 Despesa com funcionários do mês, sendo o pagamento feito em transferência bancária, no valor de R$ 4.000,00. Estoque Final de Produtos foi apurado no valor de R$ 20.000,00. Vamos elaborar os lançamentos em diário e o razão, e o balanço patrimonial e a demonstração de resultados do exercício. Lançamentos do mês de fevereiro: Diário A)

Diversos a Capital Social Caixa Estoque

R$ 20.000,00 R$ 20.000,00 R$ 40.000,00

B)

Despesa com Aluguel a Caixa

R$ 2.500,00

C)

Base de Cálculo: 12 parcelas de R$ 800,00 = R$ 9.600,00 Primeira parcela paga no ato da compra (R$ 9.600,00 – R$ 800,00) = R$ 8.800,00 Máquinas e Equipamentos a Diversos a Caixa R$ 800,00 a Duplicatas a Pagar R$ 8.800,00 R$ 9.600,00

D)

Banco conta Movimento a Caixa

R$ 12.000,00

006G/104

Instituto Monitor

E)

Duplicatas a Receber a Vendas

R$ 15.000,00

F)

Diversos a Duplicatas a Pagar Compras Fretes sobre Compras

R$ 7.000,00 R$ 500,00 R$ 7.500,00

G)

Devoluções de Vendas a Duplicatas a Receber

R$ 600,00

H)

Duplicatas a Pagar a Abatimento sobre Compras

R$ 300,00

I)

Valor da Duplicata: R$ 6.000,00 Valor do Desconto: 2% (R$ 6.000,00 x 2%) = R$ 120,00

J)

Diversos a Duplicatas a Receber Banco conta Movimento Desconto Financeiro Concedido Duplicatas a Receber a Vendas



Frete sobre Vendas a Caixa

K)

Abatimento sobre Vendas a Duplicatas a Receber R$ 300,00

L)

Compras a Duplicatas a Pagar

R$ 12.000,00

M)

Duplicatas a Pagar a Devolução de Compras

R$ 500,00

N)

Duplicatas a Pagar a Diversos a Banco conta Movimento R$ 7.125,00 a Desconto Financeiro Obtido R$ 375,00 R$ 7.500,00

O)

Despesa com Funcionários a Banco conta Movimento R$ 4.000,00

R$ 5.880,00 R$ 120,00 R$ 6.000,00 R$ 6.000,00 R$ 200,00

006G/105

Instituto Monitor

Apuração do CMV P)

CMV a Diversos a Estoque a Compras

R$ 20.000,00 R$ 19.000,00 R$ 39.000,00

Q)

Diversos a CMV Devoluções sobre Compras R$ 500,00 Abatimento sobre Compras R$ 300,00

R)

CMV a Frete sobre Compras

R$ 500,00

S)

Estoque a CMV

R$ 20.000,00

R$ 800,00

Encerramento do Exercício: 1)

Resultado com Mercadorias a CMV R$ 18.700,00

2)

Vendas a Resultado com Mercadorias

3)

Resultado com Mercadorias a Diversos a Devoluções de Vendas R$ 600,00 a Abatimento de Vendas R$ 300,00

R$ 900,00

4)

Resultado a Diversos a Descontos Financeiros Concedidos a Despesa de Aluguel a Despesa com Funcionários a Frete sobre Vendas

R$ 6.820,00

5)

Diversos a Resultado Desconto Financeiro Obtido Resultado com Mercadorias

6)

Lucro/Prejuízo Acumulado a Resultado R$ 5.045,00

R$ 21.000,00

R$ 120,00 R$ 2.500,00 R$ 4.000,00 R$ 200,00

R$ 375,00 R$ 1.200,00 1.575,00

006G/106

Instituto Monitor Capital Social

Caixa

R$ 40.000,00 (a

a) R $20.000,00

R$ 2.500,00 (b R$ 800,00 (c R$ 12.000,00 (d R$ 200,00 (j

R$ 20.000,00

R$ 15.500,00

R$ 4.500,00 Estoque

Despesa com Aluguel

a) R$ 20.000,00

b) R$ 2.500,00

R$ 2.500,00 (4

R$ 20.000,00 (p s) R$ 20.000,00

Máquinas e Equipamentos

Duplicatas a Pagar

c) R$ 9.600,00

h) R$

300,00

R$ 8.800,00 (c

n) R$ 7.500,00

R$ 7.500,00 (f

m) R$

500,00

R$ 12.000,00 (l

R$ 8.300,00

R$ 28.300,00 R$ 20.000,00

Banco conta Movimento

Vendas

d) R$ 12.000,00

R$ 7.125,00 (n

R$ 15.000,00 (e

i) R$

R$ 4.000,00 (o

R$ 6.000,00 (j

5.880,00

R$ 17.880,00

R$ 11.125,00

2) R$ 21.000,00

R$ 6.755,00

Duplicatas a Receber e) R$ 15.000,00 j) R$

6.000,00

R$ 600,00 (g R$ 6.000,00 (i R$ 300,00 (k

R$ 21.100,00

R$ 6.900,00

R$ 14.100,00

006G/107

R$ 21.000,00

Instituto Monitor Compras

Frete sobre Compras

f) R$ 7.000,00

f) R$ 500,00

R$ 500,00 (r

l) R$ 12.000,00 R$ 19.000,00

R$ 19.000,00 (p

Devolução de Vendas g) R$ 600,00

Abatimento sobre Compras

R$ 600,00 (3

q) R$ 300,00

Desconto Financeiro Concedido i) R$ 120,00

Frete sobre Vendas

R$ 120,00 (4

j) R$ 200,00

Desconto Financeiro Obtido 5) R$ 375,00

R$ 200,00 (3

Abatimento sobre Vendas

R$ 375,00 (n

k) R$ 300,00

Devolução de Compras q) R$ 500,00

R$ 300,00 (h

R$ 300,00 (3

Despesa com Funcionários

R$ 500,00 (m

o) R$ 4.000,00

CMV

R$ 4.000,00 (4

Resultado com Mercadorias

p) R$ 20.000,00

R$ 800,00 (q

p) R$ 19.000,00

R$ 20.000,00 (s

1) R$ 18.700,00 3) R$

R$ 21.000,00 (2

900,00

r) R$ 500,00 R$ 39.500,00

R$ 20.800,00

R$ 18.700,00

R$ 18.700,00 (1

R$ 19.600,00 5) R$

Resultado

1.400,00

R$ 21.000,00 R$ 1.200,00

Lucro/Prejuízo Acumulado

4) R$ 6.820,00

R$ 1.775,00 (5

R$ 5.045,00

R$ 5.045,00 (6

6) R$ 5.045,00

006G/108

Instituto Monitor

Balancete de Verificação Antes da Apuração de Resultado Conta

Débito

Capital Social

Crédito R$ 40.000,00

Caixa

R$ 4.500,00

Estoques

R$ 20.000,00

Duplicatas a Pagar

R$ 20.000,00

Duplicatas a Receber

R$ 14.100,00

Máquinas e Equipamentos

R$ 9.600,00

Banco conta Movimento

R$ 6.755,00

Descontos Financeiros Obtidos

R$ 375,00

Descontos Financeiros Concedidos

R$ 120,00

Despesa com Aluguel

R$ 2.500,00

Despesa com Funcionários

R$ 4.000,00

Vendas

R$ 21.000,00

Devoluções de Vendas

R$ 600,00

Abatimento sobre Vendas

R$ 300,00

Frete sobre Vendas

R$ 200,00

CMV

R$ 18.700,00

Total

R$ 81.375,00

R$ 81.375,00

Balancete de Verificação Conta

Débito

Capital Social Caixa Estoques

R$ 40.000,00 R$ 4.500,00 R$ 20.000,00

Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber

R$ 20.000,00 R$ 14.100,00

Máquinas e Equipamentos

R$ 9.600,00

Banco conta Movimento

R$ 6.755,00

Lucro/Prejuízo Acumulado

R$ 5.045,00

Total

Crédito

R$ 60.000,00

006G/109

R$ 60.000,00

Instituto Monitor

Demonstração de Resultados Demonstração de Resultados do Exercício – Cia. Farjala Fev/08 Vendas

R$ 21.000,00)

(-) Devoluções

(R$ 600,00)

(-) Abatimentos

(R$ 300,00)

(=) Vendas Líquidas

R$ 900,00) R$ 20.100,00)

(-) Custo das Mercadorias Vendidas

(R$ 18.700,00)

(=) Lucro Bruto

R$ 1.400,00)

(-) Despesas Operacionais Frete sobre Vendas

(R$ 200,00)

Aluguel

(R$ 2.500,00)

Funcionários

(R$ 4.000,00)

Financeiro Obtido

R$ 375,00)

Financeiro Concedido

(R$ 120,00)

R$ 255,00)

( = ) Prejuízo do Exercício

(R$ 6.445,00) (R$ 5.045,00)

Balanço Patrimonial Balanço Patrimonial – Cia. Farjala Fev/08 Ativo

Passivo

Circulante

Circulante

Caixa

R$ 4.500,00 Duplicatas a Pagar

R$ 20.000,00)

Banco conta Movimento

R$ 6.755,00

Total Circulante

R$ 20.000,00)

Duplicatas a Receber

R$ 14.100,00

Estoques

R$ 20.000,00 Patrimônio Líquido

Total Circulante

R$ 45.355,00 Capital Social

Permanente

Prejuízo Acumulado

Máquinas e Equipamentos Total Permanente Total do Ativo

R$ 9.600,00

Total Patrimônio Líquido

R$ 40.000,00) (R$ 5.045,00) R$ 34.955,00)

R$ 9.600,00 R$ 54.955,00 Total do Passivo e Patrim. Líq.

9.2 Cia. Bebê Feliz A Cia. Bebê Feliz foi constituída em 01/06/07 e sua atividade é a compra e venda de computadores. Os eventos para o mês de junho de 2007 são:

006G/110

R$ 54.955,00)

Instituto Monitor

A) 01/06 B) 02/06 C) 03/06 D) 04/06 E) 06/06 F) 08/06 G) 10/06 H) 12/06 I) 14/06 J) 15/06 K) 18/06 L) 20/06 M) 25/06 N) 28/06

Constituição da empresa, com capital social no valor de R$ 30.000,00, sendo R$ 20.000,00 integralizados em dinheiro e o restante em instalações da empresa. Compra de 20 computadores no valor total R$ 24.000,00, sendo metade paga em dinheiro e o restante a prazo. Abertura de conta corrente, o depósito inicial foi de R$ 4.000,00. Venda de 12 unidades a R$ 2.300,00 cada, sendo metade recebida à vista em cheque e o restante a prazo. Abatimento concedido referente à venda de 04/06, no valor de R$ 300,00. Devolução de duas unidades compradas em 02/06, por avaria. Compra de veículo a prazo, no valor de R$ 32.000,00. Compra de 18 unidades no valor de R$ 36.000,00, sendo R$ 12.000,00 pagos em cheque e o restante a prazo. Abatimento recebido da compra feita em 12/06, no valor de R$ 1.800,00 (R$ 100,00 por unidade). Venda de 20 unidades a R$ 3.000,00 cada, sendo R$ 20.000,00 recebidos em cheque e o restante a prazo. Recebimento das vendas de 04/06, sendo que foi concedido desconto financeiro de 5% no total a receber. A empresa recebeu 3 unidades devolvidas das vendas em 15/06. Pagamento de salários do mês no valor de R$ 6.000,00, em cheque Pagamento de aluguel, em dinheiro, no valor de R$ 2.900,00.

Para esses eventos do mês de junho, vamos elaborar os lançamentos em diário, livro razão, ficha de estoque pelo método PEPS, levantamento do balancete de verificação e Demonstrações Financeiras (Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados do Exercício).

006G/111

Instituto Monitor

Operações durante o mês de junho: A)

Diversos a Capital Social Caixa Instalações

B)

Estoque a Diversos a Caixa a Duplicatas a Pagar

C)

Banco conta Movimento a Caixa R$ 4.000,00

D)

Diversos a Vendas Banco conta Movimento Duplicatas a Receber



CMV a Estoque

E)

Abatimento de Vendas a Duplicatas a Receber R$ 300,00

F)

Duplicatas a Pagar a Devolução de Compras R$ 2.400,00



Devolução de Compras a Estoque R$ 2.400,00

G)

Veículos a Duplicatas a Pagar

R$ 20.000,00 R$ 10.000,00

R$ 30.000,00

R$ 12.000,00 R$ 12.000,00

R$ 24.000,00

R$ 13.800,00 R$ 13.800,00 R$ 14.400,00

R$ 32.000,00

006G/112

R$ 27.600,00

Instituto Monitor

H)

Estoque a Diversos a Banco conta Movimento a Duplicatas a Pagar

I)

Duplicatas a Pagar a Estoque R$ 1.800,00

J)

Diversos a Vendas Banco conta Movimento Duplicatas a Receber



CMV a Estoque

K)

Valor a Receber: R$ 13.800,00 Taxa de desconto: 5% Total de desconto: R$ 13.800,00 x 5% = R$ 690,00 Total Líquido: R$ 13.800,00 - R$ 690,00 = R$ 13.110,00



Diversos a Duplicatas a Receber Banco conta Movimento Desconto Financeiro Concedido

L)

Devolução de Vendas a Duplicatas a Receber

R$ 9.000,00



Estoque a CMV

R$ 5.700,00

M) N)

Despesa com Salários a Banco conta Movimento R$ 6.000,00

R$ 12.000,00 R$ 24.000,00

R$ 36.000,00

R$ 20.000,00 R$ 40.000,00

Despesa com Aluguel a Caixa

R$ 60.000,00

R$ 33.800,00

R$ 13.110,00 R$ 690,00 R$ 13.800,00

R$ 2.900,00

Encerramento do Resultado 1)

Vendas a Diversos a Abatimento sobre Vendas a Devolução de Vendas

R$ 300,00 R$ 9.000,00

006G/113

R$ 9.300,00

Instituto Monitor

2)

Vendas a Resultado com Mercadorias

3)

R$ 78.300,00

Resultado com Mercadorias a CMV R$ 42.500,00

4)

Resultado com Mercadorias a Resultado R$ 35.800,00

5)

Resultado a Diversos a Despesa com Salários a Despesa com Aluguel a Desconto Financeiro Concedido

6)

Resultado a Lucros/Prejuízos Acumulados

R$ 6.000,00 R$ 2.900,00 R$ 690,00 R$ 9.590,00

R$ 26.210,00

Capital Social

Caixa

R$ 30.000,00 (a

a) R$ 20.000,00

R$ 12.000,00 (b R$ 4.000,00 (c R$ 2.900,00 (n

R$ 20.000,00

R$ 18.900,00

R$ 1.100,00

Estoque

Instalações

b) R$ 24.000,00

R$ 14.400,00 (d

h) R$ 36.000,00

R$ 2.400,00 (f

l) R$

5.700,00

a) R$ 10.000,00

R$ 1.800,00 (i R$ 33.800,00 (j

R$ 65.700,00

R$ 52.400,00

R$ 13.300,00 Despesa com Aluguel n) R$ 2.900,00

Duplicatas a Pagar

R$ 2.900,00 (5

f) R$ 2.400,00

R$ 12.000,00 (b

i) R$ 1.800,00

R$ 32.000,00 (g R$ 24.000,00 (h

R$ 4.200,00

R$ 68.000,00 R$ 63.800,00

006G/114

Instituto Monitor Banco conta Movimento

Vendas

c) R$ 4.000,00

R$ 12.000,00 (h

R$ 27.600,00 (d

d) R$ 13.800,00

R$ 6.000,00 (m

R$ 60.000,00 (j

j) R$ 20.000,00

l) R$ 9.000,00

k) R$ 13.110,00 R$ 50.910,00

1) R$ R$ 18.000,00

R$ 32.910,00

R$ 87.600,00

300,00

R$ 9.300,00

R$ 87.600,00

2) R$ 78.300,00

R$ 78.300,00

Duplicatas a Receber

CMV

d) R$ 13.800,00

R$ 300,00 (e

d) R$ 14.400,00

j) R$ 40.000,00

R$ 13.800,00 (k

j) R$ 33.800,00

R$ 9.000,00 (l

R$ 48.200,00

R$ 5.700,00

R$ 23.100,00

R$ 42.500,00

R$ 42.500,00 (3

R$ 53.800,00

R$ 5.700,00 (l

R$ 30.700,00 Abatimento sobre Vendas e) R$ 300,00

Descontos Financeiros Concedidos

R$ 300,00 (1

k) R$ 690,00

Veículos

Despesa com Funcionários

g) R$ 32.000,00

m) R$ 6.000,00

Lucro/Prejuízo Acumulado

R$ 6.000,00 (5

Resultado

R$ 26.210,00 (6

5) R$ 9.590,00

R$ 35.800,00 (4

6) R$ 26.210,00

R$ 26.210,00

Devolução de Compras f) R$ 2.400,00

R$ 690,00 (5

Devolução de Vendas

R$ 2.400,00 (f

l) R$ 9.000,00

Resultado com Mercadorias 3) R$ 42.500,00

R$ 78.300,00 (2

4) R$ 35.800,00

R$ 35.800,00

006G/115

R$ 9.000,00 (1

Instituto Monitor Entrada

Saída

Saldo

Quantidade

Valor Unitário

Total

Valor Unitário

Quantidade

Valor Unitário

Saldo

20

R$ 1.200,00

R$ 24.000,00

20

R$ 1.200,00

R$ 24.000,00

8

R$ 1.200,00

R$ 9.600,00

08/06

(2)

R$ 1.200,00

(R$ 2.400,00)

6

R$ 1.200,00

R$ 7.200,00

12/06

18

R$ 2.000,00

R$ 36.000,00

14/06

-

-

(R$ 1.800,00)

Data 02/06 04/06

Quantidade

12

Saldo

R$ 1.200,00

R$ 14.400,00

6

R$ 1.200,00

R$ 7.200,00

18

R$ 2.000,00

R$ 36.000,00

6

R$ 1.200,00

R$ 7.200,00

18

R$ 1.900,00

R$ 34.200,00

15/06

6 14

R$ 1.200,00 R$ 1.900,00

R$ 7.200,00 R$ 26.600,00

4

R$ 1.900,00

R$ 7.600,00

20/06

(3)

R$ 1.900,00

(R$ 5.700,00)

7

R$ 1.900,00

R$ 13.300,00

CMV

R$ 42.500,00

7

R$ 1.900,00

R$ 13.300,00

Total

Razonetes Contas

Débito

Capital Social

R$ 30.000,00

Caixa

R$ 1.100,00

Instalações

R$ 10.000,00

Estoques

R$ 13.300,00

Duplicatas a Pagar Banco conta Movimento

R$ 63.800,00 R$ 32.910,00

Vendas

R$ 87.600,00

Duplicatas a Receber

R$ 30.700,00

CMV

R$ 42.500,00

Abatimento sobre Vendas Veículos

R$ 300,00 R$ 32.000,00

Desconto Financeiros Concedidos

R$ 690,00

Devolução de Vendas

R$ 9.000,00

Despesas com Salários

R$ 6.000,00

Despesa com Aluguel

R$ 2.900,00

Total

Crédito

R$ 181.400,00

006G/116

R$ 181.400,00

Instituto Monitor

Balancete de Verificação (Antes do Resultado) Contas

Débito

Crédito

Capital Social

R$ 30.000,00

Caixa

R$ 1.100,00

Instalações

R$ 10.000,00

Estoques

R$ 13.300,00

Duplicatas a Pagar

R$ 63.800,00

Banco conta Movimento

R$ 32.910,00

Veículos

R$ 32.000,00

Duplicatas a Receber

R$ 30.700,00

Lucros/Prejuízos Acumulados Total

R$ 26.210,00 R$ 120.010,00

R$ 120.010,00

Demonstração de Resultados do Exercício – Cia. Bebê Feliz Jun/X6 Vendas

R$ 87.600,00

(-) Devoluções de Vendas

(R$ 9.000,00)

(-) Abatimentos de Vendas

(R$ 300,00)

(=) Vendas Líquidas

R$ 9.300,00 R$ 78.300,00

(-) Custo das Mercadorias Vendidas

(R$ 42.500,00)

(=) Lucro Bruto

R$ 35.800,00

(-) Despesas Operacionais Aluguel

(R$ 2.900,00)

Descontos Financeiros Concedidos

(R$ 690,00)

Funcionários

(R$ 6.000,00)

( = ) Lucro do Exercício

(R$ 9.590,00) R$ 26.210,00

006G/117

Instituto Monitor Balanço Patrimonial – Cia. Bebê Feliz Jun/X5 Ativo

Passivo

Circulante

Circulante

Caixa

R$ 1.100,00

Duplicatas a Pagar

R$ 63.800,00

Banco conta Movimento

R$ 32.910,00

Total Circulante

R$ 63.800,00

Duplicatas a Receber

R$ 30.700,00

Estoques

R$ 13.300,00

Patrimônio Líquido

R$ 78.010,00

Capital Social

R$ 30.000,00

Lucros/Prejuízo Acumulado

R$ 26.210,00

Total Circulante Permanente Veículos

R$ 32.000,00

Instalações

R$ 10.000,00

Total Permanente Total do Ativo

Total Patrimônio Líquido

R$ 56.210,00

R$ 42.000,00 R$ 120.010,00

Total do Passivo e Patrim. Líq.

R$ 120.010,00

Anotações e Dicas

006G/118

Exercícios Propostos 1 - Determinada empresa, durante o exercício de 2007, apresentou o seguinte movimento de mercadorias: 10/10 a Compras à vista a R$ 50,00 25/10 a Vendas à vista a R$ 40,00 18/11 a Vendas a prazo a R$ 20,00 10/12 a Compras a prazo a R$ 30,00 a Em 31/12/2005, por ocasião do inventário físico, o valor apresentado era de R$ 25,00. Faça todos os lançamentos usando a conta Mercadorias, à vista até a apuração do resultado bruto.

006G/119

Instituto Monitor

2 - Preencha a ficha de estoques pela avaliação do Custo Médio e contabilize os seguintes dados: 10/03 a Compra à vista 20/03 a Venda à vista 15/04 a Compra a prazo 30/04 a Venda a prazo 18/05 a Compra à vista 20/05 a Venda a prazo

a 10 unidades a 8 unidades a 10 unidades a 11 unidades a 5 unidades a 4 unidades

006G/120

a a R$ 1.200,00 a a R$ 2.000,00 a a R$ 1.920,00 a a R$ 3.000,00 a a R$ 2.040,00 a a R$ 3.000,00

Instituto Monitor

3 - Uma empresa apresentou o seguinte movimento de mercadorias: 18/12 a Compra de 30 peças 20/12 a Venda de 25 peças 23/12 a Compra de 15 peças 27/12 a Venda de 18 peças 28/12 a Compra de 8 peças 30/12 a Venda de 9 peças

a a R$ 900,00 a a R$ 1.500,00 a a R$ 1.300,00 a a R$ 2.000,00 a a R$ 1.500,00 a a R$ 2.500,00

Contabilize-as pelo método PEPS e apure o lucro bruto com as operações à vista.

006G/121

Instituto Monitor

4 - Uma empresa apresentou o seguinte movimento de mercadorias: 10/03 a Compra de 10 peças 15/03 a Compra de 20 peças 20/04 a Venda de 25 peças 18/06 a Compra de 20 peças 20/08 a Venda de 22 peças 30/10 a Compra de 20 peças 31/12 a Venda de 21 peças

a a R$ 500,00 cada a a R$ 600,00 cada a a R$ 1.200,00 cada a a R$ 700,00 cada a a R$ 1.500,00 cada a a R$ 1.000,00 cada a a R$ 2.000,00 cada

Faça a contabilização dos fatos, considerando que todas as operações foram feitas à vista, até a apuração do lucro bruto. Utilize o método UEPS.

006G/122

Instituto Monitor

5 - Faça os lançamentos em diário e no razão, elabore o balanço patrimonial e a demonstração de resultado do exercício, usando os saldos das contas e os lançamentos abaixo. Conta

Débito

Capital Social

Crédito R$ 40.000,00

Caixa

R$ 4.500,00

Estoques

R$ 20.000,00

Duplicatas a Pagar

R$ 20.000,00

Duplicatas a Receber

R$ 14.600,00

Máquinas e Equipamentos

R$ 9.600,00

Banco conta Movimento

R$ 6.755,00

Lucro/Prejuízo Acumulado

R$ 4.545,00

Total

R$ 60.000,00

R$ 60.000,00

Os lançamentos do mês de março são: A) 01/03 B) 02/03 C) 03/03 D) 06/03 E) 08/03 F) 12/03 G) 14/03 H) 18/03 I) 21/03 J) 26/03 K) 30/03

Pagamento de aluguel R$ 2.500,00 em dinheiro. Venda de motores no valor de R$ 16.000,00, sendo o pagamento feito metade à vista em cheque e o restante a prazo. Concessão de abatimento de venda feita em 02/03, no valor de R$ 500,00. Compra de motores no valor de R$ 9.000,00 a prazo. Frete está por conta do fornecedor. Abatimento recebido nas compras feitas em 06/03, no valor de R$ 700,00. Pagamento de compras, em cheque, no valor de R$ 4.000,00. Pagamento de parcela dos computadores, em dinheiro, no valor de R$ 800,00 Venda de motores no valor de R$ 12.000,00, a prazo, sendo o frete no valor de R$ 300,00, pagos em dinheiro. Compra de motores no valor de R$ 8.000,00, a prazo, sendo o frete por conta da empresa, no valor de R$ 250,00, pagos em dinheiro. Recebimento de vendas realizadas em fevereiro, no valor de R$ 8.000,00. Despesas com funcionários do mês, no valor de R$ 4.000,00, pagos em cheque. Estoque Final de Produtos foi apurado no valor de R$ 25.000,00

006G/123

Instituto Monitor

006G/124

Instituto Monitor

6 - Para estes eventos, elabore os lançamentos em diário, livro razão, ficha de estoque pelo método PEPS, levantamento do balancete de verificação e Demonstrações Financeiras (Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados do Exercício). Utilize saldo de mercadorias do exemplo da Cia. Bebê Feliz. Balancete de Verificação Contas

Débito

Capital Social Caixa

Crédito R$ 30.000,00

R$ 1.100,00

Instalações

R$ 10.000,00

Estoques (7 unid.)

R$ 13.300,00

Duplicatas a Pagar

R$ 63.800,00

Banco conta Movimento

R$ 32.910,00

Veículos

R$ 32.000,00

Duplicatas a Receber

R$ 30.700,00

Lucros/Prejuízos Acumulados Total

R$ 26.210,00 R$ 120.010,00

R$ 120.010,00

Eventos do mês de julho: A) 01/07 B) 04/07 C) 05/07 D) 08/07 E) 10/07 F) 15/07 G) 20/07 H) 25/07 I) 28/07 J) 30/07

Compra de 24 unidades no valor de R$ 60.000,00, sendo o pagamento a prazo. Venda de 28 unidades a R$ 3.600,00 cada, sendo o recebimento a prazo. Devolução de 2 unidades compradas em 01/07, por desacordo com o pedido. Pagamento de compras do mês anterior, em cheque, no valor de R$ 12.000,00. Houve desconto de 8% sobre o total da duplicata. Recebimento de vendas do mês anterior, em cheque, no valor R$ 30.000,00. A empresa concedeu desconto financeiro à taxa de 3%. Compra de 12 unidades a R$ 36.000,00, sendo o pagamento feito metade à vista em cheque e o restante a prazo. Venda de 8 unidades a R$ 4.000,00 cada, recebida à vista em cheque. Pagamento de despesas com funcionários, em cheque, no valor de R$ 12.000,00. Pagamento de aluguel, em cheque, no valor de R$ 2.900,00. Pagamento de despesas com combustível, em dinheiro, no valor de R$ 500,00.

006G/125

lição

9

Impostos sobre a Atividade

Introdução As atividades das empresas, sendo indústria, comércio ou prestação de serviços, estarão sujeitas a tributos, de acordo com cada tipo de empresa. Nesta lição estudaremos todos os tipos de impostos e como registrá-los contabilmente.

1. Impostos e as Atividades das Empresas Para cada tipo de atividade, existem impostos característicos, que nas transações comerciais, podem integrar o custo do bem adquirido. Todos os impostos sobre a atividade são chamados de impostos indiretos, pois não serão cobrados do consumidor final, mas são repassados entre compradores e vendedores, nas operações de compra e venda. Em geral, as indústrias e o comércio têm muitas semelhanças no recolhimento dos impostos, o que não acontece com as empresas prestadoras de serviços. Todos os impostos indiretos têm a característica de não-cumulatividade, exceto as empresas que não possuem regime de tributação do Imposto de Renda com base no lucro real. Esses impostos indiretos são: ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias E Serviços); IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados); ISS (Imposto Sobre Serviços); PIS (Programa de Integração Social) e COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).

2. ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) O ICMS é um imposto de natureza estadual e característico nas indústrias e no comércio em geral. Sua tributação varia de região e de classe de produtos. O fato gerador do ICMS está na circulação de mercadoria, ou seja, da nota fiscal deverá constar o ICMS relativo àquela saída, sendo este também determinado por cada produto. 2.1 As alíquotas de ICMS para cada região e para o Estado de São Paulo1 Para cada região e para cada tipo de produto, teremos uma alíquota de ICMS, conforme o seguinte quadro: Região Norte, Nordeste, Centro-Oeste e o estado do Espírito Santo

Alíquota 12%, qualquer que seja a região em que estiver o destinatário (cliente) • 12%, se o destinatário estiver na região Sudeste ou Sul

Sul e Sudeste

• 7% se o destinatário estiver nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste ou no estado do Espírito Santo

No estado de São Paulo, o ICMS possui uma particularidade, que está apresentada no quadro a seguir:

1. As alíquotas apresentadas nesta seção estão vigentes no Código Tributário Nacional no período de setembro de 2007.

006G/127

Instituto Monitor Alíquota

Regra

18%

Regra geral para todas as empresas

12%

Para transportes e casos especiais (calçados, têxteis e couro)

7%

Para produtos alimentícios considerados essenciais

25%

Para serviços de telecomunicações e fornecimento de energia elétrica

Para as operações interestaduais, o ICMS terá a mesma regra dos estados das regiões Sudeste e Sul. 2.2 Modo de Cálculo do ICMS Quem paga o ICMS é o consumidor final, pois estará pagando o valor integral do produto com ICMS incluso, como exemplificaremos a seguir. Suponhamos que temos um comerciante que compra determinado fermento da indústria e o revende para o consumidor final. Dizemos que ele comprou R$ 10.000,00 de fermento e revendeu por R$ 15.000,00. O ICMS desse produto será a alíquota de 18%. A cobrança de ICMS será da seguinte maneira:.

Valor de Compra

ICMS de Compra

Valor de Revenda

ICMS de Venda

ICMS a Recolher

10.000,00

1.800,00 (18%)

15.000,00

2.700,00 (18%)

900,00 (2.700,00 – 1.800,00)

2.2.1 Contabilização do ICMS A contabilização do ICMS ocorrerá por meio do destaque do valor do ICMS na nota fiscal da mercadoria, e o registro em uma conta separada. Utilizando o exemplo anterior, a contabilização ficará da seguinte maneira: No momento da compra: Diário a)

Diversos a Caixa (ou Duplicatas a Pagar) Estoque R$ 8.200,00 ICMS a Recuperar R$ 1.800,00 R$ 10.000,00

006G/128

Instituto Monitor

No momento da Venda: b)

Caixa (ou Duplicatas a Receber) a Vendas

R$ 15.000,00

c)

ICMS sobre Vendas a ICMS a pagar

R$ 2.700,00

No final do Período Contábil, para a apuração do ICMS a pagar: d)

ICMS a Pagar a ICMS a Recuperar

R$ 1.800,00

Razonetes Estoque

Caixa (ou Duplicatas a Pagar)

a) R$ 8.200,00

b) R$ 15.000,00

ICMS a Recuperar a) R$ 1.800,00

Vendas

R$ 1.800,00 (d

R$ 15.000,00 (b

ICMS sobre Vendas c) R$ 2.700,00

R$ 10.000,00 (a

ICMS a Pagar d) R$ 1.800,00

R$ 2.700,00 (c R$

900,00

Na demonstração de resultados do exercício, o valor do ICMS sobre as vendas será deduzido das vendas totais: Receita Bruta de Vendas (-) ICMS sobre Vendas Receita Líquida de Vendas

R$ 15.000,00 R$ 2.700,00 R$ 12.300,00

2.3 Algumas Considerações sobre o ICMS O ICMS é incidente para as indústrias e o comércio em geral. Somente as empresas prestadoras de serviços não recolhem o ICMS (exceto serviços de telecomunicação e fornecimento de energia elétrica). Para a empresa prestadora de serviço, o ICMS será integrado ao preço do produto, não podendo se beneficiar 006G/129

Instituto Monitor

de tal crédito. Devemos salientar, também, que o ICMS é cobrado sobre a atividade da empresa. Caso essa compre algum item consumido por ela própria (material de escritório, por exemplo), a empresa não poderá se beneficiar do ICMS deste item, pois ela o está consumindo, e não revendendo. Para as indústrias, o ICMS da matéria-prima, materiais auxiliares e até da energia elétrica (desde que separado da produção e do consumo da empresa) podem servir como crédito.

3. IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) O IPI é um imposto característico das indústrias e somente elas o recolhem, com exceção das empresas importadoras. A alíquota de IPI é variável para cada tipo de produto, sendo isenta para diversos itens alimentícios pertencentes à cesta básica, como farinha e derivados do leite, tendo alíquota reduzida para diversos itens de necessidade pessoal, como têxteis e de higiene pessoal e alíquotas altas para itens supérfluos e nocivos, como bebidas alcoólicas e cigarros. A sistemática de cobrança do IPI é a mesma do ICMS, mas devemos considerar que quem recolhe o IPI é a indústria, então somente ela pode se beneficiar do crédito de IPI. No caso de um comerciante ou prestador de serviço comprar produtos de uma indústria, o valor do IPI representará um adicional de custo. A grande diferença entre o IPI e o ICMS é que, enquanto o ICMS é destacado do valor da nota fiscal, o IPI representa um adicional da nota fiscal, ou seja, se o valor da mercadoria for de R$ 1.000,00 e o IPI de R$ 100,00, o valor da nota fiscal será de R$ 1.100,00, portanto, o imposto é cobrado por fora da mercadoria, e não embutido na mesma. Vamos supor que uma indústria que produza canetas, compre três tipos de insumos para sua produção: tubo, tinta e embalagem. O custo de compra destes itens alcança o valor de R$ 12.600,00 por mês. A venda do produto acabado está na ordem de R$ 18.900,00. Sendo o IPI alíquota de 5%, o imposto a ser pago será de: Valor de Compra

IPI sobre Compra

Valor de Venda

IPI sobre a Venda

IPI a Recolher

R$ 12.000,00

R$ 600,00*

R$ 18.000,00

R$ 900,00**

R$ 300,00***

* 5% sobre o valor de compra (R$ 12.000,00 x 5% ) = R$ 600,00 ** 5% sobre o valor da venda (R$ 18.000,00 x 5%) = R$ 900,00 *** IPI a recolher = IPI sobre a Venda – IPI sobre a Compra = R$ 900,00 – R$ 600,00 = R$ 300,00

006G/130

Instituto Monitor

3.1 Contabilização Utilizando-se do mesmo exemplo anterior, faremos a contabilização do IPI. Lançamentos no Livro Diário No momento da compra da mercadoria a)

Diversos a Caixa (ou Duplicatas a Pagar) Estoque R$ 12.000,00 IPI a Recuperar R$ 600,00

R$ 12.600,00

No momento da venda da mercadoria b)

Caixa (ou Duplicatas a Pagar) a Vendas

R$ 18.900,00

c)

IPI sobre Vendas a IPI a Pagar

R$ 900,00

No final do período faremos a compensação do IPI d)

IPI a Pagar a IPI a Recolher

R$ 600,00

Razonetes Estoque

Caixa (ou Duplicatas a Pagar)

a) R$ 12.000,00

b) R$ 18.900,00

IPI a Recuperar a) R$ 600,00

Vendas

R$ 600,00 (d

R$ 18.900,00 (b

IPI sobre Vendas c) R$ 900,00

R$ 12.600,00 (a

IPI a Pagar d) R$ 600,00

R$ 900,00 (c R$ 300,00

006G/131

Instituto Monitor

Na Demonstração de Resultado do Exercício, o IPI aparecerá deduzindo das vendas brutas da empresa. Receita Bruta de Vendas ( - ) IPI sobre Vendas ( = ) Receita Líquida de Vendas

R$ 18.900,00 (R$ 900,00) R$ 18.000,00

4. ISS (Imposto Sobre Serviços) O ISS é um imposto característico das empresas prestadoras de serviços e de competência dos municípios e do Distrito Federal, sendo a alíquota de cobrança estabelecida pelo próprio município. O ISS é um imposto que não tem circulação, ou seja, não há benefício deste imposto. O que existe é a cobrança sobre o serviço executado. Exemplo: uma empresa de segurança presta serviços para um determinado cliente pelo valor de R$ 20.000,00. A alíquota de ISS naquele determinado município é de 5%. O valor do ISS será de: Valor do Serviço

Alíquota do ISS

Valor do ISS

R$ 20.000,00

5%

R$ 1.000,00

4.1 Contabilização Utilizando o mesmo exemplo anterior, a contabilização ocorrerá da seguinte maneira: Lançamento no livro diário: a)

Caixa (ou Duplicatas a receber) a Vendas R$ 20.000,00

b)

ISS sobre Vendas a ISS a Pagar

R$ 1.000,00

Razonetes Vendas

Caixa (ou Duplicatas a Pagar)

R$ 20.000,00 (a

a) R$ 20.000,00

ISS sobre Vendas

ISS a Pagar

b) R$ 1.000,00

R$ 1.000,00 (b

006G/132

Instituto Monitor

Na Demonstração de Resultado de Exercícios, o valor do ISS deduzirá as receitas de vendas: Receita bruta de Vendas (-) Imposto Sobre Serviços (=) Receita Líquida de Vendas

R$ 20.000,00 R$ 1.000,00 R$ 19.000,00

5. PIS e COFINS O PIS (Programa de Integração Social) e o COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) são impostos integrantes de todas as empresas, sem distinção de atividade. O que vai diferir da cobrança do PIS e COFINS é o regime de tributação de Imposto de Renda o qual a empresa é optante. Nos casos de tributação pelo lucro real, o PIS e COFINS assumem efeito não cumulativo e têm sua base de cálculo similar ao ICMS e IPI. No caso de tributação pelo lucro presumido, o PIS e o COFINS não terão compensação, assim será calculado um porcentual sobre o faturamento da empresa. No caso do SIMPLES (Sistema Integrado de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), o PIS e o COFINS não são cobrados, pois estarão sendo recolhidos em conjunto ao SIMPLES. 5.1 PIS e COFINS não Cumulativos O PIS e o COFINS não cumulativos incidem sobre o faturamento da empresa (saídas) e os gastos de fabricação (indústrias), compras de mercadorias (comércio) e gastos dos serviços (prestadoras de serviços). Neste caso, o PIS possuirá alíquota de 1,65% e o COFINS alíquota de 7,6%. Uma empresa teve faturamento de R$ 100.000,00 e os gastos de fabricação foram de R$ 70.000,00. A contabilização ficará da seguinte maneira: Imposto

Faturamento

Alíquota

Valor do Débito

Gastos de Fabricação

Valor do Crédito

Imposto a Pagar

PIS

R$ 100.000,00

1,65%

R$ 1.650,00

R$ 70.000,00

R$ 1.155,00

R$ 495,00

COFINS

R$ 100.000,00

7,60%

R$ 7.600,00

R$ 70.000,00

R$ 5.320,00

R$ 2.280,00

Lançamento dos Impostos sobre o Faturamento a)

PIS sobre o Faturamento a PIS a Pagar

006G/133

R$ 1.650,00

Instituto Monitor

b)

COFINS sobre o Faturamento A COFINS a Pagar

R$ 7.600,00

Lançamento dos Impostos sobre os Gastos de Fabricação c)

PIS a Pagar a Gastos de Fabricação

R$ 1.155,00

d)

COFINS a Pagar a Gastos de Fabricação

R$ 5.320,00

Razonetes PIS sobre Faturamento

COFINS sobre Faturamento

a) R$ 1.650,00

b) R$ 7.600,00

PIS a Pagar c) R$ 1.155,00

COFINS a Pagar

R$ 1.650,00 (a R$

d) R$ 5.320,00

495,00

R$ 7.600,00 (b R$ 2.280,00

Gastos de Fabricação R$ 70.000,00

R$ 1.155,00 (c R$ 5.320,00 (d

R$ 63.525,00

5.2 PIS e COFINS no sistema cumulativo No sistema cumulativo (lucro presumido), não há recuperação do PIS e COFINS, sendo somente cobrado um percentual sobre o faturamento da empresa. Neste caso, o PIS assume alíquota de 0,65% e o COFINS de 3%. Poderão ser deduzidas as despesas com o ICMS e o IPI para o cálculo do PIS e COFINS. Vejamos o seguinte exemplo: uma empresa faturou R$ 200.000,00 em determinado período, sendo que o ICMS foi de 18%. Quais serão os valores do PIS e do COFINS? A contabilização será da seguinte maneira: IMPOSTO

Faturamento

ICMS

Base de Cálculo

Alíquota do Imposto

Valor do Imposto

PIS

R$ 200.000,00

R$ 36.000,00

R$ 164.000,00

0,65%

R$ 1.066,00

COFINS

R$ 200.000,00

R$ 36.000,00

R$ 164.000,00

3%

R$ 4.920,00

006G/134

Instituto Monitor

Diário a)

PIS sobre Faturamento a PIS a Pagar

b)

COFINS sobre Faturamento a COFINS a Pagar R$ 4.920,00

R$ 1.066,00

Razonetes

PIS sobre Faturamento

COFINS sobre Faturamento

a) R$ 1.066,00

b) R$ 4.920,00

PIS a Pagar

COFINS a Pagar

R$ 1.066,00 (a

006G/135

R$ 4.920,00 (b

Exercícios Propostos Uma empresa que iniciou suas atividades em dezembro, apresentou o movimento de suas mercadorias da seguinte forma: 10/12 a Compra de 10 unidades 12/12 a Venda de 8 unidades 15/12 a Compra de 10 unidades 20/12 a Venda de 11 unidades 23/12 a Compra de 5 unidades 26/12 a Venda de 4 unidades

a a a a a a

a R$ 1.200,00 cada a R$ 2.000,00 cada a R$ 1.920,00 cada a R$ 2.500,00 cada a R$ 2.040,00 cada a R$ 3.000,00 cada

1 - Baseando-se nestes fatos e considerando que todas as operações foram realizadas à vista, faça: a) Ficha de Estoque, usando o método do custo médio ponderado, compensando o ICMS (18%) nas compras. b) Contabilização dos referidos fatos. c) Ache e contabilize o lucro bruto. 2 - Com base nos fatos, encontre através do método PEPS: a) O valor do estoque final. b) O valor do CMV. c) O lucro bruto. 3 - Ainda com base nos mesmos fatos, encontre utilizando o método UEPS: a) O valor do estoque final. b) O valor do CMV. c) O lucro bruto.

006G/136

Instituto Monitor

006G/137

Instituto Monitor

4 - Faça os lançamentos no diário, os razonetes, elabore o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado do Exercício. Balancete de verificação em maio de 2007 Cia. Jaboticabal Conta

Débito

Capital Social Caixa

Crédito R$ 20.000,00

R$ 2.000,00

Duplicatas a Pagar

R$ 3.000,00

Duplicatas a Receber

R$ 6.000,00

Estoques

R$ 8.000,00

Máquinas

R$ 7.000,00

Total

R$ 23.000,00

R$ 23.000,00

Lançamentos para o mês de junho de 2007: 1. Compra de mercadorias no valor de R$ 6.000,00. Pagamento a prazo, sendo o ICMS de 18%. 2. Venda de mercadorias no valor de R$ 18.000,00. Recebimento metade à vista e a outra metade a prazo. Alíquota de ICMS de 18%. 3. Pagamento de duplicatas no valor de R$ 3.000,00. 4. Compra de mercadorias no valor de R$ 12.000,00, pagamento a prazo e o ICMS de 18%. 5. Venda de mercadorias à vista no valor de R$ 20.000,00, sendo o ICMS de 18%. 6. Pagamento de despesas operacionais no valor de R$ 8.000,00. 7. Informações Adicionais: • Estoque Final de R$ 2.000,00; • Regime de Lucro Presumido: PIS e COFINS cumulativos.

006G/138

Instituto Monitor

006G/139

Instituto Monitor

5 - Faça os lançamentos no diário, os razonetes, elabore o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado do Exercício. Balancete de Verificação em maio de 2007 Cia. Laranjeiras Conta

Débito

Capital Social

Crédito R$ 10.000,00

Caixa

R$ 3.000,00

Estoque

R$ 4.000,00

Duplicatas a Receber

R$ 6.000,00

Duplicatas a Pagar

R$ 3.000,00

Total

R$ 13.000,00

R$ 13.000,00

Lançamentos para o mês de maio de 2007: 1. Compra de mercadorias a prazo no valor de R$ 5.000,00, ICMS de 18% e IPI de 5%. 2. Venda de mercadorias à vista, no valor de R$ 12.000,00, ICMS de 18% e IPI de 5%. 3. Compra de mercadorias à vista, no valor de R$ 6.000,00, ICMS de 18% e IPI de 5%. 4. Venda a prazo de mercadorias por R$ 10.000,00, ICMS de 18% e IPI de 5%. 5. Despesa operacional de R$ 3.000,00 pago à vista. • Estoque Final de R$ 5.000,00. • Regime não cumulativo de PIS e COFINS.

006G/140

lição

10

Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas contábil, transporta-o para o LALUR sofrendo adições, exclusões e compensações.

Introdução Nesta lição veremos as maneiras pelas quais o fisco tributa o Imposto de Renda nas empresas e seus derivativos. Além disso, estudaremos os impactos destes tributos no resultado da empresa.

1. Definição O Imposto de Renda é a forma que o governo tem de tributar as empresas por meio da renda auferida em determinado período contábil. A partir do momento que a empresa adquiriu renda, o governo tributa um percentual sobre ela. Contabilmente, podemos dizer que renda significa o lucro da empresa e está sujeito à tributação.

2. Formas de Imposto de Renda Existem três formas de tributação: lucro real, lucro presumido e simples. Cada uma destas modalidades de tributos têm particularidades e restrições.

3. Lucro Real

As adições ao lucro líquido são dadas por despesas não admitidas por lei (exemplo: multas de trânsito); já as exclusões são valores excluídos por benefício da lei, como depreciação por incentivos fiscais (depreciação acelerada), dividendos obtidos por investimentos no exterior, etc. e as compensações são dadas por prejuízos fiscais dos períodos anteriores. 3.1 Empresas Obrigadas ao Lucro Real O RIR, regulamento do Imposto de Renda, obriga as empresas a se enquadrarem no lucro real se estiverem nestas condições: • Receita total anual superior a R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais). • Bancos comerciais e todos os estabelecimentos similares. • Empresas com ganhos no exterior. • Empresas de factoring. 3.2 Formas de Pagamento do Imposto de Renda

O lucro real é a forma de tributação que podemos chamar de completa, pois leva em conta todas as receitas e despesas incorridas dentro de um período contábil. A determinação do lucro líquido é dada por meio da escrituração contábil regular. A determinação do lucro real ocorre por meio do uso do livro de apuração do lucro real (LALUR), no qual a contabilidade após a determinação do lucro

A forma básica para pagamento do Imposto de Renda é pelo período trimestral, no qual é calculado o lucro sujeito à tributação dentro do trimestre específico pela legislação (janeiro, fevereiro, março, e assim sucessivamente) e o pagamento será no último dia do mês subseqüente. Por exemplo: uma empresa apurou o imposto do primeiro trimestre, as-

006G/141

Instituto Monitor

sim, o pagamento será no último dia útil do mês de abril. A empresa poderá optar pelo pagamento anual de imposto, mas ele sofrerá a incidência de juros com base na taxa SELIC. 3.3 Exemplo Prático Suponhamos que determinada empresa teve resultado líquido de R$ 25.000,00 no trimestre. Nesse período, pagou multas de trânsito no valor de R$ 1.500,00, obteve ganhos no exterior no valor de R$ 6.000,00 e no período anterior teve prejuízo fiscal no valor de R$ 7.000,00. O cálculo do imposto será dado por:

Resultado do Período

R$ 25.000,00

(+) Adições Multas de Trânsito

R$ 1.500,00

(-) Exclusões Dividendos Recebidos

(R$ 6.000,00)

(=) Lucro Real antes das Compensações

R$ 20.500,00

(-) Compensações de Prejuízos

R$ 7.000,00

(=) Lucro Real

R$ 13.500,00

O lucro real foi determinado, o cálculo do imposto é dado pela aplicação da alíquota do Imposto de Renda que é de 15% em qualquer situação. Lucro Real do 1° Trimestre

R$ 13.500,00

(x) Alíquota do Imposto de Renda

15%

(=) Imposto Devido

R$ 2.025,00

Contabilização A contabilização do Imposto de Renda será dada da seguinte maneira: A)

Resultado do Exercício a Provisão para Imposto de Renda Aproveitando o exemplo anterior, os razonetes ficariam assim: Resultado

Provisão para Imposto de Renda

R$ 25.000,00 a) R$ 2.025,00

006G/142

R$ 2.025,00 (a

Instituto Monitor

4. Lucro Presumido

Exemplo

O lucro presumido é uma alternativa de tributação das empresas para facilitar o cálculo do Imposto de Renda. Nesse formato são presumidos percentuais sobre a receita bruta, para a base de cálculo do imposto.

Determinada empresa que pratica revenda de mercadorias obteve receita bruta no primeiro trimestre de 2008, no valor de R$ 80.000,00. O cálculo do imposto será:

4.1 Percentuais de Presunção

Valor da Receita Bruta: Alíquota de Presunção: Base de Cálculo:

Os percentuais de presunção do lucro são aplicados sobre a receita bruta de vendas. Esses percentuais são:

Valor do Imposto: Base de Cálculo x 15% Valor do Imposto: R$ 960,00

• 8% sobre a receita de venda de mercadorias (exceto revenda de combustíveis para consumo, transporte de cargas e de serviços hospitalares); • 1,6% sobre a receita bruta da revenda de combustíveis para consumo; • 32% sobre a receita proveniente das atividades de: - prestação de serviços em geral (exceto hospitalares); - intermediação de negócios; - administração e locação de bens imóveis, móveis e diretos;

R$ 80.000,00 8% R$ 6.400,00

A contabilização será da mesma maneira da tributação pelo lucro real.

5. Simples O simples é uma sistemática de tributação destinada para as micro e pequenas empresas, na qual há o beneficiamento das junções de todos os impostos federais (Imposto de Renda, IPI, PIS, COFINS e INSS patronal) e estaduais (ICMS). O simples foi criado em 1996, com a intenção de simplificar a vida do microempresário.

- assessoria creditícia, mercadológica, seleção de riscos, etc. • 16% sobre a receita de prestação de serviços de transporte, exceto de carga.

Anotações e Dicas

006G/143

Instituto Monitor

Anexo I – Partilha do Simples Nacional – Comércio (Efeitos a partir de 01/01/2009) Receita Bruta em 12 meses (em R$)

Alíquota

IRPJ

CSLL

COFINS PIS/PASEP CPP

ICMS

Até 120.000,00

4,00%

0,00%

0,00%

0,00%

0,00%

2,75%

1,25%

De 120.000,01 a 240.000,00

5,47%

0,00%

0,00%

0,86%

0,00%

2,75%

1,86%

De 240.000,01 a 360.000,00

6,84%

0,27%

0,27%

0,95%

0,23%

2,75%

2,33%

De 360.000,01 a 480.000,00

7,54%

0,35%

0,35%

1,04%

0,25%

2,99%

2,56%

De 480.000,01 a 600.000,00

7,60%

0,35%

0,35%

1,05%

0,25%

3,02%

2,58%

De 600.000,01 a 720.000,00

8,28%

0,38%

0,38%

1,15%

0,27%

3,28%

2,82%

De 720.000,01 a 840.000,00

8,36%

0,39%

0,39%

1,16%

0,28%

3,30%

2,84%

De 840.000,01 a 960.000,00

8,45%

0,39%

0,39%

1,17%

0,28%

3,35%

2,87%

De 960.000,01 a 1.080.000,00

9,03%

0,42%

0,42%

1,25%

0,30%

3,57%

3,07%

De 1.080.000,01 a 1.200.000,00

9,12%

0,43%

0,43%

1,26%

0,30%

3,60%

3,10%

De 1.200.000,01 a 1.320.000,00

9,95%

0,46%

0,46%

1,38%

0,33%

3,94%

3,38%

De 1.320.000,01 a 1.440.000,00

10,04%

0,46%

0,46%

1,39%

0,33%

3,99%

3,41%

De 1.440.000,01 a 1.560.000,00

10,13%

0,47%

0,47%

1,40%

0,33%

4,01%

3,45%

De 1.560.000,01 a 1.680.000,00

10,23%

0,47%

0,47%

1,42%

0,34%

4,05%

3,48%

De 1.680.000,01 a 1.800.000,00

10,32%

0,48%

0,48%

1,43%

0,34%

4,08%

3,51%

De 1.800.000,01 a 1.920.000,00

11,23%

0,52%

0,52%

1,56%

0,37%

4,44%

3,82%

De 1.920.000,01 a 2.040.000,00

11,32%

0,52%

0,52%

1,57%

0,37%

4,49%

3,85%

De 2.040.000,01 a 2.160.000,00

11,42%

0,53%

0,53%

1,58%

0,38%

4,52%

3,88%

De 2.160.000,01 a 2.280.000,00

11,51%

0,53%

0,53%

1,60%

0,38%

4,56%

3,91%

0,54%

0,54%

4,60%

3,95%

De 2.280.000,01 a 2.400.000,00

11,61%

1,60%

0,38%

Obs: As tabelas sofrem constantes alterações e os valores ultilizados na apostila servem apenas como exemplo para o seu maior aprendizado. Consulte as alíquotas vigentes no website da Receita Federal.

006G/144

Instituto Monitor



Anexo II – Partilha do Simples Nacional – Indústria (Efeitos a partir de 01/01/2009)

Receita Bruta em 12 meses (em R$)

Alíquota

IRPJ

CSLL

COFINS

PIS/PASEP

CPP

ICMS

IPI

Até 120.000,00

4,50%

0,00%

0,00%

0,00%

0,00%

2,75%

1,25%

0,50%

De 120.000,01 a 240.000,00

5,97%

0,00%

0,00%

0,86%

0,00%

2,75%

1,86%

0,50%

De 240.000,01 a 360.000,00

7,34%

0,27%

0,31%

0,95%

0,23%

2,75%

2,33%

0,50%

De 360.000,01 a 480.000,00

8,04%

0,35%

0,35%

1,04%

0,25%

2,99%

2,56%

0,50%

De 480.000,01 a 600.000,00

8,10%

0,35%

0,35%

1,05%

0,25%

3,02%

2,58%

0,50%

De 600.000,01 a 720.000,00

8,78%

0,38%

0,38%

1,15%

0,27%

3,28%

2,82%

0,50%

De 720.000,01 a 840.000,00

8,86%

0,39%

0,39%

1,16%

0,28%

3,30%

2,84%

0,50%

De 840.000,01 a 960.000,00

8,95%

0,39%

0,39%

1,17%

0,28%

3,35%

2,87%

0,50%

De 960.000,01 a 1.080.000,00

9,53%

0,42%

0,42%

1,25%

0,30%

3,57%

3,07%

0,50%

De 1.080.000,01 a 1.200.000,00

9,62%

0,42%

0,42%

1,26%

0,30%

3,62%

3,10%

0,50%

De 1.200.000,01 a 1.320.000,00

10,45%

0,46%

0,46%

1,38%

0,33%

3,94%

3,38%

0,50%

De 1.320.000,01 a 1.440.000,00

10,54%

0,46%

0,46%

1,39%

0,33%

3,99%

3,41%

0,50%

De 1.440.000,01 a 1.560.000,00

10,63%

0,47%

0,47%

1,40%

0,33%

4,01%

3,45%

0,50%

De 1.560.000,01 a 1.680.000,00

10,73%

0,47%

0,47%

1,42%

0,34%

4,05%

3,48%

0,50%

De 1.680.000,01 a 1.800.000,00

10,82%

0,48%

0,48%

1,43%

0,34%

4,08%

3,51%

0,50%

De 1.800.000,01 a 1.920.000,00

11,73%

0,52%

0,52%

1,56%

0,37%

4,44%

3,82%

0,50%

De 1.920.000,01 a 2.040.000,00

11,82%

0,52%

0,52%

1,57%

0,37%

4,49%

3,85%

0,50%

De 2.040.000,01 a 2.160.000,00

11,92%

0,53%

0,53%

1,58%

0,38%

4,52%

3,88%

0,50%

De 2.160.000,01 a 2.280.000,00

12,01%

0,53%

0,53%

1,60%

0,38%

4,56%

3,91%

0,50%

De 2.280.000,01 a 2.400.000,00

12,11%

0,54%

0,54%

1,60%

0,38%

4,60%

3,95%

0,50%

5.1 Exemplo Um comerciante tem receita bruta mensal de R$ 12.000,00 e apresentou no período anterior faturamento anual de R$ 145.000,00. O valor do imposto a pagar será de: Receita de Vendas: Alíquota do Simples: Valor do Imposto:

R$ 12.000,00 5,47% R$ 656,40

A contabilização é feita da mesma maneira das outras duas formas de tributação.

006G/145

lição

11

Contabilização da Folha de Pagamento2 Introdução Nesta lição estudaremos todas as etapas de contabilização da folha de pagamento, bem como todas as obrigações patronais.

1. Características da Folha de Pagamento • Salários e ordenados, com horas extras, prêmios de produção, tarefas, salário-produção. • Obrigações sociais formadas pela cota-parte do empregador, como a contribuição para a Previdência Social. • Obrigações trabalhistas, que são decorrentes da legislação trabalhista, como férias, 13º salário, FGTS, seguro de acidentes de trabalho. • Outras despesas com pessoal custeadas pela empresa, como refeições, transporte, roupas especiais, assistência social, assistência médica, seguro de vida, etc.

2. Exemplo de Folha de Pagamento FUNCIONÁRIO

CARGO

SALÁRIO BRUTO

INSS

IRRF

VALETRANSPORTE

SALÁRIO LÍQUIDO

DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO Paulo da Silva

Torneiro

R$ 1.580,00

R$ 173,80

R$ 13,88

R$ 94,80

R$ 1.297,52

Fernando Souza

Serralheiro

R$ 1.800,00

R$ 198,00

R$ 43,25

R$ 108,00

R$ 1.450,75

Sebastião Paes

Torneiro

R$ 1.500,00

R$ 165,00

R$

-

R$ 90,00

R$ 1.245,00

Luiz Dias

Torneiro

R$ 1.500,00

R$ 165,00

R$

-

R$ 90,00

R$ 1.245,00

Rodrigo Santana

Marceneiro

R$ 1.200,00

R$ 108,00

R$

-

R$ 72,00

R$ 1.020,00

Lourival Teixeira

Ajudante

R$ 800,00

R$ 61,20

R$

-

R$ 48,00

R$ 690,80

Mário Lago

Gerente de Produção

Subtotal

R$ 2.800,00

R$ 308,00

R$ 176,75

R$ 168,00

R$ 2.147,25

R$ 11.180,00

R$ 1.179,00

R$ 233,88

R$ 670,80

R$ 9.096,32

2. As alíquotas apresentadas neste capítulo estão vigentes para o ano de 2007. É preciso que o aluno consulte as alíquotas vigentes.

006G/147

Instituto Monitor

FUNCIONÁRIO

CARGO

SALÁRIO BRUTO

INSS

IRRF

VALETRANSPORTE

SALÁRIO LÍQUIDO

R$ 180,00

R$ 2.289,37

DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO Roberto Paula

Gerente

R$ 3.000,00

R$ 318,37

Fernanda Correia Bento Moreira Ronaldo Lia

Assistente

R$ 700,00

R$ 53,55

R$

-

R$ 42,00

R$ 604,45

Motorista

R$ 500,00

R$ 38,25

R$

-

R$ 30,00

R$ 431,75

Ajudante

R$

Subtotal

R$ 500,00

R$ 38,25

R$ 4.700,00

R$ 448,42

R$ 212,26

-

R$ 30,00

R$ 431,75

R$ 212,26

R$ 282,00

R$ 3.757,32

R$ 176,75

R$ 168,00

R$ 2.147,25

DEPARTAMENTO FINANCEIRO Rosângela Alves

Contadora

R$ 2.800,00

R$ 308,00

Solange Pereira

Analista

R$ 1.500,00

R$ 165,00

-

R$ 90,00

R$ 1.245,00

Subtotal

R$ 4.300,00

R$ 473,00

R$ 176,75

R$

R$ 258,00

R$ 3.392,25

Total da folha

R$ 20.180,00

R$ 2.100,42

R$ 622,89

R$ 1.210,80

R$ 16.245,89

Este exemplo de folha de pagamento ocorre em qualquer empresa, independentemente do ramo de atividade. Do salário bruto são deduzidos o INSS do funcionário, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e o Vale-transporte, caso o funcionário opte por recebê-lo. 2.1 Desconto de INSS O desconto de INSS é calculado sobre o salário bruto do funcionário e o desconto obedecerá à tabela abaixo: Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a partir de  1º de fevereiro de 2009 Salário-de-contribuição (R$)

Alíquota para fins de recolhimento ao INSS (%)

Até 965,67

8.00%

de 965,68 até 1.609,45

9.00%

de 1.609,46 até 3.218,90

11.00%

acima de 3.218,90

R$ 354.08

Fonte: http://www.previdenciasocial.gov.br/

O cálculo do INSS ocorrerá da seguinte maneira: Valor do Salário Bruto: (x) Alíquota do INSS, de acordo com a faixa de ganho: Valor do INSS:

R$ 1.580,00 9% R$ 142,20

Nos casos em que o salário for maior que R$ 3.218,90, deve-se descontar o valor absoluto de R$ 354,08.

006G/148

Instituto Monitor

2.2 Desconto de IRRF O desconto de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) ocorrerá sobre o salário bruto, deduzida a contribuição para o INSS. O valor líquido deverá ser aplicado na tabela de desconto do IRRF, a seguir: Tabela Progressiva para o cálculo anual do Imposto de Renda de Pessoa Física para o exercício de 2010, ano-calendário de 2009. Base de Cálculo (R$)

Alíquota (%)

Parcela a Deduzir do IR

Até 1.434,59

0,00%

R$ 0,00

De 1.434,60 até 2.150,00

7,50%

R$ 107,59

De 2.150,01 até 2.866,70

15,00%

R$ 268,84

De 2.866,71 até 3.582,00

22,50%

R$ 483,84

Acima de 3.582,00

27,50%

R$ 662,94

Fonte: http://www.receita.fazenda.gov.br/

Assim, o Imposto de Renda Retido na Fonte deverá ser calculado da seguinte maneira: Salário Bruto: (-) Contribuição para o INSS (11%): (=) Salário Líquido para Imposto de Renda: (x) Alíquota de IR, conforme faixa de ganho(15%): (-) Dedução do IR, conforme tabela: (-) Imposto de Renda (=) Salário Líquido

R$ 2.800,00 R$ 308,00 R$ 2.492,00 R$ 373,80 R$ 268,84 R$ 104,96 R$ 2.387,04

Algumas observações deverão ser consideradas quando falamos de imposto de renda: a primeira delas é que o valor do imposto a ser retido na fonte deve ser maior de R$ 10,00, caso contrário não existirá retenção. Outra consideração é que o IRRF é uma tabela progressiva e quanto maior for o salário maior será a contribuição; às vezes um aumento de R$ 80,00 no salário, significa aumento de R$ 10,00 no valor de contribuição. 2.3 Vale-Transporte O vale-transporte é um direito do funcionário, segundo a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), e ele pode optar ou não por recebê-lo, e a empresa pode descontar em até 6% do valor do salário bruto do funcionário. Em nosso exemplo, trabalhamos com todos os funcionários sendo optantes do vale-transporte. Assim o cálculo será de: Valor do Salário: (x) Desconto do Vale Transporte (6%): (=) Valor líquido: 006G/149

R$ 1.500,00 R$ 90,00 R$ 1.410,00

Instituto Monitor

3. Direitos dos Funcionários O funcionário tem alguns direitos que não aparecem na folha de pagamento, mas que serão usufruídos em um determinado período e representarão para a empresa um gasto adicional. Esses direitos são as férias e o 13° salário. Ambos são previstos pela constituição de 1988, e a empresa deverá conceder todo ano 13° salário ao funcionário, pelo período integral ou proporcional ao tempo trabalhado e um terço do salário de adicional de férias, que o funcionário tem direito ao completar um ano de trabalho na empresa.

4. Obrigações da Empresa Sobre a folha de pagamento a empresa sofre uma série de obrigações, que são chamadas de contribuições à seguridade social ou como é mais conhecida: encargos sociais. Essas obrigações variam de acordo com o setor que a empresa atua: indústria, comércio ou serviços. A tabela de contribuição para a seguridade social é dada por: Tipo de Empresa: Indústria Encargos

Percentual

INSS empregador

20%

FGTS

8%

Salário Educação

2,5%

SAT – Seguro de Acidente no Trabalho INCRA

3% 0,2%

SENAI

1%

SESI

1,5%

SEBRAE

0,6%

Total

36,8%

006G/150

Instituto Monitor

Tipo de Empresa: Comércio e Serviços Encargos

Percentual

INSS empregador

20%

FGTS

8%

Salário Educação

2,5%

SAT – Seguro de Acidente no Trabalho

2%

INCRA

0,2%

SENAC

1%

SESC

1,5%

SEBRAE

0,6%

Total

35,8%

5. Contabilização da Folha de Pagamento A contabilidade deve proceder todos os meses a contabilização da folha de pagamento de todos os funcionários que deverá ser feita da seguinte maneira: • Contabilização dos salários e suas respectivas retenções. • Contabilização dos direitos do funcionário (férias e 13° salário). • Contabilização dos encargos sociais. Vamos proceder a contabilização da folha de pagamento apresentada no início da lição. Digamos que a folha de pagamento foi elaborada no fim do mês de abril de 2007. Sendo que no decorrer do mês, a empresa concede adiantamento a todos os funcionários, no montante de 30% do valor do salário, a contabilização do adiantamento do salário será: Adiantamento de Salários a Caixa ou Bancos R$ 6.054,00 (R$ 20.180,00 x 30%) Quando chegar o dia do pagamento do salário, contabilizaremos todos os direitos e retenções: Despesa com salários a Salários a pagar a Adiantamento de salários a INSS a Recolher a IRRF a Recolher a Vale-transporte a Pagar

006G/151

R$ 20.180,00 R$ 10.191,89 R$ 6.054,00 R$ 2.100,42 R$ 622,89 R$ 1.210,80

Instituto Monitor

Contabilização das Provisões Trabalhistas As provisões trabalhistas serão contabilizadas como 1/12 da folha de pagamento a título de 13° salário e 1/3 de 1/12 a título de férias. Observe que as férias são apenas um terço a mais do salário e o 13° salário é um salário a mais por ano. As provisões são necessárias para o cumprimento do regime de competência, pois está sendo reconhecida uma despesa do período, mas que será paga futuramente. Além das Provisões trabalhistas os Encargos Sociais também deverão ser provisionados sobre os mesmos. A contabilização das provisões será dada por: Despesa com 13° salário a Provisão para 13° salário

R$ 1.681,67 (R$ 20.180,00 /12)

Despesa com férias a Provisão para férias

R$ 560,56 (R$ 20.180,00 /12 = R$ 1.681,67 / 3)

Encargos sobre 13º salário a Provisão para Encargo sobre 13° salário

R$ 484,32 (R$ 1.681,67 x 28,8%)

FGTS sobre 13º salário a Provisão de FGTS sobre 13° salário

R$ 134,53 (R$ 1.681,67 x 8%)

Encargos sobre Férias a Provisão para Encargo sobre Férias

R$ 161,44 (R$ 560,56 x 28,8%)

FGTS sobre Férias a Provisão para FGTS sobre Férias

R$ 44,84 (R$ 560,56 x 8%)

Contabilização dos encargos sociais: No recolhimento dos encargos sociais, devemos destacar o FGTS dos demais encargos, assim a contabilização ficará da seguinte maneira: Despesa com Encargos Sociais a Encargos Sociais a Pagar R$ 5.811,84 (R$ 20.180,00 x 28,8% - Tabela Indústria) Despesa com FGTS a FGTS a Pagar

R$ 1.614,40 (R$ 20.180,00 x 8%)

Todas as provisões e despesas podem sofrer variações devido a dissídios ou acordos coletivos entre sindicatos dos empregados e patronais. Assim qualquer diferença poderá ser ajustada na época do dissídio da categoria. 006G/152

Exercícios Propostos 1 - De acordo com os cálculos e índices estudados nesta lição, calcule o valor de cada imposto e benefício de um empregado que recebe um salário fixo de R$ 550,00 (Tipo de empresa: comércio).

006G/153

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2 - Dada a seguinte folha de pagamento (saldos meramente ilustrativos): Salários diretos da produção horista

Cargo

Salário bruto

INSS

Paulo da Silva

Torneiro

600,00

Fernando Souza

Serralheiro

Sebastião Paes Luis Dias

Salário líquido

INSS empresa

FGTS

54,00

546,00

172,80

48,00

600,00

54,00

546,00

172,80

48,00

Torneiro

600,00

54,00

546,00

172,80

48,00

Torneiro

600,00

54,00

546,00

172,80

48,00

Rodrigo Santana

Marceneiro

600,00

54,00

546,00

172,80

48,00

Lourival Teixeira

Ajudante

400,00

30,60

369,40

115,20

32,00

3.400,00

300,60

-

3.099,40

979,20

272,00

2.800,00

157,30

410,00

2.232,70

806,40

224,00

2.800,00

157,30

410,00

2.232,70

806,40

224,00

2.300,00

157,30

272,50

1.870,20

662,40

184,00

Subtotal

IRRF

Salários indiretos Produção mensalista Mário Lago

Gerente de Produtos

Subtotal Salários Adm. Dep. de vendas Roberto Paula

Gerente

Fernanda Correia

Assistente

700,00

63,00

637,00

201,60

56,00

Bento Moreira

Motorista

500,00

43,25

456,75

144,00

40,00

Ronaldo Lia

Ajudante

Subtotal

300,00

22,95

277,05

86,40

24,00

3.800,00

286,50

272,50

3.241,00

1.094,40

304,00

2.100,00

157,30

217,50

1.725,20

604,80

168,00

Dep. Contábil Rosângela Alves

Contadora

Solange Pereira

Assistente

700,00

63,00

637,00

201,60

56,00

Subtotal

2.800,00

220,30

217,50

2.362,20

806,40

224,00

Total da Folha

12.800,00

964,70

900,00

10.935,30

3.686,40

1.024,00

Considerando que a folha de pagamento seja do mês de outubro, e que todos os funcionários têm mais de dois anos na empresa, faça os lançamentos no diário: a) Dos salários e encargos. b) Da provisão do 13º salário proporcional. c) Da provisão de férias.

006G/154

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006G/155

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Exercícios Integrados - Lições 8 a 11 Cia. Paulista Lançamento para o mês de novembro de 2007. 1 - Compra de mercadorias para revenda por R$ 100,00 a unidade; foram compradas 500 unidades. O ICMS é de 12% e o pagamento foi a prazo. 2 - Venda de mercadorias por R$ 200,00 cada unidade; foram vendidas 300 unidades. O ICMS foi de 12% e o recebimento será a prazo. Calcular PIS e COFINS no regime cumulativo. 3 - Compra de mercadorias por R$ 150,00 cada unidade. Foram compradas 150 unidades e o pagamento foi a prazo. O ICMS é de 12%. 4 - Venda de mercadorias por R$ 250,00 cada unidade. Foram vendidas 300 unidades e o recebimento foi à vista, em cheque. O ICMS é de 12%. Calcular PIS e COFINS no regime cumulativo. 5 - Pagamento de parte dos imóveis em cheque no valor de R$ 50.000,00, sendo que a empresa teve desconto de 3% sobre o valor do pagamento. 6 - Pagamento de despesa com salários em cheque por R$ 30.000,00; INSS de R$ 2.600,00 e IRRF de R$ 1.900,00. Calcular os encargos sociais de 27,8% e o FGTS de 8%. Fazer a provisão de férias e 13° salário. 7 - Pagamento das despesas operacionais de R$ 13.000,00. Fazer os lançamentos no livro diário, nos razonetes em “T”, apurar o resultado do exercício e elaborar o balanço patrimonial e a demonstração de resultados do exercício, considerando os saldos do primeiro exercício integrado, avaliação de estoques pelo método PEPS e Imposto de Renda pelo lucro presumido com taxa de 8% de presunção.

006G/156

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006G/157

lição

12

Problemas Contábeis Diversos Introdução Nesta lição estudaremos diversos problemas contábeis que são corriqueiros em uma empresa, seja no dia-a-dia ou no encerramento do exercício.

1. Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) As empresas que vendem a prazo assumem o risco de deixarem de receber alguns créditos (duplicatas a receber, contas a receber, etc.) em virtude da insolvência de seus clientes. Por esse motivo, por ocasião do levantamento do balanço, é feita uma provisão, visando a uma possível perda pelo não recebimento de contas a receber. A determinação da taxa correta de provisão de devedores duvidosos deve ser baseada na média histórica da empresa, das duplicatas a receber não liquidadas que a entidade possui. Este cálculo deverá ser demonstrado em notas explicativas às demonstrações financeiras. A taxa utilizada dependerá principalmente do ramo de atividade da empresa, que por condições econômicas ou operacionais poderá ter maior ou menor taxa de inadimplência. Os bancos, seguradoras e demais instituições financeiras possuem regras próprias determinadas pelo Banco Central para apurar os créditos de liquidação duvidosa. Cabe ao contabilista analisar as instruções normativas do Banco Central que determina as regras de cálculo. Os prejuízos provenientes de créditos considerados incobráveis (depois de tomadas todas as medidas legais para recebê-los) serão debitados na conta de provisão que, por esse motivo, no final do exercício poderá estar sem saldo, se foi totalmente utilizada; ou com algum saldo, se sua utilização foi parcial ou nenhuma. O saldo existente na conta de provisão será revertido para o resultado do exercício ou acrescido de valor, caso a provisão para o novo exercício exceda ao saldo existente, no dia do balanço. 006G/159

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Exemplo: em 31/12/X6, uma empresa apresentou um saldo de Duplicatas a Receber, no valor de R$ 500.000,00. Nessa data, foi feita a primeira provisão para devedores duvidosos (utilizamos para o exemplo uma taxa de 3%): Despesas de Provisão a Provisão para Devedores Duvidosos provisão constituída de 3% sobre Duplicatas a Receber, para atender às perdas prováveis, naquela conta R$ 15.000,00 Em 10/05/X7, uma duplicata no valor de R$ 10.000,00 foi considerada incobrável e usada a conta de provisão: Provisão para Devedores Duvidosos a Duplicatas a Receber valor referente a n/ dupl. nº 453, considerada incobrável R$ 10.000,00 No restante do exercício de 20X7, a conta Provisão para Devedores Duvidosos não foi mais utilizada, restando, no final do exercício, um saldo de R$ 5.000,00 (R$ 15.000,00 da provisão menos R$ 10.000,00 utilizados). Em 31/12/X7, o saldo de Duplicatas a Receber era de R$ 800.000,00. Como 3% de R$ 800.000,00 é R$ 24.000,00 e a conta de provisão já tem um saldo de R$ 5.000,00, R$ 19.000,00 é o bastante para complementarmos o valor da provisão, ou seja: Despesas de Provisão a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Complemento da conta de provisão, correspondente a 3% s/ dupl. a Receber R$ 19.000,00 Em 20/08/X8, uma duplicata no valor de R$ 30.000,00 foi considerada incobrável. Como o saldo da conta de provisão era de R$ 24.000,00, o restante foi considerado como uma despesa daquele exercício: Diversos a Duplicatas a Receber Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Utilização do saldo dessa conta para cobertura da dupl. nº 804, considerada incobrável R$ 24.000,00 Perda Diversos Complemento do valor da duplicata acima R$ 6.000,00 R$ 30.000,00 006G/160

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Em 31/12/X8, o saldo da conta Duplicatas a Receber era de R$ 1.200.000,00 e como não havia saldo na conta Provisão, o valor do lançamento correspondeu ao total dos 3%, a saber: Despesas de Provisão a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 3% s/ dupl. a receber para atender a perdas prováveis, naquela conta R$ 36.000,00 Em 14/04/X9, uma duplicata no valor de R$ 5.000,00 foi considerada incobrável: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa a Duplicatas a Receber Dupl. nº 1230, considerada incobrável R$ 5.000,00 Como no exercício de 20X9, a conta de provisão não mais foi utilizada, em 31/12/X9, o saldo da mesma era de R$ 31.000,00. Em 31/12/X9, o saldo de Duplicatas a Receber era de R$ 1.000.000,00. Como 3% de R$ 1.000.000,00 é R$ 30.000,00, existe um excesso de R$ 1.000,00 naquela conta que deverá se constituir numa reversão daquele valor, para o Resultado do Exercício, a saber: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa a Resultado do Exercício reversão do excesso de saldo daquela conta, para efeito de ajuste dos 3% s/ dupl. a rec. R$ 1.000,00 Resumo da Conta Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Por esta sistemática de contabilização, a apresentação da conta de provisão deverá corrigir o valor das duplicatas a receber, sendo redutora da referida conta.

DATA

DÉBITO

31/12/X6 10/05/X7

SALDO

D/C

R$ 15.000,00

R$ 15.000,00

C

R$ 5.000,00

C

R$ 19.000,00

R$ 24.000,00

C





R$ 36.000,00

C

R$ 10.000,00

31/12/X7 20/08/X8

CRÉDITO

R$ 24.000,00

31/12/X8

R$ 36.000,00

14/04/X9

R$ 5.000,00

R$ 31.000,00

C

31/12/X9

R$ 1.000,00

R$ 30.000,00

C

006G/161

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2. Depreciação Depreciação é uma despesa que registra a perda de valor dos bens fixos materiais constantes do ativo imobilizado, pelo uso, ação da natureza ou obsolescência. Os bens materiais constantes do ativo imobilizado (móveis e utensílios, instalações, veículos, máquinas e equipamentos, etc.), com o uso e com o passar do tempo vão se desgastando. A contabilização da perda de valor desses bens, pelo tempo e pelo uso, corresponde a uma despesa chamada de depreciação. Existem vários métodos4 para calcular a depreciação, porém, o mais usado no Brasil é o método linear (ou linha reta) que consiste em depreciar o bem em quotas anuais, constantes, pelo tempo de vida útil estimado para tal bem. Por esse método, podemos calcular a depreciação mensal, trimestral ou anual, com ou sem valor residual. Entende-se por valor residual, um valor estimado que não será depreciado e corresponderá ao preço de venda do bem como sucata, quando ele estiver imprestável ou obsoleto. Exemplo: uma máquina que custou R$ 500.000,00 tem vida útil estimada em 10 anos. Para cada tipo de bem se calcula seu tipo de vida útil, por meio de taxas usualmente adotadas e aceitas pela legislação do Imposto de Renda. Teremos, então, uma quota anual de depreciação de 10% do valor do custo. Valor do bem Custo residual Valor a depreciar

R$ 500.000,00 R$ 50.000,00 R$ 450.000,00

Se for usado um valor residual e, por hipótese, esse valor corresponde a R$ 50.000,00 a depreciação será calculada sobre R$ 450.000,00, ou seja, quotas anuais de R$ 45.000,00, (10% de R$ 450.000,00). Exemplo: tomemos como exemplo a conta Móveis e Utensílios a ser depreciada, com um valor de R$ 500.000,00. Para a conta móveis e utensílios temos a taxa anual de 10% a.a. (taxa adotada e aceita pela legislação do Imposto de Renda). 4. Apesar de existirem métodos diferentes para o cálculo da depreciação, utilizamos apenas o por quotas constantes, primeiramente por ser o mais usado e o único aceito pelo regulamento do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ). Para mais informações sobre outros métodos, consulte: Contabilidade Introdutória - Equipe de Professores da USP, Editora Atlas, 1990.

006G/162

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Considerando a contabilização da referida depreciação, na ocasião do balanço (depreciação anual, sem valor residual), teremos o seguinte lançamento: Depreciação a Depreciação acumulada Depreciação relativa ao ano de 20X7, sobre a conta Móveis e utensílios, calculada pela taxa de 10% a.a.

R$ 50.000,00

Taxas de Depreciação Admitidas pela Receita Federal A Receita Federal somente aceita o cálculo de despesas com depreciação dedutível do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ), com base nas seguintes taxas: Bem

Taxa Anual

Vida Útil

Edifícios e Construções

4%

25 anos

Máquinas e Equipamentos

10%

10 anos

Instalações

10%

10 anos

Móveis e Utensílios

10%

10 anos

Veículos

20%

5 anos

Terrenos

Não pode ser depreciado

_

Em casos especiais, nos quais a entidade possua um bem que por algum motivo a perda de valor seja maior do que a apontada na tabela, o contabilista deve encomendar um laudo técnico, geralmente realizado pelo INT - Instituto Nacional de Pesquisas, no qual deverá mencionar a vida útil deste bem. Esse laudo ocorre geralmente em máquinas que são limitadas a um certo processamento de matérias ou a um determinado período de tempo.

3. Amortização Amortização, assim como a depreciação, representa uma despesa e consiste na extinção gradual do valor aplicado em benfeitorias em prédios de terceiros, marcas e patentes. O cálculo de Amortização dos valores classificados nas contas citadas varia de acordo com a sua natureza, ou seja: benfeitorias em prédios de terceiros ou marcas e patentes amortizáveis de acordo com o tempo de validade (10 anos, 20 anos, etc.).

006G/163

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4. Exaustão A exaustão representa a perda de valor pela utilização de uma lavra, jazida ou reserva florestal. Dessa forma, a empresa registra anualmente a diminuição gradativa do valor de aquisição do bem (jazida, lavra ou reserva florestal), em função da quantidade de material extraído desses locais. Exemplo: Exaustão (despesa) a Exaustão Acumulada Quota de exaustão correspondente ao minério extraído em 2007

R$ 800.000,00

5. Despesas Antecipadas Determinadas despesas são pagas por um período que corresponde a mais um exercício financeiro. Por ocasião do balanço, teremos de determinar quanto do valor pago pertence ao exercício que estamos encerrando e quanto pertence ao exercício seguinte. Dividir o valor pago em dois ou mais exercícios é o que chamamos de diferir. O exemplo mais comum desse tipo de operação é o caso dos seguros. De um modo geral, os seguros pagos correspondem a um período de 12 meses. Como a empresa quase sempre paga o seguro em meses diferentes daqueles que inicia o seu exercício financeiro, o vencimento do seguro extrapola a data do encerramento do exercício que foi pago, devendo ser um diferimento da parte do exercício que está sendo encerrado e do exercício seguinte. Exemplo: Pelo pagamento do seguro 10/04/XX Seguros a Apropriar (Ativo) a Caixa Pago seguro contra fogo, relativo ao período de 01/04/X2 a 01/04/X3

R$ 60.000,00

Na data do Balanço 31/12/X2 Despesas com Seguros a Seguros a apropriar Valor referente a apropriação do seguro pago em 01/04/X2, pertencente ao exercício R$ 45.000,00 006G/164

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Existem outros casos de despesas pagas antecipadamente que também devem ser diferidas na época do balanço. Entre outros, temos os casos de empresas que compram material de escritório (bancos) ou de consumo em grandes quantidades, mas que não são usados imediatamente. O valor comprado, nesse caso, é lançado numa conta do ativo circulante (estoques) e à medida que o bem vai sendo consumido, o valor é transferido para a respectiva conta de despesa. Exemplo: 1) Pela compra de material de escritório (ativo circulante) a Caixa Pago pela compra de diversos, conforme Nota Fiscal nº 384 da Papelaria Modelo Ltda. R$ 7.000,00 2) Pelo consumo material de consumo (despesa) a material de escritório Material de escritório consumido durante o mês de julho de 2007

006G/165

R$ 1.000,00

lição

13

Operações com Duplicatas Introdução Nesta lição serão apresentadas as operações empresariais que envolvem recebimento e emissão de duplicatas, e a maneira como devem ser registradas pelo contabilista.

1. Recebimento de Duplicatas No decurso das atividades da empresa são efetuadas algumas operações que envolvem compra e venda de mercadorias, ou, no caso de empresas de prestação de serviços, a prestação de serviços a prazo. Tais operações representam, por ocasião do pagamento ou recebimento das duplicatas, diversos tipos de operações financeiras, que passamos a exemplificar. 1.1 Vendas a Prazo Duplicatas a receber a Vendas Valor referente à emissão de diversas duplicatas, a saber: nº 450 c/ Casa Maria S/A ................................R$ 50.000,00 nº 451 c/ Casa Lopes Ltda. . .............................R$ 150.000,00 nº 452 c/ Bazar Modelo Ltda. . ........................R$ 200.000,00 nº 453 c/ Indústria Ideal Ltda. . .......................R$ 100.000,00 R$ 500.000,00 1.2 Duplicatas em Carteira Dizemos que uma duplicata está “em carteira” quando, após sua emissão, ficamos esperando o dia do vencimento para recebêla. A duplicata fica guardada na empresa. No dia do vencimento, ou mandamos recebê-la do cliente ou o cliente vem à empresa para pagá-la.

006/167

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Suponhamos que, das duplicatas emitidas no item 1.1, a de nº 450, ficou na carteira. Caso ela seja recebida no vencimento, faremos: Caixa a Duplicatas a receber Casa Maria S/A Recebido n/ duplicata 450

R$ 50.000,00

Caso ela seja recebida antes do vencimento, com desconto de 10%, faremos: Diversos a Duplicatas a receber Casa Maria S/A Caixa Recebido n/ dupl. 450 c/ 10% de desconto Descontos concedidos Desconto concedido na duplicata acima

R$ 45.000,00 R$ 5.000,00

R$ 50.000,00

Caso a duplicata seja recebida após o vencimento, com juros de mora, faremos o seguinte lançamento: Caixa a Diversos a Duplicatas a receber Casa Maria S/A Recebimento duplicata nº 450 a Receita de juros juros recebidos na duplicata acima

R$ 50.000,00 R$ 5.000,00

R$ 55.000,00

1.3 Duplicatas em Cobrança Bancária Geralmente, por interesse da empresa emitente e para facilitar as operações da empresa compradora, as duplicatas emitidas são colocadas em cobrança bancária. Essa medida beneficia o emitente, que já fica com o valor das duplicatas recebidas em sua conta bancária e beneficia também o comprador, pois os bancos têm agências em todas as cidades, facilitando o pagamento das duplicatas. O banco, por sua vez, cobra uma comissão para efetuar a cobrança das duplicatas, que representa uma despesa para a empresa. 006G/168

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Por ocasião da entrega das duplicatas para a cobrança bancária, deve ser feito um lançamento contábil que registra esse ato administrativo por meio de um lançamento em contas de compensação. Depois do recebimento da duplicata, dá-se a baixa no referido lançamento, pelo valor estipulado na duplicata, como se fosse um estorno do lançamento inicial. Suponhamos que as duplicatas nº 451, 452 e 453, emitidas anteriormente, fossem entregues para cobrança no Banco Beta S/A: 1) Pelo registro (da compensação) da entrega das duplicatas ao banco: Bancos c/ cobrança Banco Beta S/A a Títulos em cobrança Valor referente à remessa de n/ dupl. 451, 452 e 453 para Cobrança Simples

R$ 450.000,00

2) Contabilização da comissão cobrada pelo banco: Despesas bancárias a Bancos c/ Movimento Banco Beta S/A Comissão de cobrança de n/ dupl. 451, 452 e 453, conforme aviso

R$ 5.000,00

3) Recebimento da duplicata nº 451, no vencimento: Bancos c/ movimento Banco Beta S/A a Duplicatas a receber Casa Lopes Ltda. Recebido n/ dupl. 451, conforme aviso

R$ 150.000,00

4) Pela baixa de registro de compensação: Títulos em cobrança a Bancos c/ cobrança Banco Beta S/A Pela baixa da dupl. 451, recebida n/ data, conforme aviso R$ 150.000,00

006G/169

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5) Recebimento da duplicata nº 452 antes do vencimento, com 5% de desconto: Diversos a Duplicatas a receber Bazar Modelo Ltda. Bancos c/ movimento Banco Beta S/A Recebido n/ duplicata 452, c/ 5% de desconto, conforme aviso R$ 190.000,00 Descontos concedidos Desconto concedido na dupl. acima R$ 10.000,00 R$ 200.000,00 6) Pela baixa do registro de compensação: Títulos em cobrança a Bancos c/ cobrança Banco Beta S/A Pela baixa da dupl. 452, recebida nessa data, conforme aviso

R$ 200.000,00

7) Recebimento da duplicata nº 453 após o vencimento, com 10% de juros de mora: Bancos c/ movimento Banco Beta S/A a Diversos a Duplicatas a receber Indústrias Ideal Ltda. Recebido n/ dupl. 453, conforme aviso a Receita de Juros juros recebidos na dupl. acima

R$ 100.000,00 R$ 10.000,00

R$ 110.000,00

8) Baixa de registro de compensação: Títulos em cobrança a Bancos c/ cobrança Banco Beta S/A Pela baixa da dupl. 453, recebida n/ data R$ 100.000,00 1.4 Duplicatas Descontadas Muitas vezes, ao fazer uma venda a prazo, a empresa não pode esperar o vencimento das duplicatas para receber o dinheiro. Nesse caso, ela negocia as duplicatas com um banco, ou seja, o banco faz um adiantamento do valor em dinheiro, creditando na conta de movimento da empresa o total a ser pago pelas duplicatas, menos os juros cobrados pelo tempo (prazo) que o banco aguardará para receber o dinheiro. 006G/170

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Exemplo: 1) Emissão de duplicatas (de prestação de serviços): Duplicatas a receber a Receitas de serviços Valor referente à emissão das seguintes duplicatas nº 746 c/ Padaria Ipanema Ltda. R$ 200.000,00 nº 747 c/ Bazar Horizonte Ltda. R$ 100.000,00 nº 748 c/ Casa Alves Ltda. R$ 300.000,00 R$ 600.000,00 2) Desconto das duplicatas nº 746,747 e 748, com o banco cobrando 120.000,00 de juros: Diversos a Duplicatas descontadas Bancos c/ movimento Banco Beta S/A Nosso crédito referente ao desconto das duplicatas nº 746, 747 e 748 Despesas bancárias Juros cobrados no desconto acima

R$ 480.000,00 R$ 120.000,00 R$ 600.000,00

3) Recebimento da duplicata nº 746 antes do vencimento, com desconto de 5%. Como o banco negociou com a empresa pelo valor nominal da duplicata (R$ 200.000,00) e a empresa concedeu um desconto ao cliente, ela terá de cobrir essa diferença, cobrada pelo banco, em sua conta de movimento. a) Pela duplicata recebida: Duplicatas descontadas a Duplicatas a receber Padaria Ipanema Ltda. Recebido n/ dupl. 746, conforme aviso

R$ 200.000,00

b) Pelo débito do desconto concedido: Descontos concedidos a Bancos c/ movimento Banco Beta S/A Pelo débito em n/ conta ref. ao desconto concedido na dupl. 746, conforme aviso R$ 10.000,00

006G/171

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4) Recebimento da duplicata nº 747, no vencimento: Duplicatas descontadas a Duplicatas a receber Bazar Horizonte Ltda. Recebido na dupl. 747, conforme aviso

R$ 100.000,00

5) Recebimento de duplicata nº 748, após vencimento, com juros de mora: se o banco fez um adiantamento em dinheiro à firma emitente, a duplicata pertence ao banco. Dessa forma, os juros de mora cobrados pelo atraso no pagamento do título também pertencem ao banco. Por isso, não há na empresa nenhum lançamento a ser feito em relação aos juros cobrados, e esse lançamento fica igual ao anterior, ou seja: Duplicatas descontadas a Duplicatas a receber Casa Alves Ltda. Recebido n/ dupl. 748, conforme aviso

R$ 300.000,00

1.5 Duplicata Descontada e Não Paga pelo Cliente Muitas vezes uma empresa desconta um título no banco e o comprador das mercadorias ou tomador do serviço (cliente) não efetua o pagamento da duplicata até um prazo de tolerância definido pelo banco (após o vencimento). Nesse caso, o banco debita da conta da empresa o valor do título descontado mais os juros pelo tempo aguardado após o vencimento, transferindo o mesmo para cobrança simples. Exemplo: 1) Débito do título na conta da empresa: Diversos a Bancos c/ movimento Banco Beta S/A Duplicatas descontadas Débito em n/conta da dupl. 750 Conforme aviso R$ 500.000,00 Despesas bancárias Juros cobrados no atraso da duplicata acima R$ 50.000,00 R$ 550.000,00

006G/172

Instituto Monitor

2) Entrada da duplicata em cobrança simples: Banco c/ cobrança Banco Beta S/A a Títulos em cobrança Transferência de n/ dupl. 750 para cobrança simples, conforme aviso

R$ 500.000,00

Observação: quando a empresa receber o valor desta duplicata, vai lançá-la da mesma forma que fez com os títulos recebidos em cobrança (situação já vista).

2. Compras a Prazo Por ocasião das compras a prazo, as empresas recebem de seus fornecedores duplicatas a pagar referentes às compras efetuadas. Da mesma maneira como foi visto em vendas, essas duplicatas podem ser pagas no vencimento, antes do vencimento, com desconto, após o vencimento, com juros de mora. As duplicatas podem ser pagas em dinheiro ou cheques dos bancos onde a empresa mantém conta bancária. Exemplo: 1) Pagamento de duplicata no vencimento, em dinheiro: Duplicatas a pagar Instaladora Marte Ltda. a Caixa Pagamento duplicata nº 436

R$ 80.000,00

2) Pagamento de duplicata, antes do vencimento, com desconto em cheque: Duplicatas a pagar Fornecedora Aurora Ltda. a Diversos a Bancos c/ movimento Banco Beta S/A Pagto. dupl. 1.963, c/ desconto de 10% a Descontos obtidos na dupl. acima

006G/173

R$ 90.000,00 R$ 10.000,00 R$ 100.000,00

Instituto Monitor

3) Pagamento de duplicata, após o vencimento, com juros de mora, em dinheiro: Diversos a Caixa Duplicatas a pagar Pago dupl. 2.458 Despesas de juros juros pagos na dupl. acima

R$ 200.000,00 R$ 20.000,00

R$ 220.000,00

Anotações e Dicas

006G/174

lição

14

Exemplo Prático Integrado Neste exemplo vamos praticar grande parte de todos os eventos contábeis apresentados nesta apostila. Cia. Tordesilhas Débito

Crédito

Capital Social

R$ 98.000,00

Imposto de Renda a Recolher

R$

3.000,00

Duplicatas a Pagar

R$

9.000,00

Lucros Acumulados

R$

2.000,00

Caixa

R$

7.000,00

Bancos conta Movimento

R$ 12.000,00

Estoques

R$

6.200,00

Duplicatas a Receber

R$

8.800,00

Máquinas

R$ 24.000,00

Imóveis

R$ 38.000,00

Veículos

R$ 16.000,00

Total

R$ 112.000,00

R$ 112.000,00

Lançamentos do mês de setembro de XX A) Compras do mês: R$ 78.000,00 Vendas do mês: R$ 186.000,00 Em ambas as operações não houve recebimento, nem pagamento. ICMS de 18% e a empresa opera no regime não cumulativo de PIS e COFINS. B) Recebimento de duplicatas R$ 138.800,00 C) Pagamentos de duplicatas R$ 72.000,00 D) Folha de pagamento do período: valor total da folha R$ 18.000,00. INSS funcionário R$ 2.200,00, IRRF R$ 1.300,00. Calcular os encargos sociais 27,8% e FGTS 8%. E) Desconto de duplicatas R$ 7.000,00, taxa de 12%. F) Provisão de Créditos de Liquidação Duvidosa de 3% do saldo de contas a receber G) Depreciação: veículos 20% ao ano, máquinas 10% ao ano, imóveis 4% ao ano. H) Contratação de seguros no valor de R$ 1.800,00, contrato válido por um ano. Pago à vista. 006G/175

Instituto Monitor

I) Despesas do período: comerciais R$ 22.000,00 e administrativas R$ 12.000,00 J) Estoque final do período R$ 18.000,00 Vamos efetuar os lançamentos em diário, razonetes, apurar o resultado com mercadorias, impostos sobre vendas e o resultado com mercadorias. Também elaboraremos o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado do Exercício. Lançamento em Diário A) Diversos a Duplicatas a Pagar ICMS a Recuperar Compras

R$ 14.040,00 R$ 63.960,00

Duplicatas a Receber a Vendas

R$ 186.000,00

Despesa com ICMS a ICMS a Recolher

R$ 33.480,00

PIS a Recuperar a Compras

R$ 1.287,00

COFINS a Recuperar a Compras

R$ 5.928,00

PIS sobre Faturamento a PIS a Recolher

R$ 3.069,00

COFINS sobre Faturamento a COFINS a Recolher

R$ 14.136,00

ICMS a Recolher a ICMS a Recuperar

R$ 14.040,00

PIS a Recolher a PIS a Recuperar

R$ 1.287,00

COFINS a Recolher a COFINS a Recuperar

R$ 5.928,00

B) Bancos conta Movimento a Duplicatas a Receber

R$ 138.800,00

C) Duplicatas a Pagar a Bancos conta Movimento

R$ 72.000,00

006G/176

R$ 78.000,00

Instituto Monitor

D) Despesa com Salários a Diversos a Salários a Pagar a INSS a Recolher a IRRF

R$ 14.500,00 R$ 2.200,00 R$ 1.300,00

Despesa com Encargos Sociais a Encargos Sociais a Pagar

R$ 5.004,00

Despesa com FGTS a FGTS a Pagar

R$ 1.440,00

Despesa com 13° Salário a 13° Salário a Pagar

R$ 1.500,00

Despesa com Férias a Férias a Pagar

R$ 500,00

E) Diversos a Duplicatas a Receber Bancos conta Movimento Despesa Financeira

R$ 6.160,00 R$ 840,00

F) Despesas com Provisão a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa

R$ 1.470,00

G) Despesa com Depreciação a Diversos a Depreciação Acumulada Veículos a Depreciação Acumulada Máquinas a Depreciação Acumulada Imóveis

R$ 267,00 R$ 200,00 R$ 127,00

H) Despesa antecipada de Seguros a Bancos conta Movimento Despesa com Seguros a Despesa antecipada de Seguros I) Despesas Operacionais a Bancos conta Movimento J) CMV a Diversos a Estoque a Compras Estoque a CMV 006G/177

R$ 18.000,00

R$ 7.000,00

R$ 594,00

R$ 1.800,00 R$ 150,00 R$ 34.000,00

R$ 6.200,00 R$ 56.745,00 R$ 18.000,00

R$ 62.945,00

Instituto Monitor

Apuração do Resultado R1) RCM a CMV

R$ 44.945,00

R2) Vendas a RCM

R$ 186.000,00

R3) RCM a Diversos a Despesa com ICMS a PIS sobre Faturamento a COFINS sobre Faturamento

R$ 33.480,00 R$ 3.069,00 R$ 14.136,00

R4) RCM a Resultado

R$ 90.370,00

R5) Resultado a Diversos a Despesa com Salários a Despesa com Encargos Sociais a Despesa com FGTS a Despesa com 13° Salário a Despesa com Férias a Despesa Financeira a Despesa com Provisão a Despesa com Depreciação a Despesas Operacionais a Despesas com Seguros

R$ 18.000,00 R$ 5.004,00 R$ 1.440,00 R$ 1.500,00 R$ 500,00 R$ 840,00 R$ 1.470,00 R$ 594,00 R$ 34.000,00 R$ 150,00

R6) Resultado a Imposto de Renda a Recolher

R$ 4.031,00

R7) Resultado a Lucros Acumulados

R$ 22.841,00

Capital Social

R$ 50.685,00

R$ 63.498,00

Imposto de Renda a Recolher

R$ 98.000,00

R$ 3.000,00 R$ 4.031,00 R$ 7.031,00

006G/178

Instituto Monitor Caixa

Bancos Conta Movimento

R$ 7.000,00

R$ 12.000,00

R$ 72.000,00

R$ 138.800,00

R$ 34.000,00

R$ 6.160,00

R$ 1.800,00

R$ 156.960,00

R$ 107.800,00

R$ 49.160,00 Estoque R$ 6.200,00

Duplicatas a Receber R$ 6.200,00

R$ 18.000,00

R$ 8.800,00

R$ 138.800,00

R$ 186.000,00

R$ 7.000,00

R$ 194.800,00

R$ 145.800,00

R$ 49.000,00 Duplicatas a Pagar R$ 72.000,00 R$ 72.000,00

Lucros Acumulados

R$ 9.000,00

R$ 2.000,00

R$ 78.000,00

R$ 22.841,00

R$ 87.000,00

R$ 24.841,00

R$ 15.000,00 Máquinas

Imóveis

R$ 24.000,00

R$ 38.000,00

Veículos

ICMS a Recuperar

R$ 16.000,00

R$ 14.040,00 R$ 14.040,00

Compras R$ 63.960,00

Vendas R$ 1.287,00 R$ 5.928,00

R$ 63.960,00

R$ 186.000,00 R$ 186.000,00

R$ 7.215,00

R$ 56.745,00 R$ 56.745,00 Despesa com ICMS

ICMS a Recolher

R$ 33.480,00

R$ 33.480,00 R$ 33.480,00

R$ 14.040,00 R$ 19.440,00

006G/179

Instituto Monitor PIS a Recuperar

Cofins a Recuperar

R$ 1.287,00

R$ 5.928,00 R$ 1.287,00

PIS sobre Faturamento

R$ 5.928,00 PIS a Recolher

R$ 3.069,00

R$ 3.069,00 R$ 3.069,00

R$ 1.287,00 R$ 1.782,00

Cofins sobre Faturamento

Cofins a Recolher

R$ 14.136,00

R$ 14.136,00 R$ 14.136,00

R$ 5.928,00 R$ 8.208,00

Despesa com Salários

Salários a Pagar

R$ 18.000,00

R$ 14.500,00 R$ 18.000,00

INSS a Recolher

Irrf

R$ 2.200,00

Despesa com Encargos Sociais

R$ 1.300,00

Encargos Sociais a Pagar

R$ 5.004,00

R$ 5.004,00 R$ 5.004,00

Despesa com FGTS

FGTS a Pagar

R$ 1.440,00

R$ 1.440,00 R$ 1.440,00

Despesa com 13° Salário

13° Salário a Pagar

R$ 1.500,00

R$ 1.500,00 R$ 1.500,00

Despesa com Férias

Férias a Pagar

R$ 500,00

R$ 500,00 R$ 500,00

Despesa Financeira

Despesa com Provisão

R$ 840,00

R$ 1.470,00 R$ 840,00

006G/180

R$ 1.470,00

Instituto Monitor Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa R$ 1.470,00

Despesa com Depreciação R$ 594,00 R$ 594,00

Depreciação Acumulada Veículos

Depreciação Acumulada Máquinas

R$ 267,00

Depreciação Acumulada Imóveis R$ 127,00

R$ 200,00

Despesas Operacionais R$ 34.000,00 R$ 34.000,00

Despesa Antecipada com Seguro R$ 1.800,00

R$ 150,00

Despesa com Seguros R$ 150,00

R$ 1.650,00

R$ 150,00 CMV

R$ 6.200,00

RCM R$ 18.000,00

R$ 56.745,00

R$ 186.000,00

R$ 33.480,00

R$ 62.945,00

R$ 18.000,00

R$ 44.945,00

R$ 3.069,00 R$ 14.136,00

R$ 44.945,00

Resultado R$ 63.498,00

R$ 44.945,00

R$ 90.370,00 R$ 26.872,00

R$ 4.031,00 R$ 22.841,00 R$ 22.841,00

006G/181

R$ 95.630,00

R$ 186.000,00

R$ 90.370,00

R$ 90.370,00

Instituto Monitor Conta

Débito

Capital social

Crédito R$ 98.000,00

Caixa

R$ 7.000,00

Banco Conta Movimento

R$ 49.160,00

Imposto de Renda a Recolher

R$ 7.031,00

Salários a pagar

R$ 14.500,00

Inss a pagar

R$ 2.200,00

Irrf a pagar

R$ 1.300,00

Encargos Sociais a pagar

R$ 5.004,00

Fgts a pagar

R$ 1.440,00

Icms a recolher

R$ 19.440,00

Pis a recolher

R$ 1.782,00

Cofins a recolher

R$ 8.208,00

Lucros acumulados

R$ 24.841,00

Estoque

R$ 18.000,00

Duplicatas a pagar

R$ 15.000,00

Duplicatas a receber

R$ 49.000,00

Veículos

R$ 16.000,00

Imóveis

R$ 38.000,00

Máquinas

R$ 24.000,00

Depreciação Acumulada Imóveis

R$ 127,00

Depreciação Acumulada Veículos

R$ 267,00

Depreciação Acumulada Máquinas

R$ 200,00

Despesa Antecipada de Seguros

R$ 1.650,00

Provisão de créditos de liquidação duvidosa

R$ 1.470,00

Férias a pagar

R$ 500,00

13° Salário a pagar

R$ 1.500,00

Total

R$ 202.810,00

006G/182

R$ 202.810,00

Instituto Monitor DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO CIA. TORDESILHAS SETEMBRO DE XX R$ 186.000,00

Vendas (-) Impostos sobre vendas Icms Pis Cofins

R$ (33.480,00) R$ (3.069,00) R$ (14.136,00)

R$ (50.685,00) R$ 135.315,00 R$ (44.945,00) R$ 90.370,00

(=) Receita líquida de vendas (-) Custo da mercadoria vendida (=) Lucro bruto (-) Despesas operacionais Funcionários Encargos sociais 13° Salário Férias Fgts Provisão Depreciação Seguros Financeira Comercial Administrativo

R$ (18.000,00) R$ (5.004,00) R$ (1.500,00) R$ (500,00) R$ (1.440,00) R$ (1.470,00) R$ (594,00) R$ (150,00) R$ (840,00) R$ (22.000,00) R$ (12.000,00)

R$ (63.498,00) R$ 26.872,00 R$ (4.031,00) R$ 22.841,00

(=) Lucro operacional (-) Imposto de renda (=) Lucro líquido

BALANÇO PATRIMONIAL CIA. TORDESILHAS - SETEMBRO DE XX ATIVO

PASSIVO

ATIVO CIRCULANTE CAIXA BANCOS CONTA MOVIMENTO DUPLICATAS A RECEBER (-) Provisão para créditos de liq. ESTOQUE DESPESAS ANTECIPADAS DE SEGUROS TOTAL

PASSIVO CIRCULANTE R$ R$ R$ 49.000,00 R$ (1.470,00)

R$ R$ R$ R$

7.000,00 DUPLICATAS A PAGAR 49.160,00 SALÁRIOS A PAGAR INSS A PAGAR 47.530,00 IRRF 18.000,00 ENCARGOS SOCIAIS A 1.650,00 PAGAR 123.340,00 FGTS A PAGAR 13° A PAGAR FÉRIAS A PAGAR ICMS A RECOLHER PIS A RECOLHER COFINS A RECOLHER IMPOSTO DE RENDA A RECOLHER TOTAL

ATIVO Permanente IMOBILIZADO MÁQUINAS (-) Depreciação acumulada IMÓVEIS (-) Depreciação acumulada VEÍCULOS (-) Depreciação acumulada TOTAL TOTAL DO ATIVO

R$ 15.000,00 R$ 14.500,00 R$ 2.200,00 R$ 1 .300,00 R$ 5.004,00 R$ 1 .440,00 R$ 1.500,00 R$ 500,00 R$ 19.440,00 R$ 1.782,00 R$ 8.208,00 R$ 7.031,00 R$ 77.905,00

PATRIMÓNIO LÍQUIDO R$ 24.000,00 R$ (200,00) R$ 38.000,00 R$ (127,00) R$ 16.000,00 R$ (267,00)

CAPITAL SOCIAL Reservas de Lucro R$ 23.800,00 TOTAL

R$ 98.000,00 R$ 24.841,00 R$ 122.841,00

R$ 37.873,00 R$ 15.733,00 R$ 77.406,00 R$ 200.746,00 TOTAL DO PASSIVO

006G/183

R$ 200.746,00

Instituto Monitor

Exercícios Integrados - Lições 12 a 14 Cia. Paulista Lançamento para o mês de dezembro de 2006. 1 - Compras do período: 300 unidades por R$ 250,00 cada, pagamento a prazo. O ICMS é de 12%. 2 - Vendas do período: 325 unidades por R$ 450,00 cada, recebidos metade à vista e o restante a prazo. O ICMS de 12%. Calcular PIS e COFINS no regime cumulativo. 3 - Desconte de duplicatas no valor de R$ 16.000,00 com taxa de 8% ao mês. 4 - Contrato de seguro no valor de R$ 27.000,00 pelo período de 18 meses, pago à vista. 5 - Pagamento de duplicatas no valor de R$ 50.000,00, com desconto de 8%. 6 - Pagamento de impostos: Imposto de Renda: R$ 13.200,00, ICMS: R$ 11.100,00 e Impostos a Recolher R$ 6.023,00. Em cheque. 7 - Recebimento de duplicatas no valor de R$ 40.000,00. 8 - Pagamentos de salários do mês por R$ 30.000,00. Calcular os encargos sociais de 27,8% e FGTS de 8%. Fazer a provisão de férias e 13°. 9 - Provisão para créditos de liquidação duvidosa de 1,5% do saldo de contas a receber. 10 - Depreciação: 20% para veículos, 10% para máquinas e 4% para imóveis. Fazer os lançamentos no livro diário, nos razonetes em “T”, apurar o resultado do exercício e elaborar o balanço patrimonial e a demonstração de resultados do exercício, considerando os saldos do primeiro exercício integrado, avaliação de estoques pelo método PEPS e Imposto de Renda pelo lucro presumido com taxa de 8% de presunção.

006G/184

Instituto Monitor

006G/185

Apêndice

1

Correção Monetária

1. Correção Monetária5 A correção monetária tem por finalidade a atualização dos valores constantes da contabilidade, dos elementos do ativo permanente e do Patrimônio Líquido, ajustando-os ao poder aquisitivo da moeda nacional. Essa atualização é realizada tornando-se por base a variação nominal de uma conta UFIR (Unidade de Referência Fiscal). O Decreto-Lei nº 2.341 de 29/06/87 adaptou a legislação do Imposto de Renda às normas da lei e regulamentou os princípios básicos para a escrituração da correção monetária na contabilidade das empresas que se resume às seguintes condições: • A unidade padrão para efeito da correção monetária será uma UFIR. • A conversão das unidades monetárias, em número de UFIR, será o valor da mesma, na data de sua conversão. • A variação da UFIR, entre duas datas, constituirá a base para a atualização dos valores na contabilidade da empresa. • O Valor da UFIR, entre duas datas, constituirá a base para a atualização dos valores, na contabilidade da empresa. • A correção monetária deve incidir sobre o saldo de cada conta do ativo permanente e Patrimônio Líquido, inclusive as retificadoras na data do balanço de abertura.

• As pessoas jurídicas deverão manter o livro Razão Auxiliar em UFIR, no qual as contas sujeitas à correção monetária serão escrituradas, adotando-se como unidade de conta o valor de uma UFIR. As contas do ativo permanente e do Patrimônio Líquido terão como contrapartida uma conta transitória denominada Resultado da Correção Monetária, que representa uma conta de resultado que, como tal, modificará o resultado do exercício produzindo aquilo que chamamos de lucro inflacionário, logicamente se o saldo da conta transitória for credor; caso contrário (saldo devedor), haverá uma perda inflacionária.

2. Esquema da Correção Monetária Resultado da Correção Monetária DÉBITO Valores da Correção do Patrimônio Líquido e contas retificadoras do Permanente

CRÉDITO Valores da Correção do Permanente e retificadoras do Patrimônio Líquido

Devedor = Perda inflacionária Saldo Credor = Lucro inflacionário

O valor da correção monetária será acrescido ao saldo das contas do ativo permanente e do Patrimônio Líquido, em contrapartida com a conta Resultado da Correção Monetária, com exceção do capital realizado, que terá o valor de sua correção contabilizado à parte, numa conta de reserva do capital chamada Correção

5. Correção Monetária foi extinta em 31/12/1995

006G/187

Instituto Monitor

Monetária do Capital, até a data da Assembléia Geral, quando os acionistas aprovarem o balanço. Exemplo: Saldo em 31/12/XX Móveis e Utensílios Lucros Acumulados

R$ 60.000,00 R$ 15.000,00

Considerando que não houve movimento nas duas contas durante o ano de X2, no balanço de 31/12/X1, teremos a seguinte correção: UFIR em 31/12/X1 - (Balanço de Abertura) UFIR em 31/12/X2 - (Balanço da Correção)

R$ 3.000,00 R$ 7.000,00

Correção de Móveis e Utensílios R$ 60.000,00 ÷ R$ 3.000,00 = 20 UFIR’s 20 × R$ 7.000,00 = R$ 140.000,00 (valor corrigido) R$ 140.000,00 – R$ 60.000,00 = R$ 80.000,00 (correção monetária) Correção de Lucros Acumulados R$ 15.000,00 ÷ R$ 3.000,00 = 5 UFIR’s 5 × R$ 7.000,00 = R$ 35.000,00 (valor corrigido) R$ 35.000,00 – R$ 15.000,00 = R$ 20.000,00 (correção monetária) Contabilização Móveis e Utensílios a Resultado da Correção Monetária Resultado da Correção Monetária a Lucros Acumulados

R$ 80.000,00 R$ 20.000,00

3. Quotas de Depreciação, Amortização e Exaustão6 As quotas de depreciação, amortização e exaustão a serem registradas na escrituração como custos ou despesas operacionais (encargos do exercício) serão determinadas com base nas seguintes normas: a) A quota anual em UFIR será o produto da taxa anual em depreciação ou amortização, ou da porcentagem de exaustão sobre o valor do bem em UFIR.

6. Método meramente ilustrativo, pois não é usado devido à extinção da UFIR em 31/12/1995.

006G/188

Instituto Monitor

b) A quota anual em UFIR será registrada na conta do encargo e o montante da quota a ser lançado na escrituração será determinado mediante a conversão da quota em UFIR para reais: b.1) Pelo valor da UFIR em cada mês, se registrada mensalmente. b.2) Pelo valor médio da UFIR no exercício da correção, se registrado por ocasião do balanço de encerramento do período. Exemplo: • Saldo de abertura da conta Instalações, no início do exercício: R$ 50.000,00. • Taxa anual do encargo de 10%. • Saldo de abertura da conta Depreciações Acumuladas de Instalações: R$ 20.000,00. • UFIR de abertura: R$ 1.000,00. • UFIR de encerramento: R$ 3.000,00. • UFIR média anual: R$ 1.800,00. Correção da conta Instalações R$ 50.000,00 ÷ R$ 1.000,00 = 50 UFIR’s 50 × R$ 3.000,00 = R$ 150.000,00 (valor corrigido) R$ 150.000,00 – R$ 50.000,00 = R$ 100.000,00 (correção monetária) Encargo do exercício (depreciações) 10% de 50 UFIR’s = 5 UFIR’s 5 × R$ 1.800,00 = R$ 9.000,00 (encargo do exercício) Correção da conta Depreciações Acumuladas de Instalações Em R$ Em UFIR Saldo de abertura R$ 20.000,00 20 Encargo do exercício R$ 9.000,00 5 R$ 29.000,00 25 25 × R$ 3.000,00 = R$ 75.000,00 – R$ 29.000,00 = R$ 46.000,00 (C.M.)

006G/189

Apêndice

2

Lei das Sociedades Anônimas

1. Lei das Sociedades Anônimas

2. Demonstração do Fluxo de Caixa

A Lei nº 11.638/07 traz alterações significativas no que se refere à elaboração e divulgação de demonstrações contábeis para as empresas regidas pela Lei no. 6.404/76, conhecida como a Lei das Sociedades por Ações, mas que, agora, também diz respeito, no que se refere à matéria contábil, às Sociedades Limitadas de Grande Porte (aquelas que tenham, isoladamente ou em conjunto, quando for de controle comum, faturamento superior a R$ 300 milhões ou Ativos superiores a R$ 240 milhões).

As empresas (exceto as companhias fechadas com o patrimônio líquido, na data do balanço patrimonial, inferior a R$ 2 milhões) devem incluir a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) em suas Demonstrações Financeiras. Essa demonstração apresenta as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-as em, no mínimo, três fluxos:

O objetivo geral das alterações promovidas pela Lei no. 11.638/07 pode ser resumido em: atualizar as práticas contábeis adotadas no Brasil, que, via de regra, tinham sido estabelecidas em 1976, e dar um comando geral para que as normatizações relacionadas aos aspectos contábeis tenham como parâmetro as Normas Internacionais de Contabilidade, do IASB (International Accounting Standards Board), conhecidas pela sigla em inglês IFRS (International Financial Reporting Standards). As alterações vão desde a simples criação de contas até complexas contabilizações, existentes em operações altamente técnicas. A seguir, apontaremos as principais alterações promovidas pela Lei.

• Das operações. • Dos financiamentos. • Dos investimentos. O objetivo da DFC é fornecer informações relevantes sobre recebimentos e pagamentos de caixa de uma companhia durante certo período, avaliar alternativas de investimentos e analisar e controlar ao longo do tempo as decisões importantes que são tomadas na empresa, com reflexo monetário. A estrutura da DFC engloba os seguintes fluxos: • Atividades operacionais: são aquelas que a empresa “pratica” no seu dia-a-dia; são as principais atividades geradoras de receitas da empresa. Podemos citar como exemplos de contas desta atividade o recebimento de

006G/191

Instituto Monitor

clientes, pagamentos aos fornecedores, recebimento de receitas financeiras, etc. • Atividades de investimentos: são as atividades relacionadas com os ativos permanentes (investimentos, imobilizado, intangível, diferido, renda fixa e renda variável). São exemplos aquisições de investimentos e de ativos imobilizados, recebimento de empréstimos concedidos, entre outras. • Atividades de financiamentos: estão relacionadas à obtenção de recursos pela empresa, podendo ser dos acionistas ou de terceiros. Como exemplo estão o recebimento e pagamento de empréstimos e financiamentos, dividendos pagos, etc. Existem duas modalidades para elaboração da DFC. O método direto e o método indireto. A principal diferença é quanto à apresentação das atividades operacionais. A metodologia direta consiste em apurar os valores recebidos e pagos, divulgando informações mais complexas e de melhor qualidade, enquanto que a indireta consiste em ajustar o lucro líquido do exercício pelos valores que impactam o lucro, mas não o caixa. A seguir apresentaremos um exemplo de DFC pelo método direto e um pelo método indireto.

Anotações e Dicas

006G/192

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Dfc – Método Direto Caixa Gerado pelas Atividades Operacionais Recebimentos Vendas

1.245.000

Total de Recebimentos

1.245.000

Pagamentos Fornecedores

816.000

Despesas Operacionais

408.000

Despesas Financeiras

2.250

Impostos

29.000

Total de Pagamentos

1.255.250

(A) Variação de Caixa das Atividades Operacionais

(10.250)

Caixa Gerado pelas Atividades de Investimento Recebimentos Venda de Ativo Imobilizado Total de Recebimentos

-

Pagamentos Compra de Ativo Imobilizado Total de Pagamentos

-

(B) Variação de Caixa das Atividades de Investimento

-

Caixa Gerado pelas Atividades de Financiamento Recebimentos Integralização de Capital em Dinheiro Total de Recebimentos

10.000 10.000

Pagamentos Amortização de Empréstimo Total de Pagamentos

7.500 7.500

(C) Variação de Caixa das Atividades de Financiamento Total da Variação de Caixa

2.500 (7.750)

Saldo Inicial de Caixa - 31/12/X0

8.000

(+) Total das Variações de Caixa

(7.750)

(=) Saldo Final de Caixa - 31/12/X1

006G/193

250

Instituto Monitor

Dfc - Método Indireto Caixa Gerado pelas Atividades Operacionais Lucro Líquido do Exercício

67.025

(+) Ajuste de Depreciação

2.000

(-) Variação de Clientes

(5.000)

(-) Variação de Estoques

(130.000)

(+) Variação de Fornecedores

64.000

(-) Variação de Impostos a Pagar (-) Variação de Contas a Pagar

(275) (8.000)

(A) Variação de Caixa das Atividades Operacionais

(10.250)

Caixa Gerado pelas Atividades de Investimento Recebimentos Venda de Ativo Imobilizado

-

Total de Recebimentos

-

Pagamentos Compra de Ativo Imobilizado Total de Pagamentos

-

(B) Variação de Caixa das Atividades de Investimento

-

Caixa Gerado pelas Atividades de Financiamento Recebimentos Integralização de Capital em Dinheiro Total de Recebimentos

10.000 10.000

Pagamentos Amortização de Empréstimo Total de Pagamentos

7.500 7.500

(C) Variação de Caixa das Atividades de Financiamento Total da Variação de Caixa

2.500 (7.750)

Saldo Inicial de Caixa - 31/12/X0

8.000

(+) Total das Variações de Caixa

(7.750)

(=) Saldo Final de Caixa - 31/12/X1

006G/194

250

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3. Demonstração do Valor Adicionado Outra demonstração inserida pela Lei nº. 11.638/07 e que somente é obrigatória para as companhias abertas é a DVA – Demonstração do Valor Adicionado que é o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída. A DVA visa a apresentar o quanto de riqueza a empresa gerou, ou seja, o quanto de valor ela adicionou e para quem foi distribuída. A importância da DVA se dá pelo montante de valor adicionado pela companhia e sua forma de distribuição.

Demonstração do Valor Adicionado GERAÇÃO DO VALOR ADICIONADO Receita de Vendas

2.000.000,00

(+) Receitas não Operacionais

150.000,00

(-) Custos e Serviços Obtidos de Terceiros

(750.000,00)

(=) Valor Adicionado Bruto

1.400.000,00

(-) Retenções (Depreciação e Amortização) (=) Valor Adicionado Líquido

(40.000,00) 1.360.000,00

(+) Valores Recebidos de Terceiros (Receitas Financeiras) (=) Valor Adicionado à Disposição da Entidade

40.000,00 1.400.000,00

DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO Pessoal e Encargos

250.000,00

17,86%

Governo

550.000,00

39,29%

Financiadores

150.000,00

10,71%

Acionistas e Lucros Retidos

450.000,00

32,14%

1.400.000,00

100,00%

Total

A partir da Lei 11.638/07, ao fim de cada exercício social, a diretoria elaborará, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: • Balanço Patrimonial. • Demonstração do Resultado do Exercício. • Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados. • Demonstração dos Fluxos de Caixa (em substituição à antiga Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR). • Demonstração do Valor Adicionado (se companhia aberta). 006G/195

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4. Criação de Contas e Grupos de Contas A Lei também apresenta a criação de contas e grupos de contas que antes não constavam. Abaixo apresentamos com detalhes: a. Intangível - compreendem os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercícios com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. Exemplos: marcas, patentes, direitos de concessão, direitos autorais, entre outros. b. Ajustes de Avaliação Patrimonial - serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo em decorrência de sua avaliação a preço de mercado. c. Omissão da conta de Lucros Acumulados a nova redação dada pela Lei nº. 11.638/07 omite “Lucros Acumulados”. Todo resultado será, obrigatoriamente, destinado. Só poderá haver saldo na forma de Prejuízos Acumulados, conforme art. 178 onde o Patrimônio Líquido é dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucro, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. d. Omissão da conta de Reserva de Reavaliação - a Lei 11.638/07 não prevê mais o instituto da Reavaliação espontânea de ativos. Os saldos existentes nas reservas de reavaliação deverão ser mantidos até a sua efetiva realização ou estornados até o final do exercício social em que esta Lei entrar em vigor.

trato que dá origem a um ativo financeiro de uma entidade e um passivo financeiro ou instrumento de patrimônio de uma outra entidade. Um Instrumento Financeiro é reconhecido nas demonstrações contábeis da entidade quando ela se torna parte do contrato referido. As aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo deverão ser avaliados: a) pelo seu valor de mercado ou valor equivalente, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito. No parágrafo 1º do art. 183, considera-se valor de mercado em relação aos instrumentos financeiros, o valor que se pode obter em um mercado ativo, decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes; e, na ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro (definição clássica de fair value): a) o valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares; b) o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos financeiros de natureza, prazo e riscos similares; ou

5. Instrumentos Financeiros

c) o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação de instrumentos financeiros.

O IAS 32 (norma internacional que forma a base das alterações da nova lei) define Instrumento Financeiro como qualquer con-

Todas as aplicações financeiras, tanto de curto como de longo prazo, deverão passar por uma análise antes de serem contabiliza-

006G/196

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das. Os rendimentos dos títulos serão computados no resultado do exercício e o ajuste do valor de mercado será contabilizado no Patrimônio Líquido, deduzindo-se o Imposto de Renda e Contribuição Social. No caso de aplicações financeiras destinadas à negociação imediata, elas serão ajustadas ao seu valor de mercado ou equivalente em cada balanço, inclusive trimestral ou mensal. Em resumo, ao contrário do que antes acontecia, em que qualquer instrumento financeiro era contabilizado de uma forma única, eles deverão ser categorizados, conforme intenção da administração e, dependendo de sua categoria, contabilizados de forma diferente entre eles.

6. Ajuste a Valor Presente A Lei nº. 6.404/76, alterada pela Lei nº. 11.638/07 em seu art. 183, inciso VIII incluiu a seguinte situação sobre o Ativo: “os elementos do Ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante”. Em relação ao passivo o art. 184 inciso III estabelece que: “as obrigações, encargos e riscos classificados no Passivo Não Circulante serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante”. Portanto, todos os elementos do Ativo e também do Passivo, que são recebíveis ou exigíveis no longo prazo, deverão ser ajustados ao seu valor presente. Quando houver efeito relevante, ou seja, um reflexo significativo, os ativos e passivos provindos de operações de curto prazo também deverão ser ajustados. Esta alteração visa a possibilitar a comparabilidade das demonstrações financeiras

entre os diversos tipos de empresas, uma vez que todos os valores ajustados terão reflexos imediatos no resultado. A grande questão aqui se refere a trazer para a Contabilidade, para os recebíveis e exigíveis de longo prazo, e os de curto prazo relevantes, o valor do dinheiro no tempo, considerando, como exemplo, que um valor a receber daqui a 12 meses e registrado nas demonstrações financeiras por seu valor nominal é diferente, economicamente, ao longo do tempo.

7. Contabilização de Leasing Financeiro No que se refere ao ativo imobilizado, deverão ser registrados nesta conta os bens decorrentes de operações que transfiram à empresa benefícios, riscos e controle desses bens. A grande alteração aqui se refere ao fato de que, na redação anterior, havia a expressão propriedade em vez de benefícios, riscos e controle. Sendo assim, contrato de arrendamento que estava caracterizado uma compra financiada, não era registrado como Ativo Imobilizado, já que, na forma jurídica, a propriedade fica com a Arrendadora. A alteração da Lei vem para que prevaleça a Essência Econômica sobre a Forma Jurídica na Contabilidade. Assim, quando um arrendamento mercantil for considerado como financeiro (característica de compra financiada) passará a ser contabilizado como operação de compra pela Arrendatária, tendo o valor da transação original registrado no Ativo e depreciado pela sua vida útil econômica. A dívida será registrada no passivo e as atualizações serão com base nas taxas de juros implícitas na contratação.

8. Recuperabilidade de Ativos de Longo Prazo A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos

006G/197

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valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam: I. Registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou II. Revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização. Ou seja, o valor contábil de um ativo imobilizado ou intangível não poderá ser registrado por uma quantia superior ao seu valor recuperável. Se isso ocorrer a empresa deverá constituir provisão para perdas por desvalorização. Outro ponto importante da Lei que deve ser destacado é o teste de recuperabilidade do ativo, ou impairment, que deverá ser aplicado periodicamente ao Ativo Não Circulante, isto é, nenhum ativo poderá existir por um valor maior que seu valor recuperável, seja por sua utilização pela empresa, seja por venda, daí a importância da atualização destes testes. A matéria regulamentando essa prática foi deliberada pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários e CFC – Conselho Federal de Contabilidade, aprovando o CPC 1 – Valor Recuperável de Ativos.

9. Concentração de Negócios Empresariais No art. 226 foi incluído o § 3º onde, nas operações referidas no caput deste artigo (incorporação, fusão, cisão), realizadas entre partes independentes e vinculadas à efetiva transferência de controle, os ativos e passivos da sociedade a ser incorporada ou decorrente de fusão ou cisão serão contabilizados pelo

seu valor de mercado. Ou seja, anteriormente a legislação brasileira permitia que esses tipos de negócio fossem registrados a partir dos valores contábeis contidos no balanço patrimonial da empresa, ou então fossem utilizados os valores de mercado para os ativos e passivos objetos dessas transformações. Agora, porém, essas operações de business combination devem ser registradas a valores de mercado, pois se pressupõe que sempre há uma transferência de controle, mesmo quando ocorre uma fusão. No caso de haver uma transferência de controle e logo após uma fusão ou incorporação, as demonstrações da empresa adquirida deverão ajustar tanto os passivos como os ativos a valor de mercado previamente a esta fusão ou incorporação. Nesta condição estes novos valores serão fusionados ou incorporados à adquirente do controle

10. Avaliação de Coligadas Segundo o art. 248 alterado pela Lei nº. 11.638/07, no balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: I. O valor do PL da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 60 dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas;

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II. O valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de PL referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada;

strações não elidem a obrigação de elaborar, para todos os fins desta Lei, demonstrações financeiras em consonância com o disposto no caput deste artigo e deverão ser alternativamente observadas mediante registro:

III. A diferença entre o valor do investimento, de acordo com o número II, e o custo de aquisição corrigido monetariamente; somente será registrada como resultado do exercício se: decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada; corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos; e no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários.

I - Em livros auxiliares, sem modificação de escrituração mercantil; Comentário nosso: este artigo em nada muda a redação anterior e conta com uma regulamentação da Receita Federal do Brasil, na qual já temos o LALUR – Livro de Apuração do Lucro Real – que faz os ajustes de critérios contábeis utilizados na legislação societária, mas que não são aceitos pela legislação tributária.

Assim, foi omitida a relevância para fins de aplicação do método de equivalência e a impossibilidade de avaliação por equivalência para os investimentos em ações ou quotas que não tenham direito a voto.

11. Aspectos Tributários O artigo 177 apresenta a seguinte redação: A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência. § 1º As demonstrações financeiras do exercício em que houver modificação de métodos ou critérios contábeis, de efeitos relevantes, deverão indicá-la em nota e ressaltar esses efeitos. § 2º As disposições da lei tributária ou de legislação especial sobre atividade que constitui o objeto da companhia que conduzam à utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou à elaboração de outras demon-

II - No caso da elaboração das demonstrações para fins tributários, na escrituração mercantil, desde que sejam efetuados em seguida lançamentos contábeis adicionais que assegurem a preparação e a divulgação de demonstrações financeiras com observância do disposto no caput deste artigo, devendo ser essas demonstrações auditadas por auditor independente registrado na Comissão de Valores Mobiliários. Comentário nosso: neste caso, deve-se esperar, uma vez que não há regulamentação por parte da Receita Federal do Brasil. § 3º As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, e serão obrigatoriamente auditadas por auditores independentes registrados na mesma comissão. § 4º As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por contabilistas legalmente habilitados. § 5º As normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários a que se refere o § 3º deste artigo deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de valores mobiliários.

006G/199

Instituto Monitor

§ 6º As companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre demonstrações financeiras expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários para as companhias abertas. § 7º Os lançamentos de ajustes efetuados exclusivamente para harmonização de normas contábeis, nos termos do § 2º deste artigo, e as demonstrações e apurações com eles elaboradas não poderão ser base de incidência de impostos e contribuições nem ter quaisquer outros efeitos tributários.

Anotações e Dicas

006G/200

Respostas dos Exercícios Propostos Lição 1 1 - É a ciência que estuda o patrimônio das empresas.

3 - Os Princípios Contábeis são: Entidade, Continuidade, Oportunidade, Registro pelo Valor Original, Atualização Monetária, Competência e Prudência.

3-C

4 - As normas Profissionais são de Auditor Independente, de Perito Contábil e de ­Auditor Interno, de Educação Profissional Continuada e de Exame de Qualificação Técnica.

4-C

5-D

5-C

6-B

2 - Entidades com fins econômicos, com fim socioeconômico e sociais.

6-D 7 - Clara e Objetiva, Precisa e Tempestiva.8

Lição 3

Lição 2

1-C

1 - Princípio é uma premissa, verdade absoluta e inquestionável. O Princípio Contábil é a condição essencial para que a Contabilidade exista.

3-C

2 - Normas são regras convencionais adotadas e estabelecidas por doutrinadores e profissionais com a finalidade de uniformizar e sistematizar os registros contábeis.

6-D

2-B 4-A 5-A

006G/201

Instituto Monitor

7. a) CAIXA

R$ 50.000,00

Capital

R$ 50.000,00

b) CAIXA Mercadorias

R$ 20.000,00 R$ 30.000,00



R$ 50.000,00

Capital

R$ 50.000,00 R$ 50.000,00

c) CAIXA Mercadorias Instalações

R$ 20.000,00 R$ 30.000,00 R$ 40.000,00



R$ 90.000,00

Duplicatas a Pagar

R$ 40.000,00

Capital

R$ 50.000,00 R$ 90.000,00

d) CAIXA Mercadorias Instalações Veículos

R$ 20.000,00 R$ 30.000,00 R$ 40.000,00 R$ 10.000,00



R$ 100.000,00

Duplicatas a Pagar

R$ 50.000,00

Capital

R$ 50.000,00 R$ 100.000,00

e) CAIXA Mercadorias Instalações Veículos

R$ 10.000,00 R$ 30.000,00 R$ 40.000,00 R$ 10.000,00

Duplicatas a Pagar

R$ 40.000,00

Capital

R$ 50.000,00

R$ 90.000,00

R$ 90.000,00

Lição 4 1 - São agrupados em bens fixos, numerários, de venda, de renda e crédito de funcionamento. 2 - A principal diferença entre elas é que os bens tangíveis são de existência palpável e os intangíveis são bens imateriais. 3 - As contas são Ativo Circulante e Passivo Circulante. 006G/202

Instituto Monitor

4 - O grupo Patrimônio Líquido representa o capital próprio que foi investido na empresa e os resultados obtidos decorrentes desse investimento. 5 - Os grupos que compõem os aspectos quantitativos do patrimônio são: Ativo Circulante, Ativo Não Circulante, Passivo Não Circulante e Patrimônio Líquido.

Lição 5 1) a) Mercadorias a Fornecedores R$ 30.000.00

Caixa 10.000,00 (c 3.000,00 (d 1.000,00 (f

b) Móveis e Utensílios a Fornecedores R$ 10.000.00 c) Bancos a Caixa R$ 10.000.00

Bancos c)

10.000,00

d) Duplicatas a pagar a Caixa R$ 3.000.00 Fornecedores/Duplicatas a pagar

e) Veículos a Fornecedores R$ 30.000.00

d)

3.000,00 30.000,00

(a

10.000,00

(b

30.000,00

(e

f) Mercadorias a Caixa R$ 1.000.00 Mercadorias a)

30.000,00

f)

1.000,00 Móveis e Utensílios

b)

10.000,00

Mercadorias e)

006G/203

30.000,00

Instituto Monitor

2) Diário a) Caixa a Capital

R$ 50.000,00

b) Bancos c/ Movimento a Caixa

R$ 5.000,00

c) Mercadoria a Duplicatas a Pagar

R$ 6.000,00

d) Instalações a Bancos c/ Movimento

R$ 2.500,00

e) Duplicatas a Pagar a Caixa

R$ 2.000,00

f) Veículos a Caixa

R$ 10.000,00

Razonetes Caixa 50.000

5.000 2.000 10.000 17.000 Capital

50.000 Banco c/ Movimento 5.000 2.500



Mercadorias 6.000

Duplicatas a Pagar 2.000 6.000 Instalações 2.500



Veículos 10.000

006G/204

Instituto Monitor BALANCETE DE VERIFICAÇÃO Movimentação

CONTAS

SALDO

DÉBITO

CRÉDITO

DEVEDOR

CREDOR

50.000

17.000

33.000

-

Caixa Capital

-

50.000

-

50.000

Bancos c/ Movimento

5.000

2.500

2.500

-

Mercadorias

6.000

-

6.000

-

Duplicatas a Pagar

2.000

6.000

-

4.000

Instalações

2.500

-

2.500

-

Veículos

10.000

-

10.000

-

Totais

75.500

75.500

54.000

54.000

balancete patrimonial - Empresa Direta ativo Caixa

PASSIVO 33.000 Duplicatas a Pagar

Bancos c/ Movimento

2.500

Mercadorias

6.000

Instalações

2.500 Capital Social

Veículos

10.000

Total

54.000 Total

Lição 6 a) Capital a realizar a Capital social b) Caixa a Capital a realizar c) Instalações a Duplicatas a pagar d) Bancos c/ movimento a Caixa e) Móveis e utensílios a Duplicatas a pagar f) Mercadorias a Bancos c/ movimento g) Móveis e utensílios a Duplicatas a pagar

006G/205

4.000

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 50.000 54.000

Instituto Monitor

h) Telefone a Bancos c/ movimentos i) Caixa a Bancos c/ movimento j) Mercadorias a Duplicatas a pagar k) Duplicatas a pagar a Caixa l) Caixa a Duplicatas a receber

Lição 7 1 - Atividade da empresa é a forma como pretende atuar no mercado, a fim de atender às expectativas de seus clientes e sociedade em geral. 2 - Receitas são todos os numerários que e empresa obtém por venda de produtos e serviços, por ganho de juros em aplicações financeiras ou por venda de ativos da empresa. 3 - O custo é um numerário que deduz a receita para a formação do lucro da empresa. Despesas são sacrifícios financeiros feitos pela empresa para aumentar as receitas e manter a atividade. 4 - Consiste em saber o valor do lucro ou prejuízo que a empresa obteve no exercício. 5 - Lançamento no diário (sem histórico) a) Caixa a Vendas

R$ 12.000,00

b) Despesas c/ mão-de-obra a Caixa

R$ 7.000,00

c) Despesas c/ água e luz a Caixa

R$ 5.000,00

d) Caixa a Vendas

R$ 18.000,00

e) Despesas c/ combustível a Caixa

R$ 12.000,00 006G/206

Instituto Monitor

Razonetes Caixa 12.000 18.000 30.000 6.000

7.000 5.000 12.000 24.000 Vendas

12.000 18.000 30.000 30.000 Despesa c/ mão-de-obra 7.000 7.000 Despesa c/ água e luz 5.000 5.000 Despesa c/ combustível 12.000 12.000 Resultados 24.000 30.000 6.000 Apuração dos resultados Vendas a Resultado

R$ 30.000

Resultado a Diversos a Despesas c/ mão-de-obra R$ 7.000 a Despesas c/ água e luz R$ 5.000 a Despesas c/ combustível R$ 12.000

R$ 24.000

Resultado a Lucro ou prejuízos acumulados

R$ 6.000

Resultados 24.000 6.000

30.000 6.000 006G/207

Instituto Monitor

Lucro ou prejuízo acumulados

6.000

Demostração de Resultados Vendas R$ 30.000,00 ( - ) Despesas Despesas c/ mão-de-obra R$ 7.000,00 Despesas c/ água e luz R$ 5.000,00 Despesas c/ combustível R$ 12.000,00 (R$ 24.000,00) (=) Lucro Líquido do Exercício R$ 6.000,00

Exercícios Integrados - Lições 1 a 7 Cap. Social 1) Diversos 100.000 a Capital Social 100.000 Máquinas 30.000 Veículos 40.000 Caixa 30.000 100.000 2) Banco a Caixa 20.000 3) Despesa com material consumo a Caixa 1.000 Banco 4) Computadores 2) 20.000 5.000 a Banco 5.000 5)

6) 20.000 Imóveis a Duplicatas a Pagar 80.000

(1

1)

(7

2.500

(8

1)

(3

21.000

30.000 30.000

(9 (10 Veículos 1)

40.000 40.000

(b

Imóveis 5)

80.000 80.000

Venda de Serviços 20.000

006G/208

(2

1.000

Máquinas (4

5.000

20.000

20.000

9.000

5.000

a)

30.000 30.000

10.000

6.000 6) Bancos 500 a Venda de Serviços 20.000 40.000 24.000 7) Despesa com funcionários 16.000 a Bancos 10.000 8) Despesa com água e luz a Bancos 2.500 Desp. Mater. Consum. 3) 1.000 9) Duplicatas a Pagar 1.000 a Banco 6.000 1.000 10) Despesa financeira a Banco 500 Computadores 4)

Caixa

20.000

Desp. Com Funcionário (6

7)

10.000 10.000

10.000

(c

Instituto Monitor Desp. Com água e luz 8)

Dupl. A Pg

2.500 2.500

9) 2.500

500

(e

b)

1.000

c)

10.000

d)

2.500

e)

20.000

500 14.000

20.000 6.000

DRE 1 Vendas de Serviços

20.000

(-) Despesas

(14.000)

Despesa com Funcionários

10.000

Despesa com água e luz

2.500

Despesa com material de consumo

1.000

Despesa Financeira

500

Lucro Líquido do Exercício

6.000

Balanço Patrimonial 1 Ativo

Passivo

Ativo Circulante Caixa Banco Total Ativo Circulante

Passivo Circulante 9.000 Duplicatas a Pagar 25.000 Total Passivo Circulante

30.000

Capital Social

Veículos

40.000

Reserva de Lucros a Realizar

Imóveis

74.000

Patrimônio Líquido

Máquinas Computadores

74.000

16.000

Ativo Não Circulante

100.000 6.000

5.000 80.000

Total Ativo Não Circulante

155.000 Total Patrimônio Líquido

106.000

Total Ativo

180.000 Total Passivo + PL

180.000

006G/209

(5

Resultado

500 500

80.000 74.000

Desp. Financeira 10)

6.000

(d

(a

Instituto Monitor

Lição 8 1São Paulo, 10 de outubro de 2007 Mercadorias a Caixa

R$ 50,00

São Paulo, 25 de outubro de 2007 Caixa a Mercadorias

R$ 40,00

São Paulo, 18 de novembro de 2007 Duplicatas a Receber Mercadorias

R$ 20,00

São Paulo, 10 de dezembro de 2007 Mercadorias a Duplicatas a Pagar

R$ 30,00

São Paulo, 31 de dezembro de 2007 Mercadorias em Estoque a Mercadorias referente ao (estoque final)

R$ 25,00

São Paulo, 31 de dezembro de 2007 Mercadorias a Resultado do Exercício referente apuração do (Lucro Bruto)

R$ 5,00

Mercadorias



DÉBITO Compras

CRÉDITO R$ 50,00

Vendas

R$ 40,00

R$ 30,00 Lucro Bruto

R$ 5,00

R$ 20,00 Estoque final

R$ 25,00

2Ficha de Estoque Data

Entrada

Saída

DOC

Q

Preço

Total

10/03

NF

10

R$ 12.000,00

R$ 1.200,00

20/03

NF

15/04

NF

10

R$ 19.200,00

R$ 19.200,00

5

R$ 2.040,00

R$ 10.200,00

30/04

NF

18/05

NF

20/05

NF

Q 8 11 4

Preço R$ 1.200,00 R$ 1.800,00 R$ 2.000,00

006G/210

Estoque Total R$ 9.600,00 R$ 19.800,00 R$ 8.000,00

Q

Preço

Total

10

R$ 1.200,00

R$ 12.000,00

2

R$ 1.200,00

R$ 2.400,00

12

R$ 1.800,00

R$ 21.600,00

1

R$ 1.800,00

R$ 1.800,00

6

R$ 2.000,00

R$ 12.000,00

2

R$ 2.000,00

R$ 4.000,00

Instituto Monitor

02 × R$ 1.200,00 = R$ 2.400,00 10 × R$ 1.920,00 = R$ 19.200,00 R$ 21.600,00 = R$ 1.800,00 12 R$ 21.600,00 12 1 × R$ 1.800,00 = R$ 1.800,00 5 × R$ 2.040,00 = R$ 10.200,00 R$ 12.000,00 = R$ 2.000,00 6  R$ 12.000,00 6 Contabilização: 10/03

Estoques a Caixa

R$ 12.000,00

20/03

Caixa a Vendas

R$ 16.000,00



CMV a Estoques

R$ 9.600,00

15/04

Estoques a Duplicatas a Pagar

R$ 19.200,00

30/04

Duplicatas a Receber a Vendas

R$ 33.000,00



CMV a Estoques

R$ 19.800,00

18/05

Estoques a Caixa

R$ 10.200,00

20/05

Duplicatas a Receber a Vendas

R$ 12.000,00

3-

CMV a Estoques

R$ 8.000,00

18/12

Estoques a Caixa (30 × R$ 900,00)

R$ 27.000,00

20/12

Caixa a Vendas (25 × R$ 1.500,00)

R$ 37.500,00

20/12

CMV a Estoques (25 × R$ 900,00)

R$ 22.500,00

23/12

Estoques 006G/211

Instituto Monitor



a Caixa (15 × R$ 1.300,00)

R$ 19.500,00

27/12

Caixa a Vendas (18 × R$ 2.000,00)

R$ 36.000,00

27/12

CMV a Estoques (5 × R$ 900,00 = R$ 4.500,00) (13 × R$ 1.300 = R$ 16.900,00)

R$ 21.400,00

28/12

Estoques a Caixa (8 × R$ 1.500,00)

R$ 12.000,00

30/12

Caixa a Vendas (9 × R$ 2.500,00)

R$ 22.500,00

30/12

CMV a Estoques (2 × R$ 1.300,00 = R$ 2.600,00) (7 × R$ 1.500,00 = R$ 13.100,00)

R$ 13.100,00

30/12

Resultado do Exercício a CMV R$ 57.000,00

R$ 57.000,00

30/12 Vendas a Resultado do Exercício Razonetes:

R$ 96.000,00

Estoques Entradas

Saídas

CMV

Vendas

R$ 227.000,00 R$ 22.500,00

R$ 22.500,00



R$ 37.050,00

R$ 19.500,00

R$ 21.400,00

R$ 21.400,00



R$ 36.000,00

R$ 12.000,00

R$ 13.100,00

R$ 13.100,00



R$ 22.500,00

R$ 58.500,00

R$ 57.000,00

R$ 57.000,00



R$ 96.000,00

Lucro Bruto: vendas - CMV = 39.000,00

410/03

Estoques a Caixa

(10 × R$ 500,00)

R$5.000,00

15/03

Estoques a Caixa

(20 × R$ 600,00)

R$12.000,00

006G/212

Instituto Monitor

20/04

Caixa a Vendas

20/04

CMV a Estoques (20 × R$ 600,00 = R$12.000,00) (5 × R$ 500,00 = R$ 2.500,00)

R$ 14.500,00

18/06

Estoques a Caixa (20 × R$ 700,00)

R$ 14.000,00

20/08

Caixa a Vendas

R$ 33.000,00

(25 × R$ 1.200,00)

R$ 30.000,00

(22 × R$ 1.500,00)

CMV a Estoques (20 × R$ 700,00 = R$ 14.000,00) (2 × R$ 500,00 = R$ 1.000,00)

R$ 15.000,00

30/10

Estoques a Caixa

(20 × R$ 1.000,00)

R$ 20.000,00

23/12

Caixa a vendas

(21 × R$ 200,00)

R$ 42.000,00

23/12 CMV a Estoques (20 × R$ 1.000,00 = R$ 20.000,00) (1 × R$ 500,00 = R$ 500,00) Razonetes:

R$ 20.500,00

Estoques Entradas

Saídas

CMV

R$ 25.000,00

Vendas

R$ 12.000,00

R$ 14.500,00

R$ 14.500,00



R$ 30.000,00

R$ 14.000,00

R$ 15.000,00

R$ 15.000,00



R$ 33.000,00

R$ 20.000,00

R$ 20.500,00

R$ 20.500,00



R$ 42.000,00

R$ 51.000,00

R$ 50.000,00

R$ 50.000,00



R$ 105.000,00

Lançamento de encerramento do exercício: Resultado do Exercício a CMV

R$ 50.000,00

Vendas a Resultado do Exercício R$ 105.000,00 Lucro bruto: Vendas - CMV = R$ 55.000,00

006G/213

Instituto Monitor

5 - Lançamentos para o mês de março de XX Diário A) Despesa com Aluguel a Caixa

R$ 2.500,00

B) Diversos a Vendas Bancos conta Movimento Duplicatas a Receber

R$ 8.000,00 R$ 8.000,00 R$ 16.000,00

C) Abatimento sobre Vendas a Duplicatas a Receber D) Compras a Duplicatas a Pagar

R$ 500,00 R$ 9.000,00

E) Duplicatas a Pagar a Abatimento sobre Compras F) Duplicatas a Pagar a Banco conta Movimento

R$ 700,00 R$ 4.000,00

G) Duplicatas a Pagar a Caixa R$ 800,00 H) Duplicatas a Receber a Vendas R$ 12.000,00 Frete sobre Vendas a Caixa R$ 300,00 I) Compras a Duplicatas a Pagar R$ 8.000,00 Frete sobre Compras a Caixa

R$ 250,00

J) Banco conta Movimento a Duplicatas a Receber

R$ 8.000,00

K) Despesa com Funcionários a Banco conta Movimento

R$ 4.000,00

Apuração do CMV 1) CMV a Diversos a Frete sobre Compras R$ 250,00 a Estoque R$ 20.000,00 a Compras (R$ 9.000,00 + R$ 8.000,00) R$ 17.000,00 R$ 37.250,00 006G/214

Instituto Monitor

2) Estoque a CMV

R$ 25.000,00

3) Abatimento sobre Compras a CMV R$ 700,00 Apuração do Resultado com Mercadorias 4) Resultado com Mercadorias a CMV

R$ 11.550,00

5) Vendas a Resultado com Mercadorias R$ 28.000,00 6) Resultado com Mercadorias a Diversos a Abatimento sobre Vendas R$ 500,00 Apuração do Resultado do Exercício 7) Resultado com Mercadorias a Resultado

R$ 15.950,00

8) Resultado a Diversos a Despesas com Aluguel R$ 2.500,00 a Despesas com Funcionários R$ 4.000,00 a Frete sobre Vendas R$ 300,00 R$ 6.800,00 9) Resultado a Lucros/Prejuízos Acumulados R$ 9.350,00 Razonetes Capital Social

Caixa

R$ 40.000,00

R$ 4.500,00

R$ 2.500,00 (a R$ 800,00 (g R$ 300,00 (h R$ 250,00 (i

R$ 4.500,00

R$ 3.850,00

R$ 650,00 Estoque R$ 20.000,00

Despesa com Aluguel

R$ 20.000,00 (1

a) R$ 2.500,00

2) R$ 25.000,00

006G/215

R$ 2.500,00 (8

Instituto Monitor Máquinas e Equipamentos

Duplicatas a Pagar

R$ 9.600,00

e) R$ 700,00

R$ 20.000,00

f) R$ 4.000,00

R$ 9.000,00 (d

g) R$ 800,00

R$ 8.000,00 (i

R$ 5.500,00

R$ 37.000,00 R$ 31.500,00

Banco conta Movimento

Vendas

R$ 6.755,00

R$ 4.000,00 (f

R$ 16.000,00 (b

b) R$ 8.000,00

R$ 4.000,00 (l

R$ 12.000,00 (h

k) R$ 8.000,00 R$ 22.755,00

5) R$ 28.000,00

R$ 28.000,00

R$ 8.000,00

R$ 14.755,00 Duplicatas a Receber

Compras

  R$ 14.600,00

R$

500,00 (c

b) R$ 8.000,00

R$ 8.000,00 (k

h) R$ 12.000,00 R$ 34.600,00

d) R$ 9.000,00 i) R$

8.000,00

R$ 17.000,00

R$ 17.000,00 (1

R$ 8.500,00

R$ 26.100,00 Frete sobre Compras i) R$ 250,00

Abatimento sobre Compras

R$ 250,00 (1

3) R$ 700,00

Abatimento sobre Vendas c) R$ 500,00

Frete sobre Vendas

R$ 500,00 (6

h) R$ 300,00

R$ 300,00 (8

Despesa com Funcionários l) R$ 4.000,00

R$ 700,00 (e

CMV

R$ 4.000,00 (8

1) R$ 37.250,00

R$ 25.000,00 (2 R$

R$ 37.250,00

R$ 25.700,00

R$ 11.550,00

R$ 11.550,00 (4

Resultado com Mercadorias 4) R$ 11.550,00 6) R$

Resultado

R$ 28.000,00(5

500,00

8) R$ 6.800,00 9) R$ 9.150,00

R$ 12.050,00

R$ 28.000,00

7) R$ 15.950,00

R$ 15.950,00

700,00 (3

006G/216

R$ 15.950,00 (7 R$ 9.150,00

Instituto Monitor Lucro/Prejuízo Acumulado R$ 4.545,00

R$ 9.150,00 (9  R$ 4.605,00

Balancete de Verificação Antes da Apuração do Resultado Conta

Débito

Capital Social

Crédito R$ 40.000,00

Caixa

R$

650,00

Estoques

R$ 25.000,00

Duplicatas a Pagar

R$ 31.500,00

Duplicatas a Receber

R$ 26.100,00

Máquinas e Equipamentos

R$ 9.600,00

Banco conta Movimento

R$ 14.755,00

Lucro/Prejuízo Acumulado

R$ 4.545,00

Despesa com Aluguel

R$ 2.500,00

Despesa com Funcionários

R$ 4.000,00

Vendas

R$ 28.000,00

Abatimento sobre Vendas

R$

500,00

Frete sobre Vendas

R$

300,00

CMV

R$ 11.550,00

Total

R$ 99.500,00

R$ 99.500,00

Após Apuração do Resultado Conta

Débito

Capital Social

Crédito R$ 40.000,00

Caixa

R$

650,00

Estoques

R$ 25.000,00

Duplicatas a Pagar

R$ 31.500,00

Duplicatas a Receber

R$ 26.100,00

Máquinas e Equipamentos

R$ 9.600,00

Banco conta Movimento

R$ 14.755,00

Lucro/Prejuízo Acumulado

R$ 4.605,00

Total

R$ 76.105,00

006G/217

R$ 76.105,00

Instituto Monitor

Demonstração de Resultados do Exercício Demonstração de Resultados do Exercício – Cia. Farjala Mar/XX Vendas

R$ 28.000,00

(-) Abatimentos

(R$ 500,00)

R$

(=) Vendas Líquidas

500,00

R$ 27.500,00

(-) Custo das Mercadorias Vendidas

(R$ 11.550,00)

(=) Lucro Bruto

R$ 15.950,00

(-) Despesas Operacionais Frete sobre Vendas

(R$ 300,00)

Aluguel

(R$ 2.500,00)

Funcionários

(R$ 4.000,00)

(R$ 6.800,00)

( = ) Lucro do Exercício

R$ 9.150,00

Balanço Patrimonial Balanço Patrimonial – Cia. Farjala Mar/XX

Ativo

Passivo

Circulante

Circulante

Caixa

R$

650,00

Duplicatas a Pagar

R$ 31.500,00

Banco conta Movimento

R$ 14.755,00

Total Circulante

R$ 31.500,00

Duplicatas a Receber

R$ 26.100,00

Estoques

R$ 25.000,00

Patrimônio Líquido

R$ 66.505,00

Capital Social

R$ 40.000,00

Lucros/Prejuízo Acumulado

R$ 4.605,00

Total Circulante Permanente Máquinas e Equipamentos Total Permanente Total do Ativo

R$ 9.600,00

Total Patrimônio Líquido

R$ 44.605,00

R$ 9.600,00 R$ 76.105,00

Total do Passivo e Patrim. Líq.

6 - Lançamentos do mês de julho A) Estoque a Duplicatas a Pagar R$ 60.000,00 B) Duplicatas a Receber a Vendas

R$ 100.800,00

CMV a Estoque R$ 65.800,00 C) Duplicatas a Pagar a Devolução de Compras R$ 5.000,00 Devolução de Compras a Estoque R$ 5.000,00 006G/218

R$ 76.105,00

Instituto Monitor

D) Valor da Duplicata R$ 12.000,00 Taxa de Desconto: 8% Valor do Desconto: R$ 960,00 (R$ 12.000,00 x 8%) Valor Líquido: R$ 11.040,00 (12.000,00 – 960,00) Duplicatas a Pagar a Diversos a Bancos conta Movimento R$ 11.040,00 a Desconto Financeiro Obtido R$ 960,00 R$ 12.000,00 E) Diversos a Duplicatas a Receber Banco conta Movimento R$ 29.100,00 Desconto Financeiro Concedido R$ 900,00 R$ 30.000,00 F) Estoque a Diversos a Banco conta Movimento R$ 18.000,00 a Duplicatas a Pagar R$ 18.000,00 R$ 36.000,00 G) Banco conta Movimento a Vendas R$ 32.000,00 CMV a Estoque R$ 23.500,00 H) Despesa com Funcionários a Banco conta Movimento R$ 12.000,00 I) Despesa com Aluguel a Banco conta Movimento R$ 2.900,00 J) Despesa com Combustíveis a Caixa R$ 500,00 Encerramento do Exercício 1) Resultado com Mercadorias a CMV R$ 89.300,00 2) Vendas a Resultado com Mercadorias R$ 132.800,00 3) Resultado com Mercadorias a Resultado R$ 43.500,00

006G/219

Instituto Monitor

4) Descontos Financeiros Obtidos a Resultado R$ 960,00 5) Resultado a Diversos a Despesa com Salários R$ 12.000,00 a Despesa com Aluguel R$ 2.900,00 a Despesa com Combustível R$ 500,00 a Desconto Financeiro Concedido R$ 900,00 R$ 16.300,00 6) Resultado a Lucro/Prejuízo Líquido R$ 28.160,00 Capital Social

Caixa

R$ 30.000,00

R$ 1.100,00

R$ 500,00 (j

R$ 600,00 Estoque R$ 13.300,00

Instalações

R$ 65.800,00 (b

a) R$ 60.000,00

R$ 5.000,00 (c

f) R$ 36.000,00

R$ 23.500,00 (g

R$ 109.300,00

R$ 10.000,00

R$ 94.300,00

R$ 15.000,00 Despesa com Aluguel i) R$ 2.900,00

R$ 2.900,00 (5

Duplicatas a Pagar c) R$ 5.000,00

R$ 63.800,00

d) R$ 12.000,00

R$ 60.000,00 (a R$ 18.000,00 (f

R$ 17.000,00

R$ 141.800,00 R$ 124.800,00

Duplicatas a Receber R$ 30.700,00

R$ 30.000,00 (e

b) R$ 100.800,00 R$ 131.500,00

Vendas

CMV

R$ 100.800,00 (b

b) R$ 65.800,00

R$ 32.000,00 (g

g) R$ 23.500,00 R$ 30.000,00

R$ 89.300,00

R$ 89.300,00 (1

R$ 132.800 ,00

R$ 132.800,00

R$ 101.500,00

Desconto Financeiro Obtido 4) R$ 960,00

R$ 960,00 (d

Despesas com Combustíveis j) R$ 500,00

006G/220

R$ 500,00 (5

Dev Compras c) R$ 5.000,00

R$ 5.000,00 (c

Instituto Monitor Descontos Financeiros Concedidos e) R$ 900,00

R$ 900,00 (5

Devolução de Vendas l) R$ 9.000,00

Veículos R$ 32.000,00

Despesa com Funcionários

R$ 9.000,00 (1

Lucro/Prejuízo Acumulado

h)R$ 12.000,00

R$ 12.000,00 (5

Resultado com Mercadorias

R$ 26.210,00

1) R$ 89.300,00

R$ 132.800,00 (2

R$ 28.160,00 (6

3) R$ 43.500,00

R$ 43.500,00

R$ 54.370,00 Resultado 5) R$ 16.300,00

Banco Conta Movimento

R$ 43.500,00 (3

R$ 32.910,00

R$ 11.040,00 (d

R$ 960,00 (4

e) R$ 29.100,00

R$ 18.000,00 (f

R$ 16.300,00

R$ 44.460,00

g) R$ 32.000,00

R$ 12.000,00 (h

6) R$ 28.160,00

R$ 28.160,00

R$ 2.900,00 (i 94.010

R$ 43.940,00

50.070

Ficha de Estoque Data

01/07

Quantidade

24

Entrada

Saída

Valor Unitário

Valor Unitário

R$ 2.500,00

Total

Quantidade

Saldo Saldo

R$ 60.000,00

02/07

7

R$ 1.900,00

R$ 13.300,00

21

R$ 2.500,00

R$ 52.500,00

Quantidade

Valor Unitário

Saldo

7

R$ 1.900,00

R$ 13.300,00

7

R$ 1.900,00

R$ 9.600,00

24

R$ 2.500,00

R$ 60.000,00

3

R$ 2.500,00

R$ 7.500,00

05/07

(2)

R$ 2.500,00

(R$ 5.000,00)

1

R$ 2.500,00

R$ 2.500,00

15/07

12

R$ 3.000,00

R$ 36.000,00

1

R$ 2.500,00

R$ 2..500,00

12

R$ 3.000,00

R$ 36.000,00

5

R$ 3.000,00

R$ 15.000,00

5

R$ 3.000,00

R$ 15.000,00

20/07 Total

1

R$ 2.500,00

R$ 2.500,00

7

R$ 3.000,00

R$ 21.000,00

CMV

R$ 89.300,00

006G/221

Instituto Monitor

Balancete de Verificação (antes do Resultado): Contas

Débito

Capital Social

R$ 30.000,00

Caixa

R$ 600,00

Instalações

R$ 10.000,00

Estoques

R$ 15.000,00

Duplicatas a Pagar

R$ 124.800,00

Banco conta Movimento

R$ 50.070,00

Vendas

R$ 132.800,00

Duplicatas a Receber

R$ 101.500,00

CMV

R$ 89.300,00

Descontos Financeiros Obtidos

R$ 960,00

Veículos

R$ 32.000,00

Desconto Financeiros Concedidos

R$ 900,00

Despesas com Combustíveis

R$ 500,00

Despesas com Salários

R$ 12.000,00

Lucros/Prejuízos Acumulados

R$ 26.210,00

Despesa com Aluguel Total

Crédito

R$ 2.900,00 R$ 314.770,00

R$ 314.770,00

Balancete de Verificação Contas

Débito

Capital Social Caixa

R$ 30.000,00 R$ 600,00

Instalações

R$ 10.000,00

Estoques

R$ 15.000,00

Duplicatas a Pagar

R$ 124.800,00

Banco conta Movimento

R$ 50.070,00

Veículos

R$ 32.000,00

Duplicatas a Receber

R$ 101.500,00

Lucros/Prejuízos Acumulados Total

Crédito

R$ 54.370,00 R$ 209.170,00

006G/222

R$ 209.170,00

Instituto Monitor Demonstração de Resultados do Exercício – Cia. Bebê Feliz Jul/XX Vendas

R$ 132.800,00

(-) Custo das Mercadorias Vendidas

(R$ 89.300,00)

(=) Lucro Bruto

R$ 43.500,00

(-) Despesas Operacionais Combustíveis

(R$ 500,00)

Aluguel

(R$ 2.900,00)

Descontos Financeiros Concedidos

(R$ 900,00)

Funcionários

(R$ 12.000,00)

(-) Descontos Financeiros Obtidos

R$ 960,00

(R$ 15.340,00)

( = ) Lucro do Exercício

R$ 28.160,00

Balanço Patrimonial Balanço Patrimonial – Cia. Bebê Feliz Jul/XX

Ativo

Passivo

Circulante

Circulante

Caixa Banco conta Movimento

R$ 600,00 Duplicatas a Pagar

R$ 124.800,00

Total Circulante

R$ 124.800,00

R$ 50.070,00

Duplicatas a Receber

R$ 101.500,00 R$ 15.000,00 Patrimônio Líquido

Estoques Total Circulante

R$ 167.170,00 Capital Social

Permanente

R$ 30.000,00

Lucros/Prejuízo Acumulado

Veículos

R$ 32.000,00

Instalações

R$ 10.000,00

Total Permanente

R$ 54.370,00

Total Patrimônio Líquido

R$ 84.370,00

R$ 42.000,00

Total do Ativo

R$ 209.170,00 Total do Passivo e Patrim. Líq.

R$ 209.170,00

Lição 9 1a Data

Entrada

Saída

DOC

Q

Preço

Total

10/12

NF

10

R$ 984,00

R$ 9.840,00

12/12

NF

15/12

NF

10

R$ 1.574,40

R$ 15.744,00

5

R$ 1.672,80

R$ 8.364,00

20/12

NF

23/12

NF

26/12

NF

31/12

Q 8

Totais

11 4 R$ 33.948,00

Preço R$ 984,00 R$ 1.476,00 R$ 1.640,00

Estoque Total R$ 7.872,00 R$ 16.236,00 R$ 6.560,00

R$ 30.668,80

006G/223

Q

Preço

Total

10

R$ 984,00

R$ 9.840,00

2

R$ 984,00

R$ 1.968,00

12

R$ 1.476,00

R$ 17.712,00

1

R$ 1.476,00

R$ 1.476,00

6

R$ 1.640,00

R$ 9.840,00

2

R$ 1.640,00

R$ 3.280,00

Instituto Monitor

1b 10/12

1) Diversos a Caixa Estoques R$ 9.840,00 ICMS a Recuperar R$ 2.160,00 R$ 12.000,00

12/12 2) Caixa a Vendas

R$ 16.000,00

12/12 3) ICMS s/ Vendas a ICMS a Recolher

R$ 2.880,00

12/12 4) CMV a Estoques

R$ 7.872,00

15/12

5) Diversos a Caixa Estoques R$ 15.744,00 ICMS a Recuperar R$ 3.456,00 R$ 19.200,00

20/12 1) Caixa a Vendas

R$ 27.500,00

20/12 2) ICMS s/ Vendas a ICMS a Recolher

R$ 4.950,00

23/12

CMV a Estoques R$ 16.236,00 3) Diversos a Caixa Estoques R$ 8.364,00 ICMS a Recuperar R$ 1.836,00 R$ 10.200,00

26/12 4) Caixa a Vendas

R$ 12.000,00

26/12 11) ICMS s/ Vendas a ICMS a Recolher

R$ 2.160,00

006G/224

Instituto Monitor

26/12 12) CMV a Estoques

R$ 6.560,00

31/12 13) ICMS a Recolher a ICMS a Recuperar

R$ 7.452,00

1c Estoque

ICMS a Recuperar

R$ 9.840,00

R$ 7.872,00

R$ 2.160,00

R$ 15.744,00

R$ 16.236,00

R$ 3.456,00

R$ 8.364,00

R$ 6.560,00

R$ 1.836,00

R$ 33.948,00

R$ 30.668,00

R$ 7.452,00

CMV

R$ 7.452,00 Vendas

R$ 7.872,00

R$ 16.000,00

R$ 16.236,00

R$ 27.500,00

R$ 6.560,00

R$ 12.000,00

R$ 30.668,00

R$ 55.500,00

ICMS a Recolher R$ 2.880,00 R$ 4.950,00 R$ 2.160,00 R$ 7.452,00

R$ 9.990,00 R$ 2.538,00

Resultado do Exercício a CMV Vendas a Resultado do Exercício 2 - PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai) 8 × R$ 984,00 = R$ 7.872,00 11

R$ 30.668,00 R$ 55.500,00

2 × R$ 984,00 = R$ 1.968,00 9 × R$ 1.574,40 = R$ 14.169,60 = R$ 16.137,60

1 × R$ 1.574,40 = R$ 1.574,40 4 3 × R$ 1.672,80 = R$ 5.018,40 = R$ 6.592,80 R$ 30.602,40 = CMV Estoque Final = 2 × R$ 1.672,80 = R$ 3.345,60 Lucro Bruto = Vendas - CMV = R$ 55.500,00 – R$ 30.602,40 = Lucro Bruto = Vendas - CMV - Impostos s/ Vendas = 006G/225

Instituto Monitor

= 55.500,00 - 30.602,40 - 2.538,00 = 22.359,60 3 - UEPS (último que entra, primeiro que sai) 8 × R$ 984,00 = R$ 7.968,00 1 × R$ 984,00 = 11 10 × R$ 1.574,40 = 4 × R$ 1.672,80 = 4

R$ 984,00 R$ 15.744,00 = R$ 16.728,00 R$ 6.691,20 R$ 31.387,20 = CMV

1 × R$ 984,00 Estoque Final 1 × R$ 1.672,80 R$ 2.656,80 Lucro Bruto = R$ 55.500,00 – R$ 31.387,20 = - 2.538,00 = 21.574,80 4 - Resolução Lançamentos em Diário: 1

Diversos a Duplicatas a Pagar Compras ICMS a Recuperar

R$ 4.920,00 R$ 1.080,00

R$ 6.000,00

2

Diversos a Vendas Caixa Duplicatas a Receber

R$ 9.000,00 R$ 9.000,00

R$ 18.000,00



ICMS sobre Vendas a ICMS a Pagar

R$ 3.240,00

3 4

Duplicatas a Pagar a Caixa R$ 3.000,00 Diversos a Duplicatas a Pagar Compras R$ 9.840,00 ICMS a Recuperar R$ 2.160,00

5

Caixa a Vendas



ICMS sobre Vendas a ICMS a Pagar R$ 3.600,00

6

Despesas Operacionais a Caixa R$ 8.000,00 006G/226

R$ 20.000,00

Instituto Monitor

7

CMV a Diversos a Compras R$ 14.760,00 a Estoque R$ 8.000,00

8

Estoque a CMV R$ 2.000,00

9

ICMS a Pagar a ICMS a Recuperar R$ 3.240,00

10

PIS sobre Faturamento a PIS a Pagar R$ 203,00

11

COFINS sobre Faturamento a COFINS a Pagar R$ 935,00

12

RCM a Diversos CMV R$ 20.760,00 ICMS sobre Faturamento R$ 6.840,00 PIS sobre Faturamento R$ 203,00 COFINS sobre Faturamento R$ 935,00

13

Vendas a RCM

14

RCM a Resultado R$ 9.262,00

15

Resultado a Despesa Operacional R$ 8.000,00

16

Resultado a Lucro Acumulado R$ 1.262,00

006G/227

R$ 38.000,00

R$ 12.000,00

R$ 22.760,00

Instituto Monitor

Razonetes Caixa

Duplicatas a Receber

(s) 2.000,00

3.000,00 (3)

(s) 6.000,00

(2) 9.000,00

8.000,00 (6)

(2) 9.000,00

(5) 20.000,00

15.000,00

31.000,00

11.000,00

20.000,00 Capital Social

Máquinas

20.000,00 (s)

(s) 7.000,00

Estoques

Duplicatas a Pagar

(s) 8.000,00

(3) 3.000,00 8.000,00 (7)

3.000,00 (s) 6.000,00 (1)

(8) 2.000,00

12.000,00 (4) 3.000,00

21.000,00 18.000,00

Compras

ICMS sobre Vendas

(1) 4.920,00

(2) 3.240,00

(2) 9.840,00

(3) 3.600,00

14.760,00

14.760,00 (7)

6.840,00

ICMS a Pagar

(9) 3.240,00

6.840,00 (12)

ICMS a Recuperar

3.240,00 (2)

(1) 1.080,00

3.600,00 (5)

(4) 2.160,00

6.840,00

3.240,00

3.240,00 (9)

3.600,00 CMV (7) 22.760,00

Despesas Operacionais 2.000,00 (8)

(6) 8.000,00

20.760,00

8.000,00 (15) 20.760,00 (12)

006G/228

Instituto Monitor RCM

Resultado

(12) 20.760,00

(15) 8.000,00

(12) 6.840,00

9.262,00 (14) 1.262,00

(12) 203,00

(16) 1.262,00

(12) 935,00

38.000,00 (13)

28.738,00

38.000,00

(14) 9.262,00

9.262,00

Vendas

PIS sobre Faturamento

18.000,00 (2)

(10) 203,00

20.000,00 (5) (13) 38.000,00

203,00 (12)

38.000,00

PIS a Pagar

COFINS sobre Faturamento

203,00 (10)

(11) 935,00 935,00 (12)

COFINS a Pagar

Lucros Acumulados

935,00 (11)

1.262,00 (16)

Demonstrações Financeiras DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO CIA. JABOTICABAL JUNHO DE XX Receita Bruta de Vendas

R$ 38.000,00

(-) ICMS sobre Vendas

(R$ 6.840,00)

(-) PIS sobre Vendas

(R$ 203,00)

(-) COFINS sobre Vendas

(R$ 935,00)

(=) Receita Líquida de Vendas

(R$ 7.978,00) R$ 30.022,00

(-) Custo da Mercadoria Vendida

(R$ 20.760,00)

(=) Lucro Bruto

R$ 9.262,00

(-) Despesas Operacionais

(R$ 8.000,00)

(=) Lucro Líquido

R$ 1.262,00

006G/229

Instituto Monitor

Balanço Patrimonial BALANÇO PATRIMONIAL – CIA. JABOTICABAL JUNHO DE XX ATIVO Circulante

PASSIVO Circulante

Caixa

R$ 20.000,00 Duplicatas a Pagar

R$ 18.000,00

Duplicatas a Receber

R$ 15.000,00 ICMS a Pagar

R$ 3.600,00

Estoques

R$ 2.000,00 PIS a Pagar

R$

203,00

Total

R$ 37.000,00 COFINS a Pagar

R$

935,00

Total Permanente

R$ 22.738,00

Patrimônio Líquido

Máquinas

R$ 7.000,00 Capital Social

R$ 20.000,00

Total

R$ 7.000,00 Lucros Acumulados

R$ 1.262,00

Total

R$ 21.262,00

Total do Ativo

R$ 44.000,00 Total do Passivo

R$ 44.000,00

5 - Diário 1

Diversos a Duplicatas a Pagar Compras R$ 4.100,00 IPI a Recuperar R$ 250,00 ICMS a Recuperar R$ 900,00

2

Caixa a Vendas

R$ 12.600,00



IPI sobre Vendas a IPI a Pagar

R$ 600,00



ICMS sobre Vendas a ICMS a Pagar

R$ 2.160,00

3

Diversos a Caixa Compras IPI a Recuperar ICMS a Recuperar

R$ 4.920,00 R$ 300,00 R$ 1.080,00

006G/230

R$ 5.250,00

R$ 6.300,00

Instituto Monitor

4

Duplicatas a Receber a Vendas

R$ 10.500,00



IPI sobre Vendas a IPI a Pagar

R$ 500,00



ICMS sobre Vendas a ICMS a Pagar

R$ 1.800,00

5

Despesas Operacionais a Caixa

R$ 3.000,00

6

PIS sobre Faturamento A PIS a Pagar

R$ 363,00



COFINS sobre Faturamento a COFINS a Pagar

R$ 1.672,00

7

Diversos a Compras PIS a Pagar COFINS a Pagar

R$ 149,00 R$ 686,00

R$ 835,00

8

CMV a Diversos a Compras a Estoque

R$ 8.185,00 R$ 4.000,00

R$ 12.185,00

9

Estoque a CMV

R$ 5.000,00

10

Vendas a RCM

R$ 23.100,00

11

Diversos a RCM CMV ICMS sobre Vendas IPI sobre Vendas PIS sobre Faturamento COFINS sobre Faturamento

R$ 7.185,00 R$ 3.960,00 R$ 1.100,00 R$ 363,00 R$ 1.672,00

12

RCM a Resultado R$ 8.820,00

006G/231

R$ 14.280,00

Instituto Monitor

13

Resultado a Despesas Operacionais R$ 3.000,00

14

Resultado a Lucros Acumulados R$ 5.820,00

15

IPI a Pagar a IPI a Recuperar R$ 550,00



ICMS a Pagar a ICMS a Recuperar R$ 1.980,00 Caixa

Estoque

(s) 3.000,00

6.300,00 (3)

(s) 4.000,00

(2) 12.600,00

3.000,00 (5)

(9) 5.000,00

15.600,00

9.300,00

4.000,00 (7)

6.300,00 Capital Social

COFINS a Pagar

10.000,00 (s)

(7) 686,00

1.672,00 (6) 986,00

Duplicatas a Receber

Duplicatas a Pagar

(s) 6.000,00

3.000,00 (s)

(4) 10.500,00

5.250,00 (1)

16.500,00

8.250,00

Compras

ICMS sobre Vendas

(1) 4.100,00

(2) 2.160,00

(3) 4.920,00

(4) 1.800,00

9.020,00

835,00 (7)

3.960,00

3.960,00 (11)

8.185,00

ICMS a Recuperar

ICMS a Pagar

(1) 900,00

2.160,00 (2)

(3) 1.080,00

1.800,00 (4)

1.980,00

1.980,00 (15)

(15) 1.980,00

3.960,00 1.980,00

006G/232

Instituto Monitor IPI sobre Vendas

IPI a Recuperar

(2) 600,00

(1) 250,00

(4) 500,00

(3) 300,00

1.100,00

1.100,00 (11)

550,00

550,00 (15)

IPI a Pagar

(15) 550,00

CMV

600,00 (2)

(8) 12.185,00

500,00 (4)

7.185,00

1.100,00

5.000,00 (9) 7.185,00 (11)

550,00 RCM (11) 14.280,00

Resultado

23.100,00 (10)

(12) 8.820,00

8.820,00 (12) (13) 3.000,00 (14) 5.820,00

Lucros Acumulados

5.820,00

Vendas

5.820,00 (14)

12.600,00 (2) 10.500,00 (4) (10) 23.100,00

Despesas Operacionais (5) 3.000,00

3.000,00 (13)

PIS sobre Faturamento (6) 363,00

COFINS sobre Faturamento (6) 1.672,00

1.672,00 (11)

23.100,00

363,00 (11)

PIS a Pagar (7)149,00

363,00 (6) 214,00

006G/233

Instituto Monitor

Demonstrações Financeiras DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO CIA. LARANJEIRAS JUNHO DE XX Receita Bruta de Vendas

R$ 23.100,00

(-) ICMS sobre Vendas

(R$ 3.960,00)

(-) IPI sobre Vendas

(R$ 1.100,00)

(-) PIS sobre Vendas

(R$ 363,00)

(-) COFINS sobre Vendas

(R$ 1.672,00)

(R$ 7.095,00)

(=) Receita Líquida de Vendas

R$ 16.005,00

(-) Custo da Mercadoria Vendida

(R$ 7.185,00)

(=) Lucro Bruto

R$ 8.820,00

(-) Despesas Operacionais

(R$ 3.000,00)

(=) Lucro Líquido

R$ 5.820,00

Balanço Patrimonial BALANÇO PATRIMONIAL – CIA. LARANJEIRAS JUNHO DE XX

ATIVO Circulante

PASSIVO Circulante

Caixa

R$ 6.300,00 Duplicatas a Pagar

R$ 8.250,00

Duplicatas a Receber

R$ 16.500,00 ICMS a Pagar

R$ 1.980,00

Estoques

R$ 5.000,00 PIS a Pagar

R$

214,00

Total

R$ 27.800,00 COFINS a Pagar

R$

986,00

IPI a Pagar

R$

550,00

Total

R$ 11.980,00

Patrimônio Líquido

Total do Ativo

Capital Social

R$ 10.000,00

Lucros Acumulados

R$ 5.820,00

Total

R$ 15.820,00

R$ 27.800,00 Total do Passivo

006G/234

R$ 27.800,00

Instituto Monitor

Lição 11 1 - Salário Mensal R$ 550,00 13º salário R$ 45,83 (R$ 550,00/12 ) Adicional de Férias R$ 15,28 (R$ 45,83/3) INSS Empregado R$ 44,00 (R$ 550,00 x 8 %) INSS empresa R$ 152,90 (R$ 550,00 x 27,8%) FGTS R$ 44,00 (R$ 550,00 x 8 %) INSS 13o R$ 12,74 (R$ 45,83 x 27,8%) INSS Férias R$ 4,25 (R$ 15,28 x 27,8%) FGTS sobre 13o R$ 3,67 (R$ 45,83 x 8 %) FGTS sobre Férias R$ 1,22 (R$ 15,28 x 8 %) 2a) 1 - Contabilização dos vencimentos dos empregados D Despesas com salários e ordenados C Salários e ordenados a pagar 12.800,00 2 - Contabilização dos descontos D Salários e ordenados a pagar 1.864,70 C Contribuição ao INSS a recolher 964,70 IRRF a recolher 900,00 3 - Contabilização dos encargos da folha (INSS e FGTS) D Despesas com contribuição à Previdência Social C Encargos sociais a recolher 3.686,40 D C

Despesas com FGTS FGTS a Recolher

1.024,00

4. Contabilização do pagamento da folha D Salários e ordenados a pagar C Caixa/Banco Movimento 10.935,30 b) Contabilização da constituição da provisão do 13º salário D Despesas com 13º Salário C Provisão para 13º Salário 1.066,67

Caixa 20.000

Duplicata a Receber 1.000

006G/235

Instituto Monitor Estoque 50.000

Móveis e Utensílios 50.000

10.000

40.000

Deprec. Acumulada

Duplic. Pagar

4.000

6.000

1.000

Capital

Prov. Cred. Liq. Duvid. 21.000

20

Lucros ou Prej. Acum. 2.052

Prov. C. Social

2.0524

3.898

6.157 12.315 Prov. Imp. Renda

Partic. Empregados

9.745

2.533

Dividandos a Pagar 6.157

Compras de Mercad. 100.000

Vendas de Mercad.

100.000

200.000

Vendas Anuladas 30.000

200.000

Aluguéis Passivos

30.000

12.000

Impostos e Taxas

12.000

Juros Passivos

6.000

2.000

40.000

140.000

110.000

60.000

2.000

6.000 CMV 150.000

RCM

006G/236

200.000

Instituto Monitor Lucros s/ vendas 60.000

Depreciação

60.000

1.000

Desp. Provisão

1.000

Result. Exercício

20

21.020

20

6.000

3.898 9.745 13.643 4.813 20.524

c) Contabilização da constituição de férias D Despesas com provisão de férias C Provisão de férias 355,55

Exercícios Integrados - Lições 8 a 11 1) Diversos a Duplicatas a Pagar Estoque 44.000 ICMS a recuperar 6.000 2) Duplicatas a receber a Vendas ICMS s/ Faturamento a ICMS a Pagar CMV a Estoque 3) Diversos a Duplicatas a Pagar Estoque 19.800 ICMS a recuperar 2.700 4) Bancos a Vendas ICMS s/ Faturamento a ICMS a Pagar CMV a Estoque 5) Duplicatas a pagar a Bancos 48.500 a Desc. Obtidos 1.500 6) Despesa com salários a Salários a pagar

Estoque 50.000

1)

44.000

26.400

(2

1)

6.000

3)

19.800

30.800

(4

3)

2.700

63.800

57.200

8.700

8.700

(j

6.600

60.000

Vendas

7.200 26.400

ICMS a recuperar

a)

135.000

60.000

(2

75.000

(4

Duplicatas a receber 2)

60.000

135.000 ICMS a pagar

22.500 CMV 75.000

2)

26.400

4)

30.800 57.200

9.000

8.700

2)

9.000

4)

16.200 7.500

57.200

c) Banco

30.800

ICMS s/ Faturam. 2)

50.000

j)

7.200

4)

7.200

SI

16.000

13.000

7)

4)

75.000

48.500

5)

25.500

6)

9.000 16.200

16.200

b)

91.000 4.000

30.000

006G/237

87.000

Instituto Monitor Salários a pagar a INSS a pagar 2.600 a IRRF a pagar 1.900 Provisão 13° salário a 13° salário a pagar Provisão de férias a Férias a pagar INSS s/ folha a INSS a pagar FGTS s/ folha a FGTS a pagar Salário a pagar a Banco 25.500 7) Despesa Operacional a Banco 13.000 8) Despesa com IRPJ a IRPJ a pagar

Dupl. A pagar 4.500

5)

3.195

50.000

50.000

SI

50.000

1)

22.500

3)

Desconto Obtido g)

1.500

1.500

5)

146.500 96.500

1.065 8.340

74.000

Despesa com salários 6)

30.000

30.000

Salário a pagar e)

6)

4.500

6)

25.500

30.000

6)

2.400 INSS a pagar

IRRF a Pagar

2.600

6)

8.340

6)

1.900

6)

10.940

1.620

13° salário a pagar 3.195

Férias a pagar 6)

1.065

Prov p/ 13° salário 6)

3.195

3.195

Prov p/ Férias f)

6)

INSS s/ folha 6)

8.340

8.340

006G/238

1.065

1.065

f)

FGTS s/ folha f)

FGTS a Pagar 2.400

6)

6)

2.400

2.400

f)

IRPJ a Pagar 6)

1.620

i)

Instituto Monitor Desp Operacional 7)

13.000

13.000

Lucro Bruto h)

b)

16.200

c)

57.200

d)

135.000

73.400

135.000

61.600

61.600

a)

Resultado do Exercício e)

30.000

61.600

d)

f)

15.000

1.500

g)

h)

13.000

Máquinas SI

58.000

63.100

i)

1.620

5.100

k)

3.480

3.480

30.000 30.000

Veículos SI Reserva de Lucro a Real. 6.000

SI

3.480

k)

40.000 40.000

9.480

Caixa SI

9.000 9.000

Computadores SI

5.000 5.000

Cap. Social 100.000 100.000

Imóveis SI

80.000 80.000

006G/239

SI

Instituto Monitor DRE 2 Vendas

135.000

(-) Impostos s/ vendas

(16.200)

Receita Líquida

118.800

(-) CMV

(57.200)

Lucro Bruto

61.600

(-) Despesa Administrativa

(58.000)

(+) Receita Financeira

1.500

Lucro antes do IRPJ

5.100

(-) IRPJ

(1.620)

Lucro Líquido

3.480

Balanço Patrimonial 2 Ativo

Passivo

Ativo Circulante

Passivo Circulante

Caixa

9.000 Duplicatas a Pagar

Bancos Duplicatas a receber Estoque

4.000 ICMS a Pagar

7.500

60.000 INSS a Pagar

10.940

6.600 IRRF a Pagar

1.900

13° a Pagar

3.195

Férias a Pagar

1.065

FGTS a Pagar

2.400

IRPJ a Pagar

1.620

Total Ativo Circulante 79.600 Ativo Não Circulante

Total Passivo Circulante 125.120 Patrimônio Líquido

Máquinas

30.000 Capital Social

Veículos

40.000 Reserva de Lucros a Realizar

Computadores Imóveis

96.500

100.000 9.480

5.000 80.000

Total Ativo Não Circulante 155.000

Total Ativo

234.600

Total Patrimônio Líquido 109.480

Total Passivo + PL

006G/240

234.600

Instituto Monitor

Lição 12

Lançamentos: CMV A Diversos A Estoque A Compras de Mercadorias

50.000 100.000 150.000

Estoques A CMV

40.000

Vendas A RCM

200.000

RCM A Diversos A Vendas Anuladas A CMV

30.000 110.000 140.000

RCM A Lucros sobre vendas

60.000

Depreciação A Deprec. Acumulada

1.000

Despesa com Provisão Prov. Créd. Liq. Duvidosa

20

Resultado Exercício A Diversos A Aluguéis Passivos A Impostos e Taxas A Juros Passivos A Depreciação A Despesas com Provisão

12.000 6.000 2.000 1.000 20 21.020

Lucro sobre Vendas A Resultado Exercício

60.000

Resultado Exercício A Prov. Contrib. Social

3.898

Resultado Exercício A Prov. Imp. Renda

9.745

Resultado Exercício A Diversos

006G/241

Instituto Monitor

A Partc. Empregados a pagar 2.533 A Partic. Administradores a pagar 2.280 4.813 Resultado Exercício A Lucros ou Prej. Acumulados

20.524

Lucros ou Prej. Acumulados A Reserva Investimento

2.052

Lucros ou Prej. Acumulados A Dividendos a pagar

6.157

Segundo Balancete de Verificação Contas Devedor Credor Caixa 20.000 Duplic. Receber 1.000 Estoques 40.000 Móveis e utensílios 10.000 Deprec. Acumulada 5.000 Duplic. Pagar 6.000 Capital 21.000 Prov. Créd. Liq. Duvidosa 20 Lucros ou Prej. Acumulados 12.315 Prov. C. Social 3.898 Prov. Imp. Renda 9.745 Partic. Empregados a pagar 2.533 Partic. Administradores a pagar 2.280 Reserva Investimentos 2.052 Dividendos a pagar 6.157 Total 71.000 71.000

Lição 13 210/05/XX - Duplicatas a Receber a Vendas R$ 90.000,00 Bancos c/ cobrança Banco Beta S/A a Títulos em cobrança R$ 20.000,00 Diversos a Duplicatas descontadas Bancos c/ Movimento Banco Modelo S/A R$ 27.000,00 Despesas Bancárias R$ 3.000,00

006G/242

Instituto Monitor



R$ 30.000,00

10/07/XX - Bancos c/ Movimento Banco Beta S/A a Diversos a Duplicatas a Receber R$ 20.000,00 a Juros Recebidos R$ 1.000,00 R$ 21.000,00 Títulos em Cobrança a Bancos c/ cobrança Banco Beta S/A R$ 20.000,00 Diversos a Duplicatas a Receber Caixa R$ 38.000,00 Descontos Concedidos R$ 2.000,00 R$ 40.000,00 10/08/XX - Diversos a Bancos c/ Movimento Banco Modelo S/A Duplicatas Descontadas R$ 30.000,00 Despesas de juros R$ 1.500,00

Exercícios Integrados - Lições 12 a 14 1)

Diversos a Duplicatas a Pagar Estoque 66.000 ICMS a recuperar 9.000 75.000

2) Diversos a Vendas Bancos 73.125 Dupic. a receber 73.125 146.250 ICMS s/ Faturamento a ICMS a Pagar 17.550

CMV a Estoque

SI

6.600

1)

66.000

ICMS a recuperar 60.720

(2

1)

9000 9000

72.600

9000

(a

60.720

11.880 11.880

Banco

Dupl. A Pagar 5)

SI

4.000

1.280

(3

50.000

96.500

SI

2)

73.125

27.000

(4

75.000

(1

3)

16.000

46.000

(5

50.000

171.500

7)

40.000

24.360

(6

25.500

(8

121.500 133.125

60.720

3) Banco cobrança a Duplicatas Descontadas 16.000 Despesa Bancária a Bancos 1.280

Estoque

Duplicatas a receber SI 2)

60.000

40.000

124.140

8.985 (7

73.125

ICMS s/ Faturam.

133.125

40.000

2)

17.550

2)

60.720

17.550

(d

60.720

(c

93.125

Vendas b)

146.250

006G/243

CMV 146.250

(2

Instituto Monitor 4)

Diversos a Bancos Seguros a apropriar 25.500 Desp. com seguros 1.500 27.000

5) Duplicatas a Pagar a Diversos Bancos 46.000 Desc. Obtidos 4.000 50.000 6) Diversos a Bancos ICMS a Pagar 7.500 INSS a Pagar 10.940 IRRF a Pagar 1.900 FGTS a Pagar 2.400 IRPJ a Pagar 1.620 24.360 7) Bancos a Duplicatas a Receber

Duplicatas Decontadas 16.000

1.500

6)

2.400

2.400

INSS s/ folha a INSS a pagar

1.500

1.280

(o

(n

4)

25.500

h)

4.000

6)

7.500

7.500

SI

a)

9.000

17.550

(2

16.500

25.050

Seguros a apropriar

2.400

SI

2.400

(8

Desconto Obtido 4.000

(5

4.800 2.400 ICMS a PG

INSS a PG 6)

10.940

10.940

SI

10.940

(8

21.880

8.550

10.940

Despesa com salários 8)

30.000

30.000

IRRF a Pagar (f

6)

1.900

1.900 Salário a pagar 8)

4.500

8)

25.500

30.000

1.900

SI

1.900

(8

3.800 1.900

(8

IRPJ a Pagar

Provisão 13° salário a 13° salário a pagar 3.195 Provisão de férias a Férias a pagar 1.065

1.280

FGTS a Pagar

40.000

Salários a pagar a INSS a PG 2.600 a IRRF a PG 1.900 4.500

3)

Desp com Seguros 4)

10.940

8) Despesa com salários a Salários a pagar 30.000

Despesa Bancária (3

6)

1.620

Férias a pagar 1.065

SI

1.065

(8

1.620

1.620

SI

1.755

(p

3.375 1.755

2.130

8.340

FGTS s/ folha a FGTS a pagar 2.400 Salário a pagar a Banco 25.500 9) Despesa com PDD a PDD 1.397 10) Despesa com Depreciação a Depreciação Acumulada 14.700

Prov p/ 13° salário 8)

3.195

3.195

13° salário a pagar (j

3.195

SI

3.195

(8

6.390 INSS s/ folha 8)

8.340

8.340

(l Prov p/ Férias 8)

1.065

8)

2.400

1.065

(k

Despesa com PDD 9)

1397

1397

(g FGTS s/ folha

006G/244

2.400

(m

Instituto Monitor Despesa com Deprec. 10)

14.700

SI

30.000

14.700

PDD (i

1.397

Máquinas

(9

Deprec. Acumulada 14.700

(10

30.000

Veículos SI

Cap. Social

40.000

100.000

40.000

100.000

SI

Caixa SI

9.000

Imóveis

9.000

SI

80.000 80.000

Computadores SI

5.000

Reserva de Lucro a Real.

5.000

Resultado do Exercício f)

SI

6.348

(q

15.828

30.000

67.980

(e

g)

1.397

4.000

(h

i)

14.700

j)

3.195

c)

60.720

k)

1.065

d)

17.550

l)

8.340

m)

2.400

n)

1.500

o)

1.280

Lucro Bruto

e)

63.877

71.980

p)

1.755

8.103

q)

6.348

6.348

006G/245

9.480

146.250

78.270

146.250

67.980

67.980

(b

Instituto Monitor

DRE 3 Vendas

146.250

(-) Impostos s/ vendas

(17.550)

Receita Líquida

128.700

(-) CMV

(60.720)

Lucro Bruto

67.980

(-) Despesa Administrativa

(62.597)

(+) Receita Financeira

2.720

Lucro antes do IRPJ

8.103

(-) IRPJ

(1.755)

Lucro Líquido

6.348

Balanço Patrimonial 3 Ativo

Passivo

Ativo Circulante

Passivo Circulante

Caixa

9.000 Duplicatas a Pagar

Bancos

8.985 ICMS a Pagar

8.550

Duplicatas a receber

121.500

93.125 INSS a Pagar

10.940

(16.000) IRRF a Pagar

1.900

PDD

(1.397) 13° a Pagar

6.390

Estoque

11.880 Férias a Pagar

2.130

Seguros a Apropriar

25.500 FGTS a Pagar

2.400

Duplicatas Descontadas

IRPJ a Pagar Total Ativo Circulante

131.093

Ativo Não Circulante

1.755 Total Passivo Circulante

Patrimônio Líquido

Máquinas

30.000

Capital Social

Veículos

40.000

Reserva de Lucros a Realizar

Computadores

100.000 15.828

5.000

Imóveis

80.000

(-) Deprecação Acumulada Total Ativo Não Circulante Total Ativo

155.565

(14.700) 140.300 271.393 Total Passivo + PL

006G/246

Total Patrimônio Líquido

115.828 271.393

Bibliografia RIBEIRO, Osni Moura – Contabilidade Geral, 3ª edição Ed. Saraiva, 1999. FRANCO, Hilário – Contabilidade Geral, 23ª edição Ed. Atlas, 1997. IUDIBÚCIUS, Sérgio de MARTINS, Eliseu GELBCKE, Ernesto Rubens Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações, 5ª edição Ed. Atlas, 2000. Demonstrações Contábeis – Estruturação e Normas Conselho Regional de Contabilidade - CRC – SP 2ª Edição - 2001. IUDÍCIBUS, Sérgio, MARION, José Carlos. Contabilidade Comercial. 6. Ed. São Paulo: Atlas, 2004. FABRETTI, Láudio Camargo. Contabilidade Tributária. 10. Ed. São Paulo: Atlas, 2006. SZUSTER, Natan et al. Contabilidade Geral. São Paulo: Atlas, 2007.

006G/247

Instruções: • Para os alunos matriculados nos cursos oficiais, estes exercícios simulados são opcionais. Caso deseje, eles podem ser enviados aos nossos professores de plantão, que farão a correção e os devolverão com as devidas observações. • Para os alunos matriculados nos cursos livres, estes exercícios simulados terão o valor de provas, realizadas a distância, e devem ser obrigatoriamente enviados para correção. Sua aprovação lhe conferirá seu Certificado de Conclusão. • O endereço para envio dos exercícios simulados em ambos os casos é: Caixa Postal 2722 01009-972 - São Paulo - SP Atenção • Para questões de múltipla escolha, existe apenas UMA alternativa correta em cada uma. • Este Simulado contém questões também em seu verso.

006G – Contabilidade Geral Nome:......................................................................................................................................................................................... Nº de Matrícula: .................................................................

Nota:............................................

1 - As informações contábeis devem ser: a) Claras, pr������������������������������� ecisas, objetivas e econômicas. b) Claras, precisas, objetivas e tempestivas. c) Claras, precisas, objetivas e financeiras. d) Claras, num������������������������������� éricas, objetivas e econômicas. 2 - Normas e princípios contábeis servem para: a) Orientar e definir padrões para uma boa prática contábil. b) Orientar e definir padrões para o cálculo de impostos. c) Orientar e definir a forma correta de se fazer o Balanço. d) Orientar e definir a forma correta de escrituração . 3 - O lado esquerdo do Balanço é sempre igual ao lado direito por que: a) Despesa é sempre igual ao custo. b) O total de débito é igual ao crédito. c) É uma determinação legal (lei 6.404/76). d) O lucro é a diferença de receitas menos custos. 4 - Um fato contábil é permutativo quando altera: a) Ativo, Passivo e Lucro. b) Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido. c) Capital e Reserva Legal. d) Ativo, Passivo, mas o valor do Patrimônio Líquido se mantém.

/4

5 - Um fato contábil é modificativo quando altera: a) Atividades Operacionais, Investimentos e Passivo. b) Bancos, Investimentos e Mutações . c) Patrimônio Líquido, de forma positiva ou negativa. d) Estoques, Investimentos e Impostos a pagar 6 - Explique o significado dos fatos contábeis mistos. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 7 - Conforme a teoria materialista, as contas podem ser classificadas em: a) Integrais e Diferenciais. b) Integrais e Derivadas. c) Integrais, Numéricas e Precisas. d) Integrais, Patrimoniais e Consolidadas. 8 - Cite e defina as classes da Teoria Personalista. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 9 - Faça estes lançamentos, de acordo com o conceito de partidas dobradas (livro diário ou razonetes). a) Compra de material de construção em R$ 50.000,00; sendo que 60% do valor será pago à vista e a diferença será paga daqui a 90 dias. Observação: segundo o balancete de verificação o valor disponível no caixa é de R$ 80.000,00. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ b) Aumento de capital para o próximo ano: R$35.000,00 em cheque, R$ 20.000,00 em veículo e R$ 10.000,00 em computadores. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ c) Compras de Mercadorias no valor de R$ 18.000,00, com 18% de ICMS. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ /4

d) Vendas de Mercadorias no valor de R$ 25.400,00, com 18 % de ICMS. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 10 - Se nas operações anteriores (c e d), os impostos são compensáveis, qual é o valor líquido do ICMS a pagar? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 11 - Se o total do Ativo é de R$ 20.000,00, Passivo R$ 4.000,00, Capital R$ 14.000,00, então os Lucros Acumulados são de: a) R$ 3.500,00 b) R$ 2.000,00 c) R$ 18.000,00 d) R$ 10.000,00 12 - Como se integra o Balanço Patrimonial à Demonstração de Resultado de Exercício? Dê um exemplo. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 13 - Explique o significado de Plano de Contas, principalmente para o processo de lançamentos. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 14 - Resuma as formalidades legais que devem conter os livros contábeis. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 15 - De acordo com o regime de competência, os fatos contábeis devem ser lançados: a) No momento em que as contas são pagas ou recebidas. b) Na data em que as receitas e/ou despesas ocorrerem. c) No momento de publicação de Balanços. d) Conforme as normas e política contábil de cada empresa.

/4

16 - O CMV é calculado usando esta equação: a) Estoque inicial + compras, incluindo frete – estoque final. b) Estoque inicial + compras, desconsiderando despesas – estoque final. c) Estoque inicial + ativo, incluindo despesas – estoque final. d) Estoque inicial + compras, incluindo despesas – passivo. Considere estas operações em outubro: 5/10 - Compra de 10 unidades a custo unitário de R$ 8,00. 7/10 - Compra de 12 unidades a custo unitário de R$ 9,00. 8/10 - Venda de 8 unidades a preço unitário de R$ 11,80. 9/10 - Compra de 10 unidades a custo unitário de R$ 9,60 12/10 - Venda de 23 unidades a preço unitário de R$ 12,20, pede-se: 17 - A ficha de estoques pelo PEPS: Data Entrada Saída Quant Preço Valor Quant Preço 5/10 7/10 8/10 9/10 12/10 18 - A ficha de estoques pelo Método MPM: Data Entrada Saída Quant Preço Valor Quant Preço 5/10 7/10 8/10 9/10 12/10 19 - A ficha de estoques pelo Método UEPS: Data Entrada Quant Preço Valor 5/10 7/10 8/10 9/10 12/10

Saída Preço

Quant

Quant

Saldo Preço

Valor

Valor

Quant

Saldo Preço

Valor

Valor

Quant

Saldo Preço

Valor

Valor

20 - Compare os valores das três fichas acima elaboradas, considerando CMV, Saldo e Lucro com Mercadorias. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________

/4

Pesquisa de Avaliação 006G - Contabilidade Geral Caro Aluno: Queremos saber a sua opinião a respeito deste fascículo que você acaba de estudar. Para que possamos aprimorar cada vez mais os nossos serviços, oferecendo um material didático de qualidade e eficiente, é muito importante a sua avaliação. Sua identificação não é obrigatória. Responda as perguntas a seguir assinalando a alternativa que melhor corresponda à sua opinião (assinale apenas UMA alternativa). Você também pode fazer sugestões e comentários por escrito no verso desta folha. Na próxima correspondência que enviar à Escola, lembre-se de juntar sua(s) pesquisa(s) respondida(s). O Instituto Monitor agradece a sua colaboração. A Editora. Nome (campo não obrigatório): _______________________________________________________________ No de matrícula (campo não obrigatório): _____________________ Curso Técnico em: Eletrônica Secretariado Transações Imobiliárias Informática Contabilidade QUANTO AO CONTEÚDO

Gestão de Negócios Telecomunicações

1) A linguagem dos textos é: a) sempre clara e precisa, facilitando muito a compreensão da matéria estudada. b) na maioria das vezes clara e precisa, ajudando na compreensão da matéria estudada. c) um pouco difícil, dificultando a compreensão da matéria estudada. d) muito difícil, dificultando muito a compreensão da matéria estudada. e) outros: ______________________________________________________ 2) Os temas abordados nas lições são: a) atuais e importantes para a formação do profissional. b) atuais, mas sua importância nem sempre fica clara para o profissional. c) atuais, mas sem importância para o profissional. d) ultrapassados e sem nenhuma importância para o profissional. e) outros: ______________________________________________________ 3) As lições são: a) muito extensas, dificultando a compreensão do conteúdo. b) bem divididas, permitindo que o conteúdo seja assimilado pouco a pouco. c) a divisão das lições não influencia Na compreensão do conteúdo. d) muito curtas e pouco aprofundadas. e) outros: ______________________________________________________

QUANTO AOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS 4) Os exercícios propostos são: a) muito simples, exigindo apenas que se decore o conteúdo. b) bem elaborados, misturando assuntos simples e complexos. c) um pouco difíceis, mas abordando o que se viu na lição. d) muito difíceis, uma vez que não abordam o que foi visto na lição. e) outros: ______________________________________________________ 5) A linguagem dos exercícios propostos é: a) bastante clara e precisa. b) algumas vezes um pouco complexa, dificultando a resolução do problema proposto. c) difícil, tornando mais difícil compreender a pergunta do que respondê-la. d) muito complexa, nunca consigo resolver os exercícios. e) outros: ______________________________________________________ QUANTO À APRESENTAÇÃO GRÁFICA 6) O material é: a) bem cuidado, o texto e as imagens são de fácil leitura e visualização, tornando o estudo bastante agradável. b) a letra é muito pequena, dificultando a visualização. c) bem cuidado, mas a disposição das imagens e do texto dificulta a compreensão do mesmo. d) confuso e mal distribuído, as informações não seguem uma seqüência lógica. e) outros: ______________________________________________________ 7) As ilustrações são: a) bonitas e bem feitas, auxiliando na compreensão e fixação do texto. b) bonitas, mas sem nenhuma utilidade para a compreensão do texto. c) malfeitas, mas necessárias para a compreensão e fixação do texto. d) malfeitas e totalmente inúteis. e) outros: ______________________________________________________ Lembre-se: você pode fazer seus comentários e sugestões, bem como apontar algum problema específico encontrado no fascículo. Sinta-se à vontade! PAMD1

Sugestões e comentários